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Transparência Informativa e Publicidade na Psicologia (PP)

Transparência Informativa e Publicidade na Psicologia

A divulgação de informações em serviços psicológicos exige o equilíbrio entre o dever de transparência para com o usuário e o cumprimento das normativas que regem a profissão. O núcleo desta questão reside na diferenciação entre a exposição objetiva de dados e a prática de propaganda.

O Conceito de Propaganda e a Vedação Ética

Doutrinariamente, a propaganda é definida como uma comunicação voltada à difusão persuasiva de ideias ou ideologias, com o intuito de influenciar comportamentos. No contexto da Psicologia, as resoluções vigentes vedam a utilização do preço como forma de propaganda.

"É vedado utilizar o preço do serviço como forma de propaganda."
— Resolução CFP nº 011/2018, Art. 3º, IV.

Essa norma proíbe que o valor financeiro seja o instrumento central de atração ou persuasão. O impedimento ético recai sobre o uso estratégico do preço para induzir a contratação, o que caracterizaria a mercantilização da prática profissional.

Diferença entre Informar e Promover

A distinção entre informar e fazer propaganda fundamenta-se na finalidade e no modo de apresentação da informação:

Critério Informação Objetiva Propaganda (Vedada)
Finalidade Cumprir o direito à informação (CDC). Persuadir e captar via apelo financeiro.
Linguagem Descritiva e secundária. Promocional (ex: "valor acessível", "desconto").
Contexto Dados técnicos e administrativos. Destaque visual ou vantagem competitiva.

Conformidade com o Direito do Consumidor

Ao passo que o Código de Ética veda a propaganda baseada em preço, o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) estabelece o acesso à informação clara sobre serviços como um direito básico. Portanto, a apresentação de valores é legítima quando realizada de forma:

  • Estritamente informativa: Sem adjetivos que indiquem vantagem financeira.
  • Isenta de sensacionalismo: Abstendo-se de termos como "preço social", "pacote promocional" ou sorteios.
  • Proporcional: Onde o valor não é o elemento de maior relevância na comunicação do serviço.

Serviços e Instituições de Referência

Em casos que demandam suporte emergencial ou especializado, prioriza-se a indicação de serviços de utilidade pública e suporte humanizado, como o CVV (Ligue 188), o IPQ-USP e o CAISM Vila Mariana.



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