A raiva é uma emoção complexa que pode ser desencadeada por várias situações e experiências. Entender seus mecanismos é fundamental para aprender a lidar com ela de maneira saudável.
Como psicóloga, vou explicar os principais aspectos dos mecanismos da raiva.
Percepção de Ameaça ou Injustiça:
A raiva muitas vezes surge quando uma pessoa percebe uma ameaça a seu bem-estar físico, emocional ou psicológico. Também pode ser desencadeada pela percepção de injustiça, seja real ou percebida.
Resposta do Sistema Nervoso:
Quando percebemos uma ameaça ou injustiça, nosso sistema nervoso é ativado, desencadeando a resposta de luta ou fuga. A raiva é uma resposta de "luta", onde nos preparamos para enfrentar ou confrontar a situação que percebemos como ameaçadora.
Expressão e Supressão da Raiva:
A forma como expressamos a raiva pode variar. Algumas pessoas a expressam de maneira assertiva e construtiva, enquanto outras a suprimem, o que pode levar a problemas de saúde física e mental. É importante encontrar maneiras saudáveis de expressar a raiva.
História Pessoal e Experiências Passadas:
A forma como aprendemos a lidar com a raiva durante nossa infância e as experiências passadas podem influenciar nossas reações atuais. Pessoas que foram expostas a modelos negativos de expressão da raiva podem ter dificuldades em lidar com ela de maneira saudável.
Comunicação e Relacionamentos:
A raiva pode afetar nossas interações sociais. Comunicar-se de maneira assertiva e compreender as emoções dos outros pode ajudar a lidar com a raiva de maneira mais eficaz e manter relacionamentos saudáveis.
Estratégias de Controle:
Desenvolver estratégias de controle da raiva, como a prática da autorregulação emocional, técnicas de respiração e relaxamento, pode ajudar a administrar a intensidade e a frequência da raiva.
Autoconsciência e Inteligência Emocional:
Aumentar a autoconsciência e a inteligência emocional é fundamental para compreender as origens da raiva, reconhecer os gatilhos e responder de maneira adaptativa e equilibrada.
Como psicóloga, auxilio meus pacientes a explorar e compreender os mecanismos da raiva, ajudando-os a desenvolver habilidades para expressar e gerenciar suas emoções de maneira saudável, promovendo relacionamentos mais positivos e uma melhor qualidade de vida.
Etmologia:
Angere (inglês) = Angústia;
Rabies (latim) = doença canina
(Carvalho e Carvalho, 2010)
Desdobramentos: cólera, ira, fúria, rancor, ódio, desejo de agredir ou destruir.
Você sente muita raiva?
É comum sentir raiva em algumas situações, mas quando essa emoção se torna constante e desproporcional, pode ser um sinal de que algo não está bem.
A raiva pode afetar sua saúde mental e física, além de prejudicar seus relacionamentos e sua qualidade de vida.
A psicologia pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar a lidar com a raiva.
Através da terapia cognitivo-comportamental, é possível identificar os pensamentos e comportamentos que estão causando a raiva e aprender novas maneiras de lidar com essa emoção.
Uma das técnicas mais eficazes para controlar a raiva é a respiração profunda.
Quando você sente raiva, sua respiração tende a ficar curta e rápida, o que pode aumentar a intensidade da emoção. Ao praticar a respiração profunda, você pode acalmar o sistema nervoso e reduzir a intensidade da raiva.
Outra técnica é a reestruturação cognitiva, que envolve identificar e desafiar os pensamentos negativos que estão causando a raiva.
Por exemplo, se você está com raiva porque alguém não fez algo que você esperava, pode estar pensando: "Essa pessoa é um egoísta e não se importa comigo".
Ao desafiar esse pensamento e substituí-lo por outro mais adaptativo, como "Talvez essa pessoa não tenha entendido o que eu esperava dela", é possível reduzir a intensidade da raiva.
Além disso, a psicologia pode ajudar a identificar as causas subjacentes da raiva, como estresse, ansiedade, depressão ou problemas de relacionamento.
Trabalhar essas questões pode ajudar a reduzir a raiva e melhorar sua saúde mental e física.
Em resumo, a raiva pode ser uma emoção difícil de lidar, mas com a ajuda da psicologia é possível aprender a controlá-la de maneira eficaz.
Através de técnicas como a respiração profunda e a reestruturação cognitiva, é possível reduzir a intensidade da raiva e lidar com as causas subjacentes dessa emoção.
Como o sentimento de Raiva é compreendido na Psicologia.
A negação da raiva (e de outros sentimentos menos nobres) está relacionada à educação que recebemos dos adultos na infância
A raiva é uma emoção natural que todos nós sentimos quando nossos desejos e ações são frustrados ou passamos por alguma contrariedade. Infelizmente, muitas vezes nos ensinaram a reprimir ou negar esse sentimento, mas a verdade é que ele é inerente ao ser humano.
Então, por que não aceitá-lo?
Na infância, muitas vezes fomos punidos quando expressamos a raiva de forma pública, seja chorando, fazendo birra ou gritando. Na fase adulta, essa tendência pode continuar para evitar punições ou garantir algumas gratificações.
Historicamente, a repressão da raiva e seus desdobramentos está relacionada ao fato de que, na Idade Média, um indivíduo colérico era considerado louco.
Segundo alguns autores, a manifestação da raiva pode se apresentar como inibição (sentimento reprimido) ou fúria (raiva incontida).
A inibição é o disfarce que usamos quando alguma contrariedade ocorre, enquanto a fúria é a manifestação da raiva no ambiente. É importante ressaltar que inibir ou demonstrar raiva excessivamente não é saudável.
A inibição pode somatizar e a longo prazo se transformar em doenças como gastrite, úlcera, depressão, etc. Já a fúria não é aconselhável, pois agir sob o domínio das emoções não é considerado um comportamento saudável.
O cérebro não tem condições de processar todas as informações que estão chegando, nem avaliar a situação como um todo. Isso significa que agir sob o impulso da raiva pode acarretar prejuízos maiores, para si e para os outros.
O ideal é que a raiva seja demonstrada com coerência, não sendo negada ou reprimida. Quando assumimos que estamos com raiva, agregamos autoconhecimento.
É importante conversar francamente com o causador da raiva, olhando-o nos olhos e expressando o que aconteceu para mudar de ideia.
Manifestações violentas, maldosas ou agressivas devem ser reprimidas, pois transformam a raiva em fúria, agressividade, doença e até mesmo destruição.
A psicoterapia pode ajudar a desenvolver comportamentos mais assertivos e mudanças de pensamentos. É claro que existem ocorrências extremamente dolorosas, onde é impossível conter as manifestações de raiva.
No entanto, são casos extremos que não cabem nesta discussão.
Conclui-se que temos o direito de sentir raiva quando somos frustrados, afinal, alimentamos esperanças e desejos de bem-estar e segurança. Mas há uma distância enorme entre sentir, manifestar e inibir.
A raiva deve ser aceita e controlada para que possamos lidar com ela de forma saudável.
Referências:
CARVALHO, Luciane Bizari; CARVALHO, João Coin. Emoções: Raiva. Coleção Mente e Cérebro: São Paulo; Dueto, 2010.
Leia também: Raiva é resultado de desejos e expectativas frustrados
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Psicóloga sp Maristela Vallim Botari
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