Rejeição - Compreendendo a dor de quem foi rejeitado - Psicóloga SP
A rejeição dói
E dói como uma dor física, insana, que parece não ter fim.
É como se, de repente, a gente se sentisse pequeno em um mundo de gigantes. Como se todo o nosso valor pessoal tivesse evaporado.
É como se, diante dos outros, passássemos a nos sentir nulos, invisíveis, inexistentes.
Quem é rejeitado pode sentir que perdeu alguma coisa muito maior do que a presença de uma pessoa. Pode sentir que perdeu o próprio lugar no mundo.
E então surgem perguntas que machucam ainda mais:
“O que há de errado comigo?”
“Por que não fui escolhido?”
“O que aquela pessoa tem que eu não tenho?”
“Será que ninguém vai me querer?”
A rejeição pode fazer com que um simples “não” pareça dizer muito mais do que realmente diz. Pode parecer uma confirmação de que não somos interessantes, bonitos, inteligentes ou bons o bastante.
Mas será que ser rejeitado significa, de fato, que não temos valor?
É sobre isso que precisamos falar quando falamos de rejeição.
Quando a rejeição é real e quando está na nossa percepção
Nem toda sensação de rejeição significa que alguém realmente nos rejeitou.
Às vezes, a rejeição é clara.
A pessoa diz que não quer continuar um relacionamento, um amigo se afasta de forma evidente, um grupo deixa de nos incluir ou alguém nos diz diretamente que não deseja nossa presença.
Essa é uma rejeição objetiva. Existe um fato que pode ser percebido.
Mas existe também a rejeição que sentimos, mesmo quando não há uma prova clara de que fomos rejeitados.
Uma pessoa demora para responder uma mensagem e pensamos que ela perdeu o interesse.
Alguém passa por nós e não cumprimenta, e imaginamos que está com raiva.
Um grupo conversa e não nos chama, e logo pensamos que não gostam de nós.
Nesse caso, podemos estar diante de uma rejeição subjetiva: a sensação de estar sendo deixado de lado pode ser verdadeira para quem sente, mas a interpretação da situação pode não corresponder ao que realmente está acontecendo.
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E aqui existe algo muito importante.
Sentir-se rejeitado não significa necessariamente estar sendo rejeitado.
Quando já fomos machucados antes, podemos ficar mais atentos aos sinais que parecem confirmar que não somos queridos.
Um silêncio pode parecer desprezo. Uma distância pode parecer abandono. Uma crítica pode parecer uma prova de que não somos bons o bastante.
Por isso, antes de transformar uma situação em uma conclusão sobre nosso valor, pode ser importante parar e perguntar:
“O que realmente aconteceu e o que estou imaginando sobre o que aconteceu?”
Essa pequena diferença pode mudar muita coisa.
Porque uma coisa é ser rejeitado.
Outra, bem diferente, é viver sentindo que será rejeitado a qualquer momento.
Como a psicóloga pode ajudar nesse processo
Quando a rejeição deixa de ser apenas um acontecimento e passa a afetar a forma como a pessoa se vê, seus relacionamentos e suas escolhas, a psicoterapia pode ajudar.
Na terapia, é possível olhar com mais calma para aquilo que aconteceu e para o que a rejeição despertou.
A pessoa pode começar a perceber pensamentos que se repetem, como “não sou boa o bastante”, “ninguém vai me querer” ou “vou ser rejeitada de novo”.
Também pode entender por que algumas situações despertam uma dor tão grande e por que, às vezes, reage antes mesmo de saber se está realmente sendo rejeitada.
Esse processo ajuda a separar o que aconteceu de verdade daquilo que a dor fez a pessoa acreditar sobre si mesma.
A terapia também pode ajudar a fortalecer a autoestima, compreender experiências antigas de rejeição e construir formas mais seguras de se relacionar, sem precisar viver o tempo todo tentando agradar, provar seu valor ou evitar um novo “não”.
A Psicóloga SP conduz a sessão de terapia de forma individualizada, respeitando a história, as dificuldades e o tempo de cada pessoa.
Porque superar uma rejeição não significa deixar de sentir.
Significa, aos poucos, conseguir olhar para essa dor sem permitir que ela diga quem você é.
Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado,
Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.
Psicóloga SP Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677
◈ Atendimento
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Acolhimento Humanizado
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Considero como relevantes para a compreensão da pessoa, seus aspectos sociais, culturais e históricos, elementos que compõe a totalidade de um indivíduo.
Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra cabeça da vida, juntando peças, que aparentemente não fazem sentido separadamente.
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sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.
Trata-se apenas de um convite à reflexão

