A Psicologia do Amor Correspondido - Psicóloga SP

A Psicologia do Amor Correspondido: O Equilíbrio da Reciprocidade

No intrincado universo das emoções, a Psicologia do Amor Correspondido surge como uma área vital para o entendimento das relações saudáveis. A Psicóloga em SP, Maristela Vallim Botari, explica como a troca equilibrada de afeto pode agregar  bem-estar emocional.

Estudos em neurociência comprovam que o amor correspondido é um poderoso aliado da saúde mental, associado a sentimentos de segurança, estabilidade e felicidade plena.

Os Três Pilares do Amor (Teoria de Sternberg)

Para a psicologia, o amor equilibrado não é apenas um "sentir", mas uma combinação de três elementos fundamentais:

  • Paixão: O impulso biológico, a atração e o desejo de união.
  • Intimidade: A capacidade de partilhar a vida, confiar e manter a individualidade sem fusão.
  • Compromisso: O engajamento consciente em superar adversidades e levar a relação adiante.

A "Tempestade Química" da Paixão

A paixão é um conjunto de reações biológicas que costuma durar até dois anos. Nosso cérebro se torna um verdadeiro laboratório químico:

  • 🧠 Dopamina: Provoca euforia e bem-estar (efeito similar a certas substâncias estimulantes).
  • 🧠 Feniletilamina: Ajuda na formação de memórias detalhadas sobre o ser amado.
  • 🧠 Oxitocina e Vasopressina: Favorecem o vínculo duradouro e o comportamento de aproximação.
  • ⚠️ Queda de Serotonina: Explica a ansiedade e os pensamentos obsessivos comuns no início da relação.

O Elemento X: Sincronicidade

Mesmo com paixão e compromisso, falta algo para o "clique" perfeito: a sincronicidade. Segundo a pesquisadora Barbara Fredrickson (2013), o amor se manifesta em micromomentos de conexão, uma ressonância de positividade onde gestos e descargas neurais se espelham.

"O amor pode ser cego, mas é inteligente. Ele exige que os mecanismos cerebrais de interação afetiva estejam sincronizados."

Muitos relacionamentos falham por buscarem sincronicidade apenas em gostos parecidos, quando a verdadeira conexão é subjetiva — é entender o outro com um simples olhar ou colocar-se no lugar do parceiro com precisão.

Conclusão: O Amor é Compreensão

Um amor correspondido e bem-sucedido pressupõe a ausência de julgamentos, mentiras ou desconfianças. Ele exige empatia e a manutenção constante da sincronia emocional. Se você sente que seu relacionamento carece dessa reciprocidade, a ajuda profissional pode ser o caminho para reencontrar o equilíbrio.


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Referências:


ARAIA, Eduardo. O amor é uma emoção: não é eterno, mas pode ser infinito.[Online]. Disponível em: http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/140512/O-amor-%C3%A9-uma-emo%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-eterno-mas-pode-ser-infinito.htm. Acesso em 08 de maio de 2015

FREDRICKSON, Barbara. Amor 2.0: Como Nossa Emoção Suprema Afeta Tudo o Que Sentimos, Pensamos, Fazemos e nos Tornamos. Cia Ed. Nacional, 2013.

STERMBERG, R. J. (1986). A triangular theory of love. Psychological Review, 93, 
  • Obrigada pela leitura. 



Artigo criado pela 
CRP-SP 06-121677.  

Terapia Cognitivo Comportamental com Acolhimento Humanizado.

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