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●Psicólogos e Pacientes podem ser amigos? Psicóloga SP

Psicólogos e pacientes podem ser amigos?
Quais os limites da relação terapêutica?

Questões delicadas.



Mas que merecem esclarecimentos.

Nós, Psicólogos, podemos ser amigos de nossos pacientes?


No sentindo estrito da palavra,  amizade significa:

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

Fonte: https://www.significados.com.br/amizade/. Acesso em 15/01/2021


Considerando o pressuposto acima, o Psicólogo deve manter com seu paciente um relacionamento AMISTOSO e CORDIAL, pautado pelo respeito, pela ética, pela coerência e pelos bons princípios, conforme salienta nosso código de ética profissional do Psicólogo.


“Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

  1. j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado; ” – Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Devemos observar que o Psicólogo é um profissional, cujo olhar sobre o problema do paciente é mais técnico, mais impessoal, o que não ocorre em uma relação de amizade.  O Psicólogo está mais próximo de ser um "professor" do que ser um "amigo".

Logo:

Os Psicólogos devem colocar a necessidade emocional do paciente acima das necessidades pessoais, e imprimir uma postura técnica/profissional/ética no acolhimento de seu paciente.

Exemplificando:

O Psicólogo certamente não vai acompanhar o paciente numa balada, nem em um velório. Mas vai demonstrar, por meio de comportamentos, falas, devolutivas se a postura do paciente foi correta ou inadequada. Vai acolher a dor do paciente que perdeu alguém e certamente vai ficar satisfeito com os progressos que este vem demonstrando ao longo da Psicoterapia.

Diferente do amigo, que está sempre do lado "pro que der e vier", O Psicólogo terá uma postura amistosa, porém com o distanciamento emocional para fazer as observações necessárias.

Imaginemos o seguinte caso:

Um paciente está desenvolvendo o hábito de abusar do álcool.

Os amigos certamente (os bons amigos, claro), vão apontar isso dando conselho do tipo "você não pode ser assim", "isso te faz mal", "deixe de beber", etc.


O Psicólogo vai ajudar a pessoa a compreender porque está adquirindo este hábito e ajudar a pessoa a reverter esta situação. Vai analisar todo o contexto, presente e passado e alinhar metas para o futuro. E cobrar resultados.


Uma vez que o Psicólogo é pago para cuidar do estado emocional do paciente, vai impor mais, vai exigir mais, vai cobrar mais, obedecendo os limites do paciente, claro. 

Mas é certo que nenhum Psicólogo vai "passar pano" em comportamentos destrutivos que o paciente esteja apresentando.

Faz parte da nossa formação e da nossa ideologia colaborar para que as pessoas tenham uma vida mais harmoniosa, e alguns comportamentos destrutivos claramente levam o paciente na direção oposta. 

Não podemos deixar isto acontecer. Vamos intervir, apontar direções mais saudáveis para resgatar a pessoa da destrutividade.

Mas nem sempre o paciente aceita bem estas intervenções, coisa que os amigos as vezes, deixam passar. Nestes casos, nada podemos fazer. O paciente escolhe se prefere continuar em tratamento, ou levar uma vida destrutiva.

Este é o limite de intervenção, o que nos diferencia dos amigos.

O comportamento amigável do Psicólogo


É obvio que o Psicólogo pode ter um comportamento amigável com seu paciente, desde que isto não interfira na relação terapêutica. (Não tem nada pior do que um Psicólogo carente, tentando forçar uma amizade com cliente).

Psicólogos podem sim, tomar um cafezinho rápido na padaria da esquina em companhia do cliente, desde isso não interfira de jeito nenhum no tratamento.

Psicólogos podem sim, falar sobre episódios da sua vida pessoal, se perceberem que isto irá ajudar o paciente, ou aumentar a credibilidade da sua ideologia, desde que sejam comentários rápidos, pontuais e que tenham alguma relação com o que o paciente está trazendo.

Por exemplo: podem falar sobre sua formação, sobre casos que atendeu (sem expor pessoas), cursos que fez, dar dicas de viagens para a pessoa se distrair e relaxar, etc. 

Muitas vezes o paciente quer saber QUEM é a pessoa que está por trás do psicólogo. Eu não tenho problemas em compartilhar isso, porém....

Porém, se nossas ideologias pessoais podem deixar o paciente desconfortável, é de bom tom ocultar. 

Por exemplo: se minhas convicções pessoais sobre religião/política/economia/esportes podem interferir no estado emocional do paciente, eu prefiro omitir. 

Se não interferirem, eu (ainda assim) prefiro omitir. 

Somente em algumas circunstâncias muito pontuais, isto pode ser compartilhado.

Prefiro compartilhar com o paciente apenas aquilo que diz respeito à minha formação profissional, e de que forma isto pode ajudar no seu tratamento.

No entanto, não vejo problema em compartilhar com o paciente que, assim como ele, eu também quero viver em um mundo melhor, com menos desigualdade social; onde todos tenham acesso à saúde, educação, qualidade de vida.

Também não vejo problema em compartilhar noções básicas de ética, educação, cidadania e justiça. 

Se eu acredito que é errado praticar homofobia, xenofobofia, pedofilia, racismo, etc. vou compartilhar isso, sim! Faz parte da minha formação profissional, mas sobretudo, estes valores são meus, já eram meus antes de eu ser psicóloga.

O que esperar de um Psicólogo?


Psicólogos podem sim,  se emocionarem com o relato do paciente, MAS, não podem deixar isso transparecer. Nunca. 

Por isso precisamos fazer Psicoterapia, supervisão e cuidar da nossa vida pessoal, para que os relatos não nos abalem a ponto de impossibilitar o trabalho.

Psicólogos podem emitir opinião, sim, desde que sejam pertinentes ao que o paciente está trazendo e se o paciente pedir. Opinião pessoal, nunca, jamais se estiver fora do contexto.

Por exemplo: Muitos pacientes perguntam minha opinião pessoal sobre a COVID-19. Eu me sinto confortável para falar sobre o que penso, de que forma isto causa impactos emocionais e compartilhar esperanças de que a vacina possa trazer benefícios, mas SEMPRE aproveito para devolver a pergunta ao paciente e vincular o assunto à sua demanda pessoal (ou seja, voltar para a queixa), levando a uma reflexão e análise mais ampla sobre a situação.

Psicólogos podem sim, abraçar alguns pacientes em algumas situações (desde que TODOS sintam-se confortáveis com isso). 

Eu particularmente deixo esta iniciativa a critério dos pacientes. Mas confesso que são circunstâncias muito raras e pontuais. Em tempos de pandemia, não, nunca.

Leia também Psicólogo: saiba o que esperarA Relação cliente terapeuta.Livre-se do perigo de confundir um psicólogo com um "amigo"

O que NÃO esperar de um Psicólogo?

Com o avanço da Psicologia no Brasil e no mundo, as pessoas estão buscando mais por Psicólogos em São Paulo, e em todo o território nacional. 

Porém, nem todas pessoas que procuram por ajuda psicológica compreendem os limites da nossa profissão. 

Algumas pessoas confundem psicólogo com amigo, com conselheiro, com professor, ou mesmo com substitutos para figuras parentais (pai, mãe, irmão, marido, esposa, etc..)

Convém esclarecer que:

Nossa relação é profissional. Portanto:


Psicólogos nem sempre estarão disponíveis, a qualquer hora, em qualquer local. 

(Ao contrário dos amigos que geralmente dão um jeitinho), o Psicólogo geralmente tem uma agenda lotada, horários apertados, e quando não está atendendo, está lendo, fazendo relatórios, recibos, pagando contas, ou simplesmente vivendo, sendo ele mesmo (dando atenção à sua vida particular).

Na medida do possível, nós encontramos um encaixe para ouvir o paciente, especialmente aqueles que estão em situação de risco de vida.

Precisamos de tempo e espaço para nos dedicar às nossas atividades pessoais, para que ganhemos força para prosseguir em nossa jornada profissional. Precisamos (como todo ser humano) cultivar nossa rede particular de afetos, nossos interesses pessoais.

Psicólogos nem sempre concordarão com você: (alguns amigos sempre estarão ao seu lado). O Psicólogo (assim como um professor) estará sempre do lado do que ele entende que seja melhor para o paciente, mesmo que naquele momento o paciente discorde. Defendemos o bem-estar emocional a longo prazo e a qualidade de vida, o que nos leva a discordar de algumas posturas que o paciente tenha no momento imediato, por exemplo:

Se o paciente afirma que não quer estudar, e prefere passar o dia jogando videogame, nenhum psicólogo em sã consciência vai concordar com isso, exceto em situações muito especiais.

Psicólogos nem sempre serão dóceis: as vezes é preciso falar coisas desagradáveis, usando uma linguagem delicada. É preciso medir palavras, mas existem coisas que precisam ser ditas, usando todos os termos técnicos e sutilezas possíveis. E nem sempre estas coisas agradam. Mas são necessárias (os amigos muitas vezes não dizem, ou dizem da pior forma).


O que o Psicólogo espera do paciente?

Certamente esperemos alguma coisa dos nossos pacientes, afinal, são nossas fontes de inspiração.

Comprometimento consigo mesmo(a): Nós, psicólogos levamos o comprometimento com o tratamento muito a sério. E sabemos reconhecer quem está comprometido e quem não está.

Isto significa: não faltar às sessões, e se possível avisar quando precisar faltar; Ler aquilo que sugerimos; fazer as tarefinhas que sugerimos, etc...

Empatia mínima: sim. Lembre-se que o Psicólogo também é humano, e também pode cometer pequenos erros, atrasos, pode eventualmente esquecimentos. Na maioria das vezes, estes lapsos são corrigidos ou compensados de alguma forma.

Quando algo te desagradar, converse com o Psicólogo. É muito comum que haja mal-entendidos sobre a postura do Psicólogo durante os atendimentos.

Ética: embora a ética seja uma atitude esperada da parte do Psicólogo, certamente esperamos o mesmo do nosso paciente. Esperamos que o paciente não distorça nossas palavras, não use nosso trabalho para fazer mal às pessoas, não fale mentiras a nosso respeito, não faça calúnias ou difamações.

Estas atitudes extrapolam o limite do atendimento terapêutico e podem, muitas vezes, parar na justiça.




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Sobre a divulgação de *preço de consulta psicológica*, é útil esclarecer que nós, psicólogos, por motivos de ética profissional (*ética do psicólogo*),  devemos agir com cautela na divulgação de *preços de consulta psicológica*, *terapia gratuita*,*preço acessível*, etc.


Veja o que diz o CRP-PR, mencionando o Código de Ética Profissional do Psicólogo, orienta:

 

"O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) disponibilizou, em junho, uma Nota Técnica com o intuito de orientar profissionais sobre a chamado “atendimento social”, destinado a pessoas em situação de exclusão social ou de vulnerabilidade e risco. A prática gera dúvidas nas(os) Psicólogas(os) tendo em vista que o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP) proíbe a utilização do preço dos serviços como meio de propaganda.

 

 

De acordo com a nota, a divulgação dos serviços não poderá ser realizada por meio de “cupons” de desconto ou com a utilização de termos como: preço acessível, custo social, vaga social, desconto, gratuito, valores diferenciados, valores reduzidos ou qualquer outra frases e termo que faça referência ao valor do serviço, caracterizando concorrência desleal. (Grifo nosso)



A orientação, neste caso, é a de utilizar o termo “Atendimento Social”, “visto que desta forma está se qualificando o atendimento, e não o valor acessível a ser cobrado, mesmo que este esteja implícito no próprio termo”.



Independentemente do valor acordo entre a(o) Psicóloga(o) e seus pacientes, é dever da(o) profissional assegurar a qualidade técnica e ética para o desempenho de suas funções e também manter registros documentais que poderão ser fornecidos aos usuários do serviço. Ainda, deve-se descrever, em contrato formal escrito, os critérios de seleção do público a ser atendido e as condições sob as quais o atendimento acontecerá. 



Entre os critérios, não é permitido incluir a participação em instituições, a troca ou permuta de trabalhos ou o recebimento de qualquer vantagem. Além disso, o tratamento não pode ser prolongado sem necessidade. "



Fonte:

https://crppr.org.br/nota-tecnica-do-crp-pr-orienta-divulgacao-de-atendimento-social/

 

 




Psicólogos e Pacientes podem ser amigos? Psicóloga SP

Comentários

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●Perguntas que o psicólogo faz na primeira consulta

  ❖Psicoterapia  EM SP CONSIDERANDO que toda a ação da(o) psicóloga(o) demanda um  raciocínio psicológico, caracterizado por uma atitude avaliativa, compreensiva, integradora e contínua,  que deve orientar a atuação nos diferentes campos da Psicologia e estar relacionado ao contexto que origina a demanda.  (Fonte:  Diário Oficial da União )  Para que serve um Psicólogo? Para conversar. Mas conversar sobre o que? Como?  De que forma ocorre esta conversa?  Falar que o Psicólogo serve "apenas para conversar" é um reducionismo da nossa profissão. Não servimos apenas para "conversar". Nosso trabalho vai MUITO ALÉM DA CONVERSA.  Trata-se de uma escuta técnica, treinada para identificar pontos problemáticos no discurso do cliente, e apontar soluções que sejam efetivas para seu caso . Não é, nem de longe, uma conversa como a que que temos com nossos amigos. Isto que dizer que cada vírgula, cada pausa, cada respiração, cada movimento do cliente é analisado junto com o discur

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