Psicóloga comenta sobre Egocentrismo

 Egocentrismo 

Você certamente já se deparou com atitudes consideradas egoístas — e provavelmente acredita que é fácil identificá-las. 

Mas, na prática, não é bem assim: nem toda atitude aparentemente egoísta traduz um egoísmo de fato. 

Em muitos casos, pode até ser um erro de julgamento. Vamos entender melhor isso.

Egocentrismo na psicologia

O egocentrismo é uma forma de interpretar o mundo em que a própria perspectiva tende a ocupar o centro das explicações e das interpretações. 

A pessoa egocêntrica costuma perceber situações, opiniões e acontecimentos principalmente a partir do seu próprio ponto de vista, tendo dificuldade em considerar plenamente a perspectiva dos outros.

Na psicologia do desenvolvimento, o conceito foi amplamente estudado pelo pesquisador Jean Piaget. 

Em suas pesquisas, Piaget observou que crianças pequenas frequentemente apresentam um pensamento egocêntrico, ou seja, têm dificuldade em perceber que outras pessoas podem ver, pensar ou sentir de maneira diferente.

Esse tipo de funcionamento cognitivo faz parte do desenvolvimento infantil e tende a diminuir à medida que a criança amadurece e amplia sua compreensão social.

Em certa medida, todos os seres humanos interpretam o mundo a partir da própria perspectiva. 

Isso ocorre porque nossas experiências, valores, emoções e aprendizados influenciam a forma como compreendemos os acontecimentos.

Assim, duas pessoas podem presenciar a mesma situação e interpretá-la de maneiras diferentes, sem que necessariamente uma esteja “certa” e a outra “errada”.

O desenvolvimento da capacidade de considerar diferentes perspectivas

O desenvolvimento psicológico envolve ampliar gradualmente a capacidade de reconhecer que existem múltiplas perspectivas possíveis. 

Com o amadurecimento, muitas pessoas passam a perceber que outras pessoas possuem histórias, conhecimentos e interpretações próprias.

Essa ampliação de perspectiva favorece o diálogo e ajuda a reduzir mal-entendidos nas relações sociais. 

A habilidade de considerar o olhar do outro é um elemento importante para a convivência e para a comunicação.

Quando essa ampliação de perspectiva ocorre de forma limitada, podem surgir dificuldades nas relações e na interpretação das situações sociais.


Como identificar o egocentrismo

Quando a capacidade de considerar diferentes pontos de vista não se desenvolve plenamente, a própria interpretação pode ser tratada como a única possível. Isso pode gerar conflitos ou interpretações precipitadas em situações cotidianas.

  • dificuldade em compreender o ponto de vista do outro
  • interpretação de situações sempre a partir de critérios pessoais
  • tendência a personalizar acontecimentos
  • dificuldade em lidar com discordâncias
  • defesa rígida das próprias opiniões

Em alguns casos, comentários neutros podem ser percebidos como críticas pessoais ou mudanças de comportamento de outras pessoas podem ser interpretadas como reações diretas, mesmo quando existem outras explicações possíveis.

Esses padrões podem contribuir para dificuldades de relacionamento e mal-entendidos frequentes nas interações sociais.



Egocentrismo nas relações interpessoais

Embora todos possam agir de forma egocentrada em alguns momentos, quando esse padrão se torna frequente podem surgir conflitos e dificuldades de convivência.

Em contextos relacionais, a comunicação pode se tornar mais rígida quando uma pessoa tende a defender sua própria interpretação sem considerar plenamente as experiências ou sentimentos dos outros.

Situações de confronto direto ou acusação costumam gerar resistência e, em alguns casos, podem reforçar padrões de vitimização.

Na prática clínica, observa-se que o egocentrismo nem sempre corresponde simplesmente a egoísmo. Em alguns casos pode estar relacionado a dificuldades de empatia, frustração ou regulação emocional.


Referência

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: LTC, 1978.


Sobre a autora

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Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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