A romantização do trabalho

A Romantização do Trabalho 



Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema. Trata-se apenas de um convite à reflexão, uma vez que observa em sua prática clínica o fenômeno do envolvimento emocional excessivo com a esfera profissional. 

 


1. O que é a romantização do trabalho

Vamos deixar as coisas bem claras:

Romantizar o trabalho é ter, por ele e por quase tudo que o envolve, uma paixão intensa e até exagerada — como se o trabalho fosse o ar que se respira.

Isso não quer dizer que as pessoas não devam gostar do trabalho. Devem, sim. Porém, esse “gostar” está mais relacionado a uma satisfação técnica e racional, que traz paz e alegria quando o trabalho é executado.

A romantização, ao contrário, pode levar à ansiedade e à alienação da vida pessoal.

Vamos falar sobre isso. (sem romantizar)

Pode-se compreender a romantização do trabalho como o depósito de uma carga afetiva exagerada nas funções laborais. 

Para a psicologia, esse fenômeno ocorre quando a identidade pessoal se funde excessivamente à profissional, o que pode resultar em uma visão menos crítica das relações de poder e das demandas institucionais.

Em resumo: A romantização do trabalho ocorre quando há uma tendência de colocar emoção onde caberia razão.


Romantização do trabalho

2. Sinais de vínculo desproporcional

Um sinal de atenção que pode ser preocupante, dependendo do nível de envolvimento emocional é quando o trabalhador passa a  se contentar em "receber emoção" quando na verdade deveria esperar algo mais palpável, como promoções, reconhecimentos, pagamentos extras

Quando o suor é substituído por lágrimas ou quando se projeta no ambiente corporativo necessidades afetivas familiares, pode haver um sinal de alerta para a romantização do trabalho

3. Impactos na saúde mental

A dedicação extrema e sem limites pode estar associada ao surgimento de estresse crônico, ideações paranoicas e esgotamento. 

Exemplos de romantização do trabalho por fase da vida

Público jovem (até ~30 anos)

Aqui a romantização costuma vir associada à idealização, identidade e influência das redes sociais.

Exemplos:

  • “Trabalhar 12 horas por dia é prova de que eu vou vencer.”
  • Exposição de rotinas exaustivas como símbolo de sucesso
  • Crença de que paixão elimina cansaço
  • Aceitação de condições precárias como “fase necessária”
  • Confusão entre ansiedade e ambição

Resumo: romantização como construção de identidade.


Público intermediário (30–45 anos)

A romantização tende a aparecer de forma mais sutil, incorporada ao funcionamento cotidiano.

Exemplos:

  • “Faço isso pela minha família”, sem delimitação de limites
  • Naturalização do cansaço constante
  • Dificuldade de se desconectar do trabalho
  • Disponibilidade contínua (inclusive fora do horário)
  • Associação entre valor pessoal e produtividade

Resumo: romantização como obrigação.


Público mais maduro (45+)

Podem coexistir manutenção da romantização ou questionamento dela.

Quando mantida:

  • Valorização do excesso de trabalho como virtude
  • Deslegitimação do descanso
  • Resistência à desaceleração

Quando questionada:

  • Percepção de perdas na vida pessoal
  • Revisão de prioridades
  • Busca por sentido além do trabalho

Resumo: romantização como valor moral

 

 

4. Equilíbrio e Trabalho Saudável

O trabalho saudável pode ser visto como uma via de evolução moral e material, exigindo funções cognitivas como memória e concentração. Contudo, manter as emoções em um campo privado e preservar a vida pessoal pode permitir que o indivíduo não se torne refém das dinâmicas de trabalho excessivo.

5. Limites e Abuso Moral

Infelizmente, a docilidade excessiva pode tornar o profissional vulnerável a situações de Assédio Moral no trabalho. Estabelecer limites claros e aprender a dizer não são ferramentas que podem ser desenvolvidas no processo com uma Psicóloga.


Referências Bibliográficas Dejours, C. (2008). Alienação e Clínica do Trabalho. In: S. Lancman & L. Sznelwar. Christophe Dejours: da psicopatologia à Psicodinâmica do Trabalho. (2ª edição ampliada, F. Soudant, S. Lancman e L. I. Sznelwar trads. pp. 255-286). Rio de Janeiro: Fiocruz Brasília: Paralelo 15.

 

 

 Como a psicóloga pode ajudar nesse processo

Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

Se este tema faz sentido pra você saiba como a psicóloga poderia ajudar na compreensão

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. 

Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.

A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.

 Psicóloga sp Maristela Vallim CRP 06-121677

psicologa em sp - Terapia Online e Consulta com Psicologa Presencial. Para agendar consulta com psicologa acesse a agenda online, clicando nesta imagem 


Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência no atendimento de terapia individual e  terapia de casal  Combina o a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com  Acolhimento Humanizado. 

Localizada estrategicamente no coração de SP, a Psicóloga Maristela Vallim Botari oferece um espaço de acolhimento Humanizado para atendimento individual, de casal ou familiar. 

Modalidades: Presencial em SP e Terapia Online.



Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado, 

Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.


"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Localização e Contato

Psicoterapia na Avenida Paulista, SP

Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar.

Whatsapp: (11) 95091-1931


Saiba mais Sobre Psicóloga e Terapia

Artigos escritos pela Psicologa Maristela 

 

Desenvolvimento Pessoal 

 

quiz

Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

Artigos escritos pela Psicologa SP -