Como funciona uma sessão de terapia com a Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
Muitas pessoas chegam ao consultório com muitos motivos para fazer terapia mas não sabem exatamente o que esperar da psicóloga.
Por isso, criei este artigo para ajudar a esclarecer algumas dúvidas, especificamente sobre o meu trabalho.
Naturalmente, não posso responder por todos os psicólogos, porque cada um conduz seu trabalho com as ferramentas de que dispõe. Mas no geral, as regras sobre ética, e técnicas de atendimento são parecidas.
Como funciona uma sessão de terapia -
Psicóloga Sp Maristela
Na minha prática como psicóloga clínica, há mais de 12 anos, aprendi que cada sessão é única.
Nunca houve duas sessões iguais para o mesmo paciente. Isso significa que eu preciso me adaptar e estar sempre atenta ao que a pessoa traz como demanda.
Por isso, é difícil falar sobre como funciona uma sessão de terapia, porque não funciona como uma peça de teatro, com roteiros, cenários, perguntas e respostas certas.
Mas vou tentar sintetizar alguns pontos importantes, sem a pretensão de esgotar o assunto e sem a pretensão de trazer uma verdade absoluta, ok? Vamos lá.
Primeiro: O que é uma sessão de Psicoterapia
A sessão de psicoterapia é um momento reservado para reflexão, diálogo e análise das experiências emocionais.
Na psicologia, esse processo não se baseia em respostas prontas, mas na construção gradual de entendimento sobre pensamentos, sentimentos e comportamentos.
Chegada ao consultório
Ao chegar ao consultório, o paciente encontra um ambiente organizado para receber uma pessoa por vez, um casal ou, em alguns casos, membros de uma família.
Na medida do possível tomo alguns cuidados para que os pacientes não se encontrem.
Uma delas é orientar que as pessoas cheguem no horário marcado, nunca antes, justamente porque (certamente) terá alguém em atendimento. E nem todas as pessoas sentem-se confortáveis ao encontrar outro paciente no consultório.
Para que optam pela consulta online
Para quem opta pela psicóloga online, consulta online, a sugestão é que a pessoa esteja em um ambiente reservado e seguro, com equipamentos funcionando satisfatoriamente.
Se for necessário, eu mostro, pelo vídeo, o local onde estou para garantir que não há mais ninguém por perto durante o atendimento.
Início da sessão
No início do encontro, costumo abrir espaço para que o paciente fale sobre os fatores que motivaram a busca pela terapia. E deixo a pessoa falar.
O que a psicóloga vai me perguntar?Se houver necessidade de fazer perguntas, na primeira sessão de Terapia, as Perguntas que a Psicóloga faz na primeira consulta visam
compreender melhor o paciente.
Pode incluir questionamentos sobre suas
experiências, emoções, relações e desafios enfrentados.
Se houver necessidade de fazer perguntas, na primeira sessão de Terapia, as Perguntas que a Psicóloga faz na primeira consulta visam compreender melhor o paciente.
Pode incluir questionamentos sobre suas experiências, emoções, relações e desafios enfrentados.
Se for preciso, e se couberem na sessão, posso fazer algumas perguntas que podem ajudar a compreender melhor o contexto apresentado, como por exemplo:
• O que motivou a procura pela terapia?• Quais situações têm causado maior preocupação?
• Como esses acontecimentos têm sido vivenciados no cotidiano?
• “Você poderia me contar um pouco mais sobre isso?”
• “Como você se sentiu nessa situação?”
• “O que passou pela sua mente naquele momento?”
• “Quando você percebeu que isso estava acontecendo?”
• “De que maneira essa situação tem afetado seu dia a dia?”
Essas perguntas tem como finalidade ampliar a compreensão sobre o paciente e suas queixas, jamais servir de modelo pra interrogatório, ok?
Esse momento inicial não segue um roteiro rígido.
O objetivo é permitir que o paciente apresente sua própria narrativa e que a conversa se desenvolva de forma natural.
Falando em roteiro....
Na primeira sessão de Terapia, algumas
pessoas podem não saber por onde começar, nem o que falar.
Outras podem ficar tímidas, entre outras reações. Isso e normal.
Se ajudar, minha sugestão é
que faça um roteiro pré terapia. Lembrando que ele não precisa ser
seguido à risca, ok?
Aqui está um roteiro
pré-terapia, que pode servir como uma bússola, mas não precisa ser
exato.
O Paciente pode incluir, ou excluir aquilo que não fizer
sentindo, adaptando ao que achar conveniente.
Algumas pessoas escrevem historias, relatos, etc. Outros trazem fotos marcantes, musicas. Etc.
Enfim, tudo o que fala sobre sobre é bem vindo na terapia
📘 Diário Emocional Pré-Terapia
🧭 1. Por que estou buscando terapia agora?
Escreva livremente sobre o que te trouxe até aqui. Pode ser um
sentimento, uma situação, uma dúvida ou até uma vontade de se conhecer
melhor.
Exemplo:
“Sinto que estou vivendo no automático. Tenho dificuldade de me conectar
com o que realmente quero e isso tem me deixado ansioso e frustrado.”
🧠 2. Quais sintomas ou sensações tenho percebido?
Maristela costuma perguntar sobre sintomas físicos, cognitivos e emocionais. Você pode listar o que sente:
- Físicos: taquicardia, insônia, tensão muscular, dores de cabeça
- Cognitivos: dificuldade de concentração, pensamentos acelerados
- Emocionais: tristeza, irritação, apatia, sensação de vazio
Exemplo:
“Tenho sentido uma pressão no peito, como se estivesse sempre em alerta. Me pego chorando sem saber exatamente o motivo.”
🧍♂️ 3. Como estão meus relacionamentos?
Reflita sobre suas relações familiares, afetivas, profissionais e
sociais. Há conflitos, afastamentos, dependência emocional, dificuldade
de comunicação?
Exemplo:
“Tenho dificuldade de dizer ‘não’ e acabo me sobrecarregando. Sinto que preciso agradar para ser aceito.”
🎯 4. O que eu gostaria de mudar ou entender melhor?
Pense em objetivos terapêuticos:
- Reduzir ansiedade
- Melhorar autoestima
- Lidar com traumas
- Desenvolver autonomia emocional
Exemplo:
“Quero aprender a confiar mais em mim e parar de me comparar com os outros.”
Mesmo que seus objetivos sejam vários, seria interessante lista-los, e ir alterando a medida que a terapia avança.
Aqui está um roteiro pré-terapia, que pode servir como uma bússola, mas não precisa ser exato.
O Paciente pode incluir, ou excluir aquilo que não fizer sentindo, adaptando ao que achar conveniente.
Algumas pessoas escrevem historias, relatos, etc. Outros trazem fotos marcantes, musicas. Etc.
Enfim, tudo o que fala sobre sobre é bem vindo na terapia
📘 Diário Emocional Pré-Terapia
🧭 1. Por que estou buscando terapia agora?
Escreva livremente sobre o que te trouxe até aqui. Pode ser um sentimento, uma situação, uma dúvida ou até uma vontade de se conhecer melhor.
Exemplo:
“Sinto que estou vivendo no automático. Tenho dificuldade de me conectar com o que realmente quero e isso tem me deixado ansioso e frustrado.”
🧠 2. Quais sintomas ou sensações tenho percebido?
Maristela costuma perguntar sobre sintomas físicos, cognitivos e emocionais. Você pode listar o que sente:
- Físicos: taquicardia, insônia, tensão muscular, dores de cabeça
- Cognitivos: dificuldade de concentração, pensamentos acelerados
- Emocionais: tristeza, irritação, apatia, sensação de vazio
Exemplo:
“Tenho sentido uma pressão no peito, como se estivesse sempre em alerta. Me pego chorando sem saber exatamente o motivo.”
🧍♂️ 3. Como estão meus relacionamentos?
Reflita sobre suas relações familiares, afetivas, profissionais e sociais. Há conflitos, afastamentos, dependência emocional, dificuldade de comunicação?
Exemplo:
“Tenho dificuldade de dizer ‘não’ e acabo me sobrecarregando. Sinto que preciso agradar para ser aceito.”
🎯 4. O que eu gostaria de mudar ou entender melhor?
Pense em objetivos terapêuticos:
- Reduzir ansiedade
- Melhorar autoestima
- Lidar com traumas
- Desenvolver autonomia emocional
Mesmo que seus objetivos sejam vários, seria interessante lista-los, e ir alterando a medida que a terapia avança.Exemplo:
“Quero aprender a confiar mais em mim e parar de me comparar com os outros.”
O que o paciente pode falar
O espaço da sessão de psicoterapia é pautado pela liberdade e pelo acolhimento, onde a fala se torna a principal ferramenta de investigação clínica.
Nesse contexto, o paciente pode abordar qualquer tema que considere relevante, desde as questões mais urgentes do cotidiano até pensamentos que, à primeira vista, pareçam desconexos ou "sem sentido".
Não há uma pauta rígida ou um roteiro a ser seguido; o objetivo é justamente permitir que o fluxo de consciência traga à tona elementos que permitam ao indivíduo analisar seus processos internos.
Durante os encontros, os temas costumam abranger a complexidade das relações familiares, os desafios nas interações sociais e profissionais, e o impacto de experiências emocionais marcantes.
Há espaço para refletir sobre lembranças do passado que ainda ecoam no presente, bem como para as preocupações e expectativas em relação ao futuro e as decisões pessoais que moldam o caminho de cada um.
A escuta da psicóloga, no entanto, vai além do conteúdo literal das palavras.
O foco clínico volta-se também para as emoções embutidas no tom de voz, as pausas, as contradições e os detalhes que, muitas vezes, o próprio paciente ainda não percebeu.
Ao observar essas nuances, o trabalho terapêutico busca ampliar a compreensão sobre como cada vivência é interpretada e sentida.
Exploração e reflexão
Ao longo da sessão, a psicóloga pode ajudar a observar padrões de pensamento, comportamentos recorrentes e formas de interpretar determinadas situações.
Esse processo envolve reflexão conjunta e busca compreender os significados que cada experiência possui para o paciente.
Encerramento da sessão
Nos minutos finais da sessão, costuma-se retomar alguns pontos discutidos ao longo do encontro. Esse momento permite organizar ideias, refletir sobre o que foi conversado e identificar aspectos que poderão ser explorados em encontros futuros.
O encerramento também respeita o tempo previsto para a sessão, em geral 50 minutos, garantindo que cada paciente tenha seu espaço preservado dentro da rotina do consultório.
O que a terapia não é
Algumas ideias equivocadas ainda circulam sobre o que acontece dentro de um consultório de psicologia. Por isso, muitas vezes é importante esclarecer também aquilo que a psicoterapia não é.
A terapia não é como um interrogatório conduzido por um roteiro rígido de perguntas. Embora o psicólogo possa formular questões ao longo da sessão, elas surgem a partir da conversa e do contexto apresentado pelo paciente, e não de um questionário fixo.
Da mesma forma, a psicoterapia não se reduz à oferta de conselhos prontos ou soluções rápidas. O objetivo do processo terapêutico não é dizer ao paciente exatamente o que ele deve fazer, mas ajudá-lo a compreender melhor suas próprias experiências, pensamentos e sentimentos.
Também não se trata de um espaço de julgamento. O consultório psicológico busca oferecer um ambiente de escuta profissional, onde diferentes aspectos da vida podem ser abordados com respeito, confidencialidade e atenção às particularidades de cada pessoa.

