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Por que fazer terapia?

Quando fazer terapia?

A decisão de mudar começa dentro de você

Terapia não é algo que as pessoas devem fazer porque alguém sugeriu ou porque está na moda.


 

Ela pode ser procurada quando a própria pessoa percebe, dentro de si, uma necessidade de mudar algumas coisas, de se conhecer melhor ou quando determinados incômodos emocionais não passam, apesar de todos os esforços.

Terapia é para quem tem coragem de olhar para si.

É para quem está disposto a questionar pensamentos, comportamentos, regras, crenças e valores que talvez tenham feito sentido em algum momento, mas que hoje podem estar dificultando sua vida.

E também é para quem quer aprender a dizer não.

Não para agradar menos, mas para respeitar mais os próprios limites. Não para se afastar de todo mundo, mas para construir relações nas quais seja possível existir sem abrir mão de si mesmo.

Fazer terapia é uma decisão pessoal

Uma pessoa pode ouvir várias vezes que deveria fazer terapia e, ainda assim, não estar preparada para começar.

Isso acontece porque a mudança não acontece simplesmente porque alguém de fora identificou um problema. É necessário que exista algum grau de disposição para olhar para aquilo que incomoda e participar do processo de transformação.

Por isso, talvez uma pergunta mais importante do que “Será que eu preciso fazer terapia?” seja:

“Existe alguma coisa na minha vida que eu realmente quero compreender ou mudar?”

Essa mudança pode estar relacionada aos relacionamentos, à maneira de reagir às situações, às escolhas que você repete, à dificuldade de estabelecer limites ou à forma como interpreta aquilo que acontece.

Quando os incômodos não passam

Nem todo sofrimento significa que uma pessoa precisa necessariamente de psicoterapia. Existem momentos difíceis que fazem parte da vida e podem ser atravessados com os próprios recursos e com o apoio de pessoas próximas.

Mas também existem situações em que o incômodo permanece. A pessoa tenta mudar, conversa com amigos, procura soluções, muda de comportamento, espera o tempo passar, mas continua encontrando os mesmos problemas.

Nesses casos, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender melhor o que está acontecendo e observar padrões que nem sempre são percebidos sozinho.

Terapia não é apenas falar sobre problemas

Falar é importante, mas o processo não precisa ficar restrito a contar o que aconteceu durante a semana.

Na psicoterapia, pensamentos, sentimentos e comportamentos podem ser observados em conjunto. A TCC, por exemplo, trabalha justamente com a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

O objetivo não é simplesmente substituir um pensamento desagradável por um pensamento positivo.

É aprender a observar aquilo que acontece, questionar interpretações, reconhecer padrões e experimentar maneiras diferentes de responder às situações.

E se o problema for a maneira como você pensa?

Às vezes, a pessoa não percebe que determinadas conclusões que parecem óbvias são apenas uma maneira possível de interpretar uma situação.

Pensamentos catastróficos, por exemplo, podem fazer com que uma possibilidade seja tratada como se fosse uma certeza.

Em vez de pensar apenas “E se tudo der errado?”, pode ser importante perguntar:

“O que realmente está acontecendo agora?”

“O que está sob meu controle?”

“Quais recursos eu tenho para lidar com isso?”

Aprender a observar os próprios pensamentos pode fazer parte do processo terapêutico.

Terapia também pode ser sobre dizer não

Há pessoas que chegam à terapia cansadas de fazer tudo para todos.

Dizem sim quando gostariam de dizer não. Aceitam situações que as incomodam para evitar conflitos. Sentem culpa quando colocam limites. Tentam agradar e, depois, ficam ressentidas porque suas próprias necessidades foram deixadas de lado.

Nesses casos, o processo pode envolver comunicação, limites e a compreensão das próprias necessidades.

Dizer não pode ser uma mudança importante.

Assim como aprender a dizer “eu não quero”, “isso não funciona para mim”, “preciso de um tempo” ou simplesmente “não posso”.

Conhecer a si mesmo também é uma forma de mudança

Nem sempre é preciso esperar uma crise para começar um processo de reflexão.

Algumas pessoas procuram terapia porque querem compreender melhor quem são, como fazem suas escolhas, quais padrões repetem e o que desejam construir para a própria vida.

O autoconhecimento pode ajudar a transformar perguntas vagas em questões mais concretas sobre escolhas, relações, comportamentos e projetos pessoais.

Também existe a possibilidade da terapia preventiva, quando a pessoa decide cuidar de questões antes que elas se transformem em dificuldades maiores.

Alguns sinais de que talvez seja hora de olhar para isso

Não existe uma lista que determine, sozinha, quem deve ou não fazer terapia. Mas alguns sinais podem indicar que existe uma questão merecendo atenção:

  • Você percebe que repete comportamentos que gostaria de mudar.
  • Determinadas situações provocam sofrimento que não diminui com o passar do tempo.
  • Você tem dificuldade para compreender ou expressar seus sentimentos e emoções.
  • A ansiedade começa a ocupar espaço demais na sua rotina.
  • Você se sente frequentemente desanimado ou sem energia para atividades que antes eram importantes.
  • Sua autoestima está muito relacionada à aprovação de outras pessoas.
  • Um rompimento ou uma perda continua interferindo significativamente na sua vida.
  • Você está vivendo conflitos recorrentes nos relacionamentos.
  • O luto ou outra perda está sendo especialmente difícil de elaborar.
  • O estresse está interferindo na sua vida pessoal ou profissional.
  • Você sente que precisa mudar, mas não consegue descobrir sozinho por onde começar.

E quando alguém diz que você deveria fazer terapia?

É possível ouvir uma opinião de alguém próximo e perceber que existe alguma questão que merece atenção. Mas a decisão de iniciar um processo terapêutico pertence à própria pessoa.

Uma sugestão externa pode provocar uma reflexão. A mudança, porém, precisa fazer sentido para quem vai vivê-la.

Você não precisa fazer terapia para satisfazer outra pessoa.

Pode fazê-la porque decidiu compreender melhor sua história, modificar alguns padrões, enfrentar uma dificuldade ou simplesmente porque deseja olhar para a própria vida com mais atenção.

A primeira sessão

Na primeira sessão de terapia, existe espaço para apresentar aquilo que levou você a procurar atendimento, falar sobre suas expectativas e conhecer a forma de trabalho da psicóloga.

É também uma oportunidade para perceber se aquele processo faz sentido para você.

Uma sessão de terapia não precisa começar com uma grande resposta.

Às vezes, ela começa com uma pergunta.

“O que eu quero mudar em mim ou na minha vida?”

E, a partir dessa pergunta, começa um processo de investigação, reflexão e mudança.

Psicoterapia em São Paulo

A psicoterapia pode ser realizada individualmente, de acordo com as necessidades apresentadas durante o processo.

O atendimento da Psicóloga Maristela Vallim Botari é realizado em consultório na região da Avenida Paulista, em São Paulo.

O consultório está localizado na Av. Paulista, 2001 – Cj. 1911 – 19º andar.

Para conhecer a profissional, sua experiência profissional e sua forma de atendimento, você pode consultar as informações disponíveis no site.

Terapia não é para quem quer apenas mudar os outros.

É para quem está disposto a olhar para si e participar da própria mudança.

Porque algumas mudanças começam quando a pessoa finalmente percebe que continuar fazendo tudo da mesma maneira também é uma escolha.

Obrigada pela leitura.

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Psicóloga SP – Maristela Vallim Botari – CRP-SP 06-121677

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