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TERAPIAS ESPECIFICAS - O que é uma sessão de terapia?



Você já parou para pensar que a terapia vai além dos 50 minutos da sessão?

Você já parou para pensar que a terapia vai além dos 50 minutos da sessão?

 

Quando pensamos em psicoterapia, é comum imaginarmos o momento em que paciente e psicóloga estão no consultório conversando. 

Esse encontro é, sem dúvida, uma parte fundamental do processo. Mas existe outra parte, igualmente importante, que muitas vezes passa despercebida: o que acontece entre uma sessão e outra.

A terapia não fica restrita ao consultório. Ela também se relaciona com aquilo que a pessoa observa, experimenta, pensa e vivencia ao longo da semana.

 

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O que é uma sessão de terapia?

A sessão de terapia é o encontro entre a pessoa que busca atendimento psicológico e a psicóloga. 

Durante esse encontro, são conversados aspectos relacionados à vida, aos sentimentos, pensamentos, comportamentos, relacionamentos e situações que estejam causando sofrimento ou dificuldades.


Não é necessário chegar à terapia sabendo exatamente qual é o problema. 

A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor determinados padrões de comportamento, identificar pensamentos que influenciam as emoções e encontrar maneiras diferentes de lidar com situações difíceis.

 

Muitas vezes, uma das primeiras tarefas do processo é justamente organizar aquilo que está confuso.

Para saber mais sobre o processo psicoterapêutico, veja também:

Psicoterapia: o que é e como funciona

Como funciona uma sessão de terapia?

A conversa é um dos principais instrumentos utilizados na psicoterapia, mas uma sessão não é simplesmente uma conversa entre duas pessoas.

A psicóloga conduz o atendimento de acordo com a abordagem utilizada e com as necessidades apresentadas pela pessoa atendida. Ao longo do processo, podem ser explorados acontecimentos recentes, experiências anteriores, pensamentos, emoções, comportamentos e formas de relacionamento.

Na terapia, o objetivo não é procurar culpados ou apontar defeitos. É criar um espaço em que seja possível olhar para as situações com mais clareza, compreender o que está acontecendo e pensar em possibilidades.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo, existe uma atenção especial à relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

Ao mesmo tempo, o acolhimento é fundamental. Nem sempre uma pessoa consegue falar imediatamente sobre aquilo que mais a incomoda. Por isso, a construção do vínculo terapêutico acontece gradualmente.

A terapia acontece apenas durante os 50 minutos?

Não.

Essa talvez seja uma das questões mais importantes para compreender como funciona um processo terapêutico.

Tão importante quanto o que acontece dentro da sessão é aquilo que acontece entre as sessões.

Durante o atendimento, podemos aprender a descrever situações, nomear emoções, observar pensamentos, analisar comportamentos, reconhecer padrões e desenvolver novas maneiras de lidar com aquilo que estamos vivendo.

Mas onde essas novas possibilidades são realmente experimentadas?

Na vida cotidiana.

É entre uma sessão e outra que a pessoa volta para suas relações, para o trabalho, para a família, para as situações que costumam provocar ansiedade, insegurança, irritação, tristeza ou outros sentimentos.

É ali que ela pode perceber o que mudou, o que continua difícil e quais estratégias fazem sentido para sua realidade.

O que acontece entre uma sessão e outra?

Imagine que, durante a terapia, uma pessoa perceba que costuma evitar determinadas conversas por medo de desagradar alguém.

Durante a sessão, esse comportamento pode ser observado e compreendido. A pessoa pode aprender a identificar os pensamentos que aparecem naquele momento, reconhecer suas emoções e pensar em outras formas possíveis de agir.

Mas o aprendizado não termina quando a sessão acaba.

Em algum momento da semana, uma situação semelhante pode acontecer novamente.

É nesse momento que surge a oportunidade de experimentar uma resposta diferente.

Talvez funcione. Talvez não funcione como esperado.

E isso também é importante.

Na sessão seguinte, aquilo que aconteceu pode ser retomado, analisado e compreendido. O que deu certo pode ser fortalecido. O que não funcionou pode ser repensado.

Assim, o processo vai se construindo pouco a pouco.

Por que a frequência semanal pode ser importante no início da terapia?

No início de um processo terapêutico, a frequência semanal pode ser especialmente importante.

Primeiro, porque o vínculo entre paciente e psicóloga está sendo construído. E vínculo não nasce pronto. Ele se desenvolve com o tempo, com a convivência terapêutica e com a possibilidade de conhecer gradualmente a forma de pensar, sentir e se expressar daquela pessoa.

Mas existe outro aspecto importante.

No início, estamos também conhecendo as dificuldades apresentadas e construindo novos recursos para lidar com elas.

O que é trabalhado dentro da sessão pode ser observado e experimentado durante a semana.

Na sessão seguinte, essas experiências podem ser retomadas.

Dessa maneira, existe uma continuidade entre um encontro e outro.

Isso não significa que todas as pessoas necessariamente precisem fazer terapia semanalmente durante todo o tratamento. A frequência pode ser ajustada de acordo com cada processo, seus objetivos e suas necessidades.

Terapia é também desenvolvimento de novos repertórios

Um dos objetivos da psicoterapia pode ser ajudar a pessoa a desenvolver novos repertórios de pensamentos, sentimentos, comportamentos e maneiras de enfrentar situações.

E repertório não se constrói apenas compreendendo intelectualmente alguma coisa.

É preciso experimentar.

Dentro da terapia, podemos aprender a observar, descrever, nomear, analisar e interpretar determinadas experiências. Podemos aprender também a reconhecer emoções, tolerar sentimentos difíceis, perceber padrões e construir novas estratégias.

Mas essas habilidades precisam encontrar espaço na vida cotidiana.

É como aprender uma nova maneira de se comunicar e, posteriormente, encontrar uma situação real em que seja possível experimentá-la.

É na vida que aquilo que foi compreendido na sessão pode ganhar significado.

O que fazer entre as sessões?

Não existe uma fórmula única.

Dependendo do processo terapêutico, podem existir reflexões, observações ou atividades propostas pela psicóloga. Em outros momentos, pode ser mais importante simplesmente perceber como determinadas situações acontecem durante a semana.

Algumas pessoas podem observar:

  • quais situações despertaram determinadas emoções;

  • quais pensamentos apareceram;

  • como reagiram diante de um conflito;

  • quais comportamentos se repetiram;

  • quando conseguiram agir de maneira diferente;

  • o que funcionou;

  • o que não funcionou como esperavam;

  • quais situações ainda provocam sofrimento.

Essas observações podem se tornar material importante para a próxima sessão.

E não é necessário transformar a vida em uma sequência de tarefas terapêuticas. Viver também faz parte do processo.

A terapia não é apenas “bater cartão” na sessão

Os 50 minutos da sessão são preciosos.

É ali que existe um espaço protegido para parar, olhar para si, falar, ouvir, refletir e compreender.

Mas a terapia não precisa ser entendida como algo que acontece exclusivamente naquele horário marcado.

O processo continua quando a pessoa volta para sua rotina.

Continua quando ela percebe um pensamento que antes passava despercebido.

Continua quando identifica uma emoção antes de reagir automaticamente.

Continua quando consegue fazer uma escolha diferente.

Continua quando percebe que determinada situação ainda é difícil e leva essa experiência para a sessão seguinte.

Por isso, gosto de pensar na terapia como um processo de desenvolvimento pessoal.

Não se trata simplesmente de comparecer à sessão, conversar durante 50 minutos e ir embora.

Trata-se de construir, pouco a pouco, novas possibilidades de compreender e lidar com a própria vida.

Quanto tempo dura uma sessão de terapia?

No meu trabalho, as sessões têm duração aproximada de 50 minutos.

A frequência pode variar de acordo com cada processo. Em muitos casos, o acompanhamento começa com sessões semanais, especialmente durante a fase inicial.

Já a duração total da psicoterapia não pode ser determinada de maneira igual para todas as pessoas.

Há situações em que algumas sessões são suficientes para trabalhar uma questão específica. Em outras, o acompanhamento pode se estender por meses ou por mais tempo.

Cada processo precisa ser compreendido individualmente.

Quando procurar uma sessão de terapia?

Não é necessário esperar que o sofrimento se torne insuportável para procurar ajuda psicológica.

A terapia pode ser procurada diante de situações como:

  • ansiedade e preocupações constantes;

  • estresse;

  • dificuldades nos relacionamentos;

  • conflitos familiares;

  • términos de relacionamento;

  • luto;

  • dificuldades profissionais;

  • mudanças importantes na vida;

  • problemas de autoestima;

  • dificuldades para lidar com emoções;

  • padrões de comportamento que se repetem;

  • experiências traumáticas;

  • dificuldades relacionadas à alimentação;

  • períodos de grande sofrimento.

O atendimento também pode ser procurado por quem deseja simplesmente compreender melhor a própria maneira de pensar, sentir e agir.

Para quem enfrenta períodos de estresse intenso, veja também:

Tratamento para estresse

O que falar na primeira sessão de terapia?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem nunca fez terapia.

Você não precisa chegar à primeira sessão sabendo o que falar.

Pode começar contando simplesmente o motivo que fez você procurar uma psicóloga.

Algumas pessoas chegam dizendo:

“Não sei exatamente o que está acontecendo, mas não estou bem.”

Outras já sabem exatamente qual situação querem abordar.

Também é possível falar sobre algo que aconteceu recentemente e, a partir dessa conversa, começar a compreender outras questões relacionadas.

A primeira sessão também é uma oportunidade para conhecer a forma de trabalho da psicóloga, esclarecer dúvidas e perceber como você se sente naquele espaço.

Não existe obrigação de contar toda a sua história no primeiro encontro.

É possível fazer terapia online?

Sim. 

A psicoterapia também pode ser realizada por atendimento online, desde que sejam observadas as condições necessárias para essa modalidade.

A terapia online pode ser uma alternativa para pessoas que têm dificuldade de deslocamento, moram em outra cidade ou preferem realizar as sessões de casa.

O mais importante é que o ambiente escolhido ofereça privacidade e condições adequadas para a realização da sessão.

O atendimento psicológico também pode ser realizado presencialmente em São Paulo, na região da Avenida Paulista.

Terapia presencial em São Paulo

Para quem prefere o contato presencial, realizo atendimento psicológico na região da Avenida Paulista, em São Paulo.

O espaço foi pensado para proporcionar um ambiente reservado e acolhedor para a realização das sessões.

Informações sobre terapia em São Paulo

Terapia não termina quando a sessão acaba

A terapia é uma jornada construída ao longo do tempo.

Cada sessão pode trazer uma nova compreensão. Cada experiência entre as sessões pode trazer novas informações. Cada tentativa, inclusive aquelas que não saem como esperávamos, pode contribuir para compreender melhor o próprio funcionamento.

Por isso, talvez uma das perguntas mais interessantes para levar para a próxima sessão seja:

O que aconteceu comigo desde a última vez que estivemos aqui?

O que eu percebi?

O que eu senti?

O que fiz diferente?

O que foi difícil?

O que eu gostaria de compreender melhor?

Essas experiências fazem parte do processo.

Os 50 minutos da sessão são importantes, mas a vida entre uma sessão e outra também é parte da terapia.

E talvez seja justamente nesse espaço entre os encontros que aquilo que foi conversado começa, pouco a pouco, a fazer parte da vida.

Para começar

Você não precisa ter todas as respostas antes de procurar uma psicóloga.

A primeira sessão pode justamente servir para acolher, escutar, compreender, organizar as questões apresentadas e pensar nos próximos passos do processo terapêutico.

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