Quando os sentimentos se confundem
É comum sentirmos dúvida em relação aos nossos sentimentos. Muitas vezes, somos uma colcha de retalhos de emoções, ilusões e expectativas sobre o que é paixão, amor, atração passageira, desejo, etc.
As fases do envolvimento
Atração: É a admiração inicial, muitas vezes focal em características físicas ou no desempenho de alguém. É o ponto de partida que, se evoluir, torna-se desejo.
Desejo: Surge quando passamos a fantasiar sobre o objeto de admiração. Aqui, o indivíduo busca aproximação e o foco são as características que geraram a atração inicial.
A Paixão na Psicologia: A paixão é a ampliação do desejo. Na psicologia, observamos que nesta fase as emoções visam agradar o outro para obter bem-estar próprio. A marca registrada é a perda parcial do senso crítico devido ao aumento da dopamina, o que pode gerar distorções cognitivas na busca por correspondência.
A Evolução para o Amor
O amor é entendido como a evolução da paixão ou pode surgir de forma independente. Segundo a teoria de Stenberg (1986), ele se baseia em três pilares: intimidade, paixão e compromisso.
Paixão e Amor na Psicologia dos Relacionamentos
A distinção entre paixão e amor é um tema frequente na psicologia dos relacionamentos e ajuda a compreender melhor as diferentes fases que podem surgir na vida afetiva. Embora muitas vezes esses sentimentos apareçam juntos no início de uma relação, eles apresentam características emocionais distintas.
Enquanto a paixão costuma estar associada à intensidade e ao entusiasmo inicial, o amor tende a se desenvolver de maneira mais gradual, envolvendo construção de vínculo, convivência e amadurecimento emocional. Compreender essas diferenças pode contribuir para uma visão mais realista sobre os relacionamentos e suas transformações ao longo do tempo.
Paixão: intensidade e idealização
A paixão costuma surgir acompanhada de forte atração física, entusiasmo e desejo de proximidade constante. Muitas pessoas relatam pensamentos frequentes sobre o parceiro e uma sensação de encantamento que marca o início de muitos relacionamentos.
Estudos em psicologia indicam que, nessa fase, pode ocorrer certa idealização do outro. A forma como percebemos o parceiro pode ser influenciada por distorções cognitivas ou por erros cognitivos comuns, que fazem com que aspectos positivos sejam amplificados enquanto possíveis diferenças ou dificuldades são minimizadas.
Alguns comportamentos típicos desse momento podem ser observados no estudo do comportamento das pessoas apaixonadas.
Amor: vínculo e construção
O amor costuma se desenvolver de forma mais gradual. Ele envolve convivência, conhecimento mútuo e a capacidade de lidar com diferenças ao longo do tempo.
Diferentemente da intensidade imediata da paixão, o amor está frequentemente associado à construção de confiança, respeito e compromisso emocional. A psicologia também discute essas dimensões ao abordar diferentes perspectivas sobre o amor na psicologia.
Esse processo exige tempo, experiências compartilhadas e abertura para compreender a individualidade de cada parceiro.
Os relacionamentos afetivos passam por diferentes fases ao longo do tempo. A paixão pode representar o início de uma conexão intensa, enquanto o amor tende a se desenvolver gradualmente por meio da convivência e do amadurecimento emocional.
Quando surgem questionamentos ou desafios na relação, alguns casais procuram terapia de casal, que oferece um espaço para analisar padrões de comunicação, expectativas e experiências emocionais.
Compreender as diferenças entre paixão e amor não significa estabelecer hierarquias entre esses sentimentos, mas reconhecer que cada fase possui características próprias dentro da experiência humana dos relacionamentos.
Emoção vs. Sentimento: Emoções são reações primárias do organismo a um estímulo. O sentimento é a interpretação consciente desse estímulo.
Fontes de Informação e Referências:
Para aprofundar no tema de relacionamentos, autores como Robert J. Sternberg (Teoria Triangular do Amor), John Gottman (Estudos sobre casais), Erich Fromm (A Arte de Amar) e Helen Fisher (Biologia do Romance) são referências fundamentais na psicologia.
Conteúdo informativo desenvolvido pela
Psicóloga Maristela Vallim Botari
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sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.
Como a psicóloga pode ajudar nesse processo
Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.
São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.
O processo é conduzido de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.
Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado,
Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.
Psicóloga SP Maristela Vallim Botari
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Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Acolhimento Humanizado
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Considero como relevantes para a compreensão da pessoa, seus aspectos sociais, culturais e históricos, elementos que compõe a totalidade de um indivíduo.
Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra cabeça da vida, juntando peças, que aparentemente não fazem sentido separadamente.
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