Controle, ciúme e insegurança

A premissa do perfil excessivamente desconfiado é dura e muitas vezes solitária:

“Se baixarmos a guarda, seremos machucados.” O mundo passa a ser percebido como um lugar potencialmente hostil, e as relações tornam-se campos de prova. O amor é submetido a verificações constantes de lealdade — mas amor e suspeita crônica dificilmente convivem sob o mesmo teto.

(Walter Riso, p. 34)


O controle nas relações afetivas frequentemente se relaciona com experiências emocionais de insegurança e medo da perda. 

O ciúme, nesse contexto, pode surgir como uma tentativa de proteger o vínculo, mas também pode se transformar em uma estratégia de regulação do comportamento do parceiro.

Do ponto de vista psicológico, tais comportamentos podem estar ligados a histórias de apego marcadas por instabilidade, rejeição ou experiências anteriores de traição. 

Nesses casos, a necessidade de controle pode funcionar como um mecanismo de defesa frente à possibilidade de sofrimento emocional, expressão de medo, insegurança e necessidade de garantia constante.

 

Autonomia e reciprocidade nos vínculos

Relações afetivas saudáveis tendem a se desenvolver a partir do reconhecimento da individualidade de cada parceiro. A presença de autonomia, confiança e comunicação aberta favorece a construção de vínculos baseados na reciprocidade, em vez da vigilância constante.

Nesse sentido, compreender as dinâmicas de controle nas relações afetivas permite refletir sobre como expectativas culturais, experiências pessoais e transformações tecnológicas influenciam a maneira como as pessoas vivem o amor na contemporaneidade.

Como aponta Xavier (2014), as relações mediadas pela internet não apenas ampliam as possibilidades de encontro, mas também transformam as formas de construir intimidade, negociar confiança e lidar com as inseguranças próprias da experiência amorosa.






Referência:

XAVIER, Maria Rita Pereira.
O amor em tempos de internet: as expectativas amorosas na rede social Badoo. 2014. 112 f. 
Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional; Cultura e Representações) Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
 
RISO, Walter. Amores de Alto Risco: os estilos afetivos pelos quais seria melhor não se apaixonar. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2011. ISBN 978-8525421876.  



 

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Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

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Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

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E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

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Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

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A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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