Medo de ficar sozinho ou de perder alguém: entendendo a ansiedade de separação
Ansiedade de separação: o que é e como lidar
A ansiedade de separação é um medo ou uma angústia muito intensa de ficar longe de pessoas ou lugares com quem a gente tem um vínculo forte.
Ela é uma das formas da ansiedade e costuma ser associada só às crianças, mas também pode aparecer na adolescência e na vida adulta.
Sentir saudade ou ficar um pouco apreensivo numa despedida é normal.
O que chama atenção é quando o sofrimento é desproporcional, dura bastante tempo e começa a atrapalhar a rotina.
Se você ainda tem dúvidas gerais sobre o tema, vale ler o FAQ sobre ansiedade.
Como a ansiedade de separação aparece
Cada fase da vida tem seu jeito de mostrar esse quadro. Os sinais e sintomas da ansiedade podem aparecer no corpo, nas emoções e nos pensamentos, e na separação eles costumam se misturar com o medo de perder ou de ficar sozinho.
Na infância
É a fase em que ela é mais conhecida.
A criança pode chorar muito na hora de ir pra escola, não querer dormir sozinha, grudar nos pais, reclamar de dor de barriga ou de cabeça antes de se separar e ter medo de que algo ruim aconteça com quem ela ama.
Em parte, isso faz parte do desenvolvimento. Quando é muito intenso ou dura demais, a terapia infantil pode ajudar a criança e a família, e é importante entender como funciona a terapia infantil para crianças maiores.
Na adolescência
Nessa fase, o quadro pode vir disfarçado: recusa em ir à escola, dificuldade de passar a noite fora, ligações e mensagens o tempo todo pra saber onde os pais estão. A terapia para adolescentes dá um espaço seguro pra falar sobre esses medos sem julgamento.
Na vida adulta
Adultos também sentem.
Pode aparecer como medo intenso de que o parceiro ou os filhos sofram um acidente, necessidade de saber onde a pessoa está o tempo todo, dificuldade de viajar ou dormir longe de casa e muito sofrimento em términos ou mudanças.
Isso tem relação com a dificuldade de relacionamento e aparece muito no jeito como a gente vive os relacionamentos, inclusive nas relações afetivas e familiares.
Nesses casos, a terapia de casal pode ser um caminho, e entender como funciona a terapia de casal ajuda a dar o primeiro passo.
Na terceira idade
Perdas, viuvez, aposentadoria e mudança de casa podem despertar um medo grande de ficar só. A terapia para idosos ajuda a atravessar esses momentos com mais apoio.
De onde vem esse medo?
Não existe uma causa só. Em geral, o quadro nasce da mistura de temperamento, experiências de vida, mudanças bruscas, perdas ou situações de insegurança.
Na terapia, o trabalho é justamente identificar padrões emocionais que se repetem e olhar pra como eles afetam a autoestima e o bem-estar emocional.
Cada história é única, e por isso é essencial respeitar a singularidade de cada pessoa, sem ficar se comparando com os outros. Trabalhar posicionamento pessoal e a percepção das próprias qualidades também faz parte do processo.
Quando procurar ajuda?
Vale buscar apoio quando o medo de separação dura semanas ou meses, causa muito sofrimento, atrapalha escola, trabalho ou relacionamentos, ou leva a pessoa a evitar situações do dia a dia.
A ansiedade também pode vir acompanhada de tristeza, e nesse caso é importante conhecer formas de tratar a depressão.
O diagnóstico não depende de um sintoma isolado. Ele é feito com cuidado por psicólogos e psiquiatras, considerando a duração, a intensidade e o contexto em que o medo aparece. Se você não sabe bem o que esperar, veja o que faz uma psicóloga, como funciona o que falar numa sessão de terapia e quais são os 10 motivos para fazer terapia.
Como é o tratamento
A psicoterapia é o principal caminho, e muita gente se surpreende com o quanto ela ajuda. Entender como a terapia pode ajudar no seu caso costuma ser o começo. Na prática, o trabalho envolve:
- Entender o que dispara o medo e quais pensamentos aparecem na hora da separação
- Questionar pensamentos catastróficos, como "e se acontecer alguma coisa enquanto eu estiver longe?"
- Enfrentar as separações aos poucos, em etapas, em vez de evitá-las
- Aprender técnicas de respiração e de acalmar o corpo
- Fortalecer a confiança em si e nos outros
A Terapia Cognitivo-Comportamental, com acolhimento humanizado, é uma das abordagens mais usadas pra ansiedade, e é conduzida num jeito acolhedor, no ritmo de cada pessoa. Se você ainda está em dúvida sobre qual caminho seguir, leia sobre qual a melhor terapia.
A terapia individual pode ser feita tanto de forma online quanto presencial. Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicação como apoio, mas isso é sempre uma decisão médica, nunca por conta própria. Se quiser mais detalhes, veja as informações gerais sobre psicoterapia e a importância de fazer terapia.
Como a família pode ajudar
- Conversar com calma sobre o que a pessoa sente, sem minimizar nem dar bronca
- Manter rotinas previsíveis, principalmente com crianças
- Fazer despedidas curtas e tranquilas, sem sumir de repente
- Elogiar cada pequeno avanço
- Cuidar da própria ansiedade, porque ela também é percebida pelos filhos
O caminho de cada pessoa é único, e escolher um bom profissional faz diferença. Se ajudar, leia sobre como reconhecer bons psicólogos, entenda se psicólogos são todos iguais e veja como a psicóloga pode me ajudar.
Referências
Biblioteca Virtual em Saúde: Ansiedade
• Aaron T. Beck; Vencendo a Ansiedade e a preocupação com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Trad. David A. Clark; 2014.
• American Psychiatric Association. APA. DSM-5. 2012.
• A Importância da Empatia Clínica
• O Impacto do Gênero no Vínculo Terapêutico
• Referências e Pensadores da Psicologia
• Acabando com o Estigma em Saúde Mental
• Por que Algumas Pessoas Resistem ao Tratamento
• Fundamentos da Psicoterapia
• Como a psicoterapia ajuda a se reconstruir
• Psicoterapia com a Psicóloga Maristela
• Como funciona uma sessão de terapia
• O que esperar de uma consulta
• Veja mais artigos no Blog
Agende sua consulta
Se esse tema faz sentido pra você, saiba que o acompanhamento com a Psicóloga Maristela Vallim Botari (CRP-SP 06-121677) é feito de forma individualizada e acolhedora. Conheça mais sobre a Psicóloga SP e sobre o atendimento na Avenida Paulista.
Veja também: preços de consulta com psicóloga, quanto custa uma consulta e como conseguir o reembolso pelo convênio.
Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19 andar (Bela Vista)
WhatsApp: (11) 95091-1931 | E-mail: contato@psicologa-sp.com.br
Ansiedade: o que é, como é classificada no DSM-5 e como é o tratamento psicológico
Informações sobre ansiedade e tratamento elaboradas por psicóloga clínica em São Paulo
Psicóloga SP – Maristela Vallim Botari
Este conteúdo apresenta o que a Psicologia e a Psiquiatria entendem por ansiedade, como os transtornos de ansiedade são descritos no DSM-5 e quais abordagens de tratamento são utilizadas.
O texto tem caráter informativo. Ele não permite autodiagnóstico e não substitui uma avaliação profissional.
O que é ansiedade
A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de uma ameaça futura, real ou imaginada.
Em intensidade moderada, ela ajuda a se preparar para desafios, como uma prova, uma entrevista ou uma decisão importante.
O DSM-5 diferencia medo e ansiedade. O medo é a resposta a uma ameaça imediata. A ansiedade é a antecipação de uma ameaça que ainda não aconteceu.
A ansiedade deixa de ser apenas uma reação esperada quando se torna desproporcional ao contexto, persiste por um período prolongado e provoca sofrimento significativo ou prejuízo no trabalho, nos estudos, nas relações e em outras áreas da vida.
É comum que ela venha acompanhada de sintomas físicos, como tensão muscular, palpitações e alterações do sono. Veja também o conteúdo sobre insônia.
Transtornos de ansiedade no DSM-5
O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Psiquiátrica Americana) reúne os transtornos de ansiedade em um mesmo capítulo. Os principais são:
Transtorno de ansiedade generalizada
Preocupação excessiva e difícil de controlar, sobre diversos temas, presente na maioria dos dias por pelo menos 6 meses.
Transtorno de pânico
Ataques de pânico inesperados e recorrentes, seguidos de pelo menos 1 mês de preocupação persistente com novos ataques ou de mudanças de comportamento para evitá-los.
Transtorno de ansiedade social
Medo ou ansiedade marcantes em situações sociais nas quais a pessoa pode ser observada ou avaliada, com evitação, por 6 meses ou mais.
Agorafobia
Medo ou ansiedade em duas ou mais situações, como transporte público, espaços abertos ou fechados, filas ou multidões e estar fora de casa sozinho, por 6 meses ou mais.
Fobia específica
Medo desproporcional e persistente de um objeto ou situação específica, como o medo de dirigir, com evitação ou sofrimento intenso, por 6 meses ou mais.
Transtorno de ansiedade de separação
Medo ou ansiedade excessivos de se separar de pessoas de apego. Em crianças, dura ao menos 4 semanas; em adultos, em geral 6 meses ou mais.
Mutismo seletivo
Incapacidade persistente de falar em situações sociais específicas, apesar de falar normalmente em outras.
Outros diagnósticos do capítulo
Transtorno de ansiedade induzido por substância ou medicamento, transtorno de ansiedade devido a outra condição médica, e as categorias especificada e não especificada.
No DSM-5, o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno de estresse pós-traumático não estão no capítulo de ansiedade. Cada um tem capítulo próprio, embora a ansiedade seja um sintoma frequente nesses quadros.
Como o DSM-5 descreve a ansiedade generalizada
De forma resumida, o transtorno de ansiedade generalizada envolve:
- ansiedade e preocupação excessivas, na maioria dos dias, por pelo menos 6 meses, sobre diferentes eventos ou atividades;
- dificuldade de controlar a preocupação;
- pelo menos três de seis sintomas associados (em crianças, basta um): inquietação, cansaço fácil, dificuldade de concentração ou "branco" na mente, irritabilidade, tensão muscular e alterações do sono;
- sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional;
- sintomas que não se devem ao efeito de uma substância ou de outra condição médica;
- quadro que não é mais bem explicado por outro transtorno mental.
Ataque de pânico
O ataque de pânico é uma onda abrupta de medo intenso que atinge o pico em minutos. O DSM-5 o descreve com quatro ou mais de 13 sintomas, entre eles palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, dor ou desconforto no peito, tontura, calafrios ou ondas de calor, formigamentos, sensação de irrealidade, medo de perder o controle e medo de morrer.
Um ataque de pânico isolado não significa, por si só, transtorno de pânico. Como os sintomas se parecem com os de problemas cardíacos, dor no peito ou falta de ar exigem avaliação médica.
Avaliação e diagnóstico diferencial
O DSM-5 é um manual de referência para profissionais. Ele não deve ser usado para autodiagnóstico, pois a avaliação considera a história de vida, a intensidade, a duração e o prejuízo dos sintomas.
Também é necessário diferenciar a ansiedade de outras causas. Algumas condições médicas, o uso de cafeína e de outras substâncias, medicamentos e outros quadros emocionais, como depressão, podem produzir sintomas parecidos ou coexistir com a ansiedade.
Por isso, a investigação costuma envolver a psicóloga e, quando indicado, o médico, que pode solicitar exames e avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso.
Como é o tratamento da ansiedade
O tratamento é definido caso a caso, conforme o tipo de transtorno, a intensidade dos sintomas e as condições de vida de cada pessoa. A resposta ao tratamento varia, e não há prazo ou resultado que possam ser garantidos.
Psicoterapia
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens psicológicas com maior respaldo de pesquisa para os transtornos de ansiedade. Entre as estratégias utilizadas estão:
- psicoeducação sobre o funcionamento da ansiedade;
- identificação e reestruturação de pensamentos disfuncionais e de crenças centrais;
- exposição gradual a situações temidas, em vez de evitá-las;
- técnicas de respiração e relaxamento;
- desenvolvimento de compreensão dos sentimentos e emoções e de autocompaixão.
Tratamento medicamentoso
Medicamentos só podem ser indicados e acompanhados por médico, geralmente psiquiatra. A psicóloga não prescreve nem orienta mudanças de dose, mas trabalha em conjunto com o médico quando necessário.
Hábitos e rotina
Sono regular, atividade física, moderação no uso de cafeína e atenção ao bem-estar emocional também fazem parte do cuidado. Leia mais sobre resiliência e saúde emocional.
Quando procurar ajuda profissional
Vale buscar avaliação quando a preocupação é frequente e difícil de controlar, quando há evitação de situações importantes, quando os sintomas físicos se repetem ou quando o sofrimento interfere na rotina, no sono, no trabalho ou nas relações.
Em situação de crise, com risco para a sua vida ou sintomas físicos intensos, procure um serviço de urgência. O CVV atende pelo telefone 188.
Atendimentos Psicológicos
Terapia Individual
Terapia de Casal
Terapia para Idosos
Terapia para Adolescentes
Terapia Infantil
Terapia Online
Informações sobre o atendimento
Duração da consulta: 50 minutos.
Acompanhamento: individualizado, de acordo com as necessidades e objetivos de cada pessoa.
Atendimento presencial: Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar – São Paulo/SP.
Atendimento por convênio: realizado por meio de reembolso, conforme as condições do seu plano. Saiba mais sobre reembolso.
Abordagens utilizadas: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Acolhimento Humanizado.
Valores e modalidades de atendimento
Consulte as informações sobre tratamentos psicológicos, modalidades de atendimento e valores.
Quem atende você
Meu nome é Maristela Vallim Botari, sou Psicóloga SP CRP-SP 06-121677, e atuo há mais de 16 anos na área da Psicologia Clínica.
Meu consultório fica na Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar, próximo ao Metrô Consolação, em São Paulo.
Também ofereço terapia online para brasileiros em qualquer parte do mundo.
Os tratamentos psicológicos são feitos na terapia humanizada com base na Terapia Cognitivo-Comportamental, sempre respeitando a singularidade e o tempo de cada pessoa. Se tiver dúvidas sobre como funciona, leia sobre a primeira sessão.
Localização e Contato
O consultório funciona na Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar, próximo à estação Consolação do metrô.
Atendimento mediante agendamento.
WhatsApp: (11) 95091-1931
Email: contato@psicologa-sp.com.br
Referências
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Capítulo "Transtornos de Ansiedade".
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5-TR: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed., texto revisado. Porto Alegre: Artmed, 2023.
Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677. Este material possui caráter reflexivo, não permite autodiagnóstico e não substitui uma consulta psicológica ou médica. Em situações de crise ou emergência, procure um serviço de urgência ou o CVV (188).
Saiba mais sobre a atuação da psicóloga
Tratamentos psicológicos procurados com mais frequência
- Síndrome de Burnout
- Síndrome do pânico
- Síndrome do herói
- Depressão
- Ansiedade
- Dificuldade de relacionamentos
- Compulsão alimentar
- Medo de dirigir
- Traumas psicológicos
- Amor patológico
- Insônia
- Autoestima
- Autossabotagem
- Transtorno do Estresse Pós-Traumático
- Transtornos mentais
- Consultas avulsas para quem não precisa de terapia
- Limites de atuação: o que a Psicóloga não consegue atender
- Saiba onde encontrar terapia gratuita

