Ansiedade e seus Gatilhos
De algum modo, todos nós podemos experimentar níveis de ansiedade considerados normais.
Tratam-se de desconfortos do cotidiano, como obrigações financeiras, agendas saturadas e a execução de tarefas complexas. Em situações assim, existe a chance de que o estado emocional retorne à estabilidade após a resolução do evento.
O que é a Ansiedade?
A ansiedade pode ser compreendida como uma reação emocional ou um sinal de alarme diante de estímulos percebidos como perigosos. Ela é composta, possivelmente, por uma combinação de sintomas físicos, pensamentos catastróficos e alterações de comportamento.
Embora seja um mecanismo evolutivo de proteção, há o potencial de que esse recurso se encontre desregulado, causando sofrimento e prejuízo ao desempenho social ou profissional. Para algumas pessoas, o desconforto prossegue mesmo após a resolução do problema, tornando difícil a identificação dos gatilhos desencadeadores.
Gatilhos Emocionais e a TCC
Segundo Clark e Beck (2014), Gatilhos são episódios que geram picos de ansiedade. No contexto da TCC - Terapia Cognitivo Comportamental, um gatilho emocional é um ponto de ativação que liga situação → pensamento → emoção → comportamento. A terapia busca entender essa cadeia, identificar crenças subjacentes e modificá-las através de técnicas cognitivas e comportamentais.
De acordo com a teoria cognitiva:
- Experiências de vida anteriores (incluindo aprendizados sociais, condicionamentos e interpretações repetidas de situações) moldam o modo como a pessoa percebe o mundo e a si mesma.
- Crenças centrais e pressupostos (sobre si, sobre os outros e sobre o futuro) influenciam pensamentos automáticos diante de situações específicas.
- Quando uma situação ativa essas crenças/pensamentos automáticos — por exemplo, “isso é perigoso”, “eu não vou conseguir”, “algo ruim vai acontecer” — isso desencadeia uma resposta de ansiedade.
- Esses padrões se tornam gatilhos quando são consistentes e relacionados a significados pessoais de ameaça.
Ou seja, os gatilhos não surgem “do nada”: eles são construídos pela história de aprendizagem cognitiva e comportamental da pessoa, incluindo formas habituais de interpretar eventos.
O que acontece quando um gatilho é ativado
Quando um gatilho é encontrado:
- Pensamentos automáticos disfuncionais são disparados — por exemplo, avaliações catastróficas ou interpretações distorcidas da situação.
- Isso ativa reações emocionais intensas (como ansiedade ou medo).
- Há respostas fisiológicas (taquicardia, sudorese, tensão muscular, etc.).
- A pessoa frequentemente usa comportamentos de evitação ou segurança (evitar a situação, checar repetidamente, buscar garantias).
- Esses comportamentos, por sua vez, mantêm a ansiedade, porque não permitem que a pessoa teste suas crenças e aprenda que pode tolerar a situação.
Referências:
CLARK, David A.; BECK, Aaron T. Vencendo a Ansiedade e a Preocupação com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Porto Alegre: Artmed, 2014.
Conteúdo informativo desenvolvido pela
Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari
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sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.
Trata-se apenas de um convite à reflexão
Como a psicóloga pode ajudar nesse processo
Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.
São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.
A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de
maneira individualizada, considerando a
singularidade de cada trajetória
e o ritmo próprio de elaboração.
Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado,
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Considero como relevantes para a compreensão da pessoa, seus aspectos sociais, culturais e históricos, elementos que compõe a totalidade de um indivíduo.
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