Vitimismo: quando o problema nunca é o próprio comportamento

O vitimismo é uma característica de pessoas que, na maioria das vezes, se colocam como vítimas das circunstâncias, sem sequer refletir sobre sua parcela de responsabilidade. 

O vitimismo é uma característica de pessoas que, na maioria das vezes, se colocam como vítimas das circunstâncias, sem sequer refletir sobre sua parcela de responsabilidade.
 

O vitimismo pode se manifestar em diferentes áreas da vida, e muitas vezes passa despercebido até para quem o pratica. Em muitos casos, a pessoa não se percebe como alguém que assume uma postura de vítima; ela simplesmente sente que está sempre sendo injustiçada, incompreendida ou prejudicada pelos outros ou pelas circunstâncias.

Do ponto de vista da Psicologia, o vitimismo costuma aparecer como um padrão de interpretação da realidade. A pessoa tende a atribuir suas dificuldades exclusivamente a fatores externos — outras pessoas, o ambiente ou o destino — tendo dificuldade em reconhecer sua própria participação nas situações que vivencia. Esse padrão pode se consolidar ao longo do tempo e influenciar diferentes relações e decisões.

Uma das formas mais comuns de manifestação do vitimismo ocorre nas relações interpessoais. A pessoa frequentemente relata que é tratada de maneira injusta, que os outros não a compreendem ou que sempre acaba sendo prejudicada. Nessas narrativas, é comum que os conflitos sejam descritos de forma unilateral, com pouca reflexão sobre as dinâmicas envolvidas ou sobre possíveis responsabilidades compartilhadas.

Outra manifestação aparece na forma como a pessoa interpreta frustrações ou contratempos. Dificuldades que fazem parte da vida cotidiana podem ser percebidas como provas de que “tudo sempre dá errado” ou de que “ninguém ajuda”. Essa leitura tende a reforçar sentimentos de impotência e desânimo, criando uma percepção de que não há espaço para mudança.

No ambiente profissional, o vitimismo pode se expressar por meio da sensação constante de que não se recebe reconhecimento suficiente ou de que colegas e superiores estão sempre agindo de forma injusta. Embora situações de injustiça realmente possam ocorrer, no padrão de vitimização há uma tendência a interpretar praticamente todos os acontecimentos sob essa perspectiva.

Também é possível observar manifestações mais sutis, como a busca frequente por validação emocional por meio da exposição constante de dificuldades. Nesse caso, a pessoa pode relatar repetidamente problemas ou sofrimentos, esperando receber compreensão e solidariedade, mas sem necessariamente demonstrar disposição para modificar os padrões que contribuem para essas situações.

Em alguns casos, o vitimismo pode se tornar uma forma de organização da identidade. A narrativa pessoal passa a girar em torno das experiências de injustiça, abandono ou falta de reconhecimento. Esse processo pode dificultar o desenvolvimento de uma postura mais ativa diante da própria vida, pois reforça a ideia de que os acontecimentos estão sempre fora do controle individual.

A Psicologia Social e a Psicologia Cognitiva descrevem que os modos de interpretar experiências têm grande influência sobre as emoções e os comportamentos. Quando a realidade é constantemente percebida através da lente da injustiça ou da impotência, essa forma de leitura tende a se reforçar, tornando-se cada vez mais automática.


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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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