A1ª Sessão com Psicóloga Sp
Perguntas que a psicóloga faz na primeira consulta
Por Psicóloga SP Maristela Vallim Botari
Se você está pensando em procurar psicólogos e o coração acelera só de imaginar a primeira consulta com a psicóloga, saiba que isso é muito mais comum do que parece. Quase toda pessoa chega com alguma dúvida, algum receio, e está tudo bem.
Muita gente evita dar esse passo por medo de enfrentar perguntas invasivas ou de ser pressionada a falar de temas dolorosos logo de início. Você não precisa chegar pronto, nem saber explicar com clareza o que sente.
Lembre-se: o processo é pautado pelo seu tempo e pelo respeito à sua singularidade.
Aqui ninguém vai julgar você
Um dos maiores medos de quem está começando é ser julgado. No consultório, o juízo de valor não entra. O papel da psicologia clínica é compreender a função dos seus comportamentos e sentimentos, e não classificá-los como certos ou errados.
Como costuma ser a primeira sessão
As perguntas iniciais servem para começar a compreender como vai sua saúde emocional. Elas são genéricas, variam de acordo com cada paciente e com as demandas apresentadas, e só avançam se você permitir. Não são, de jeito nenhum, um roteiro fechado.
Eu entendo que a fala do paciente é mais importante do que as perguntas. Quando a pessoa quer apenas desabafar, é comum que eu não faça perguntas e deixe o discurso fluir.
Quando percebo que o paciente não está à vontade para falar, posso recorrer a algumas perguntas, sempre incentivando a fala livre.
O que a psicóloga costuma perguntar?
As perguntas a seguir são apenas uma ideia geral do que pode surgir, quando forem adequadas, pertinentes e úteis para ajudar a pessoa.
O que você pode e não pode falar?
A resposta curta é: você pode falar tudo. A sessão é o seu espaço de liberdade. Você pode usar gírias, chorar, ficar em silêncio ou até usar palavrões para expressar uma indignação. O silêncio, inclusive, é respeitado como uma forma de comunicação.
E o que não é necessário? Pedir desculpas por sentir. Você não precisa se desculpar por chorar ou por ser sincero: essas reações são a matéria-prima da terapia.
Confidencialidade e segurança
Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional. Esse pacto de confiança permite que você fale o que achar necessário, sabendo que nada será compartilhado, exceto em contextos muito específicos ou que envolvam riscos.
Dar o primeiro passo costuma ser a parte mais difícil, e você pode dá-lo no seu ritmo. Se quiser entender melhor como funciona, leia também o que falar numa sessão de terapia.
Saiba mais sobre a atuação da psicóloga
Tratamentos psicológicos procurados com mais frequência
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