Como deve ser feita a publicidade do Psicólogo?
A Publicidade do Psicólogo deve ser feita de maneira sutil.
- Confidencialidade: A confidencialidade é um pilar fundamental da relação terapêutica. Os pacientes confiam que suas informações pessoais e experiências compartilhadas durante a terapia serão mantidas em sigilo. Usar depoimentos de pacientes como forma de propaganda pode comprometer essa confidencialidade e violar a privacidade dos indivíduos.
- Proteção do paciente: A utilização de depoimentos pode expor os pacientes a riscos potenciais. Mesmo que sejam mantidos anonimamente, outros indivíduos podem reconhecer a história ou identificar o paciente. Isso pode levar a situações desconfortáveis ou indesejadas para o paciente, prejudicando seu bem-estar emocional.
- Relação de poder: A relação entre terapeuta e paciente é desigual em termos de poder e autoridade. Os pacientes podem se sentir pressionados a fornecer depoimentos positivos para agradar o terapeuta ou por receio de consequências negativas. Isso pode comprometer a honestidade e a autenticidade dos depoimentos, distorcendo a verdadeira experiência do paciente.
- Responsabilidade profissional: Os psicólogos têm a responsabilidade de agir de acordo com os códigos de ética profissional estabelecidos pelas associações e conselhos de psicologia. Esses códigos geralmente proíbem o uso de depoimentos de pacientes para evitar conflitos de interesse, práticas enganosas ou exploração da vulnerabilidade dos pacientes.
Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
- Comparação negativa: Evitar declarações que deem a entender que o trabalho de outros profissionais é inferior ou menos eficaz em comparação com o seu próprio. Por exemplo, afirmar que outros psicólogos não possuem conhecimento atualizado ou não utilizam abordagens eficientes.
- Desvalorização de abordagens: Evitar desqualificar determinadas abordagens terapêuticas, como afirmar que uma abordagem específica é obsoleta, ineficaz ou menos válida do que outras.
- Generalizações negativas: Evitar generalizações negativas sobre outros profissionais, como dizer que todos os psicólogos de uma determinada área não são competentes ou não possuem as habilidades necessárias.
- Declarações difamatórias: Evitar fazer comentários negativos ou difamatórios direcionados a outros profissionais, pois isso pode prejudicar a reputação deles e gerar uma competição desleal.
O que diz o código de Ética:
Art. 19 O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunicação, zelará para que as informações prestadas disseminem o conhecimento a respeito das atribuições, da base científica e do papel social da profissão.
Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:
a) Informará o seu nome completo, o CRP e seu número de registro;
b) Fará referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que possua;
c) Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;
e) Não fará previsão taxativa de resultados;
f) Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
g) Não proporá atividades que sejam atribuições privativas de outras categorias profissionais;
h) Não fará divulgação sensacionalista das atividades profissionais.
REFERÊNCIAS
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA.
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO PARANÁ.