A-B-C DA Psicoterapia - COMO FUNCIONA - psicologa sp

Psicoterapia: como funciona

Se você chegou até aqui, provavelmente está buscando informações sobre terapia, psicoterapia, atendimento psicológico, consulta com psicóloga ou assuntos relacionados.

A-B-C da Psicoterapia - como funciona - psicóloga SP

Se essa foi a sua intenção, agradeço pela sua leitura e pelo interesse em conhecer melhor esse processo.

Nos próximos parágrafos, você encontrará diversas informações sobre a psicoterapia: como ela funciona, qual costuma ser sua duração, quais perguntas podem surgir durante as sessões, entre outros aspectos importantes. O diferencial deste artigo é que ele foi construído em formato de história em quadrinhos (HQ), tornando a leitura mais leve, dinâmica e acessível.

Espero que você aprecie a forma como as informações foram organizadas e que elas contribuam para esclarecer suas dúvidas. Caso tenha alguma pergunta ou queira conversar sobre seu caso específico, fique à vontade para entrar em contato.

1. Quando procurar terapia

Consulta com psicóloga

Por que fazer terapia?

Você pode considerar procurar psicoterapia quando perceber que determinados estados emocionais ou dificuldades passam a fazer parte do seu cotidiano de forma persistente ou geram sofrimento significativo. Entre algumas situações que podem levar uma pessoa a buscar acompanhamento psicológico, encontram-se:

  • Dificuldade para dormir, insônia frequente ou sono pouco reparador;
  • Alterações no apetite, dificuldade de se alimentar ou perda de controle sobre os hábitos alimentares e o peso;
  • Sensação recorrente de vazio emocional, falta de sentido nas atividades do cotidiano ou de objetivos, direção e motivação;
  • Dificuldade de concentração, memória ou organização das tarefas diárias;
  • Sentimento frequente de solidão, mesmo quando se está acompanhado;
  • Irritabilidade constante ou dificuldade de lidar com frustrações;
  • Ansiedade constante, preocupações excessivas com o futuro ou dificuldade de relaxar;
  • Estado de depressão ou desânimo persistente;
  • Autoestima baixa ou excesso de autocrítica;
  • Sofrimento por rompimentos ou crises em seus relacionamentos, afetivos ou sexuais;
  • Dificuldade de confiar em outras pessoas ou de estabelecer vínculos emocionais;
  • Dificuldade em lidar com o luto, perdas significativas, mudanças ou transições importantes;
  • Forte estresse ou esgotamento pelo trabalho, com queda de produtividade no trabalho ou na escola;
  • Presença de pensamentos disfuncionais que geram medo ou insegurança;
  • Dificuldades de comunicação, de impor limites ou de mostrar sentimentos de forma saudável;
  • Necessidade de autoconhecimento para tomar decisões importantes.

Caso tenha dúvidas sobre o momento exato de começar, pergunte a si mesmo(a):

  • Tenho enfrentado constantes sentimentos e emoções de tristeza ou desânimo?
  • As pessoas ao meu redor parecem não entender o que estou passando?
  • Minha vida profissional não está progredindo como esperava?
  • Tenho lidado com dores persistentes, fadiga crônica, problemas gastrointestinais, desconfortos físicos ou doenças frequentes, sem causa médica aparente?
  • Meu interesse por atividades que costumava gostar diminuiu?
  • Tenho buscado resolver uma situação difícil, mas não consegui sucesso?
  • Sinto que sou responsável por tudo o que acontece de errado?
  • Estou tendo dificuldades em me relacionar com familiares, amigos ou colegas?
  • Meu comportamento tem causado prejuízos na minha vida?
  • Tenho experimentado medos intensos, manias ou comportamentos incomuns?
  • Tenho recorrido ao uso excessivo de álcool ou drogas ilegais?
  • Tenho sentido a necessidade de buscar a verdade sobre minha vida e minhas emoções?
  • As pessoas próximas a mim têm sugerido que eu busque terapia para lidar com essas questões?
  • Tenho enfrentado oscilações de humor frequentes e imprevisíveis?
  • Tenho tido pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio?
  • Tenho evitado atividades sociais ou situações que antes eram confortáveis para mim?

Indicações para terapia

A psicoterapia também pode auxiliar a lidar com traumas, medos e fobia social que impedem a realização de atividades importantes e significativas para a vida, como medo de voar, de dirigir ou de falar em público. Além disso, pode auxiliar no enfrentamento de doenças psicossomáticas: as questões emocionais podem estar relacionadas ao surgimento ou agravamento de sintomas físicos.

A pessoa pode aprender a lidar com as emoções e a desenvolver habilidades para enfrentar momentos difíceis e desafios da vida. A terapia também é indicada para quem busca desenvolvimento pessoal.

Posso fazer psicoterapia sem motivo?

Sim, claro! É possível fazer psicoterapia mesmo sem um motivo aparente específico. Chamamos isso de terapia preventiva.

2. O que é a psicoterapia

Muitas pessoas imaginam que a terapia seja apenas um espaço para falar sobre problemas.

A psicologia apresenta caminhos

A ideia de que a fala possui uma função terapêutica remonta ao desenvolvimento da Psicanálise por Sigmund Freud, no final do século XIX. O conceito, frequentemente chamado de "cura pela fala" (talking cure), surgiu inicialmente através de observações clínicas compartilhadas entre Freud e seu colega Josef Breuer. A psicoterapia pode ser definida de várias formas:

O que é terapia

Embora as dificuldades da vida frequentemente façam parte das conversas, a psicoterapia pode ir muito além disso, constituindo-se em um processo de autoconhecimento, desenvolvimento emocional e ampliação da consciência sobre si mesmo.


Por meio desse processo, é possível compreender melhor pensamentos, sentimentos e emoções, comportamentos e padrões de relacionamento.


A origem do conceito

O termo foi cunhado por uma paciente de Breuer, conhecida pelo pseudônimo de Anna O. Ela percebeu que, ao relatar detalhadamente seus sintomas e as emoções a eles associadas sob hipnose, esses sintomas tendiam a desaparecer ou diminuir. Freud aprimorou essa observação, abandonando a hipnose e desenvolvendo o método da associação livre.

Como a fala pode auxiliar no processo terapêutico

Para Freud, o sofrimento psíquico muitas vezes estava ligado a memórias ou desejos reprimidos no inconsciente. A lógica da cura pela fala baseia-se em alguns pilares:

  • Acesso ao Inconsciente: ao falar livremente, sem julgamentos ou censuras, o paciente pode permitir que conteúdos reprimidos venham à tona.
  • Catarse: a expressão verbal permitiria a liberação de afetos "represados". Ao colocar em palavras uma angústia, a carga emocional ligada a essa memória pode ser descarregada.
  • Significação: ao narrar sua história, o paciente pode reorganizar suas experiências. O que antes era um sintoma incompreensível (como uma dor física sem causa orgânica) pode passar a ser entendido como uma manifestação simbólica de um conflito interno.
  • Elaboração: a fala permite que o indivíduo saia da posição de "vítima" de seus impulsos ou traumas e passe a analisar esses eventos de maneira mais consciente e estruturada.

Embora abordagens modernas, como a TCC, foquem na relação entre pensamentos e comportamentos atuais, a base de que o diálogo clínico é o veículo para a compreensão ainda permanece como um pilar fundamental da psicologia clínica.

3. Como funciona a terapia: primeira sessão, perguntas e o que falar

O que falar na terapia

Na primeira sessão de terapia, o paciente é convidado a expor suas queixas.

O que falar na terapia Fala do paciente

Não existe um roteiro obrigatório sobre o que deve ser dito em terapia. Você pode falar sobre suas preocupações atuais, sentimentos, conflitos, sonhos, relacionamentos, dificuldades ou qualquer outro tema que considere importante.

Perguntas de psicóloga: o que geralmente perguntam

As perguntas realizadas durante a terapia têm como objetivo compreender melhor sua experiência de vida e ajudá-lo a refletir sobre situações importantes. Dependendo da sua demanda, a psicóloga pode perguntar sobre sua família, relacionamentos, trabalho, rotina, saúde, infância, emoções e acontecimentos significativos da sua trajetória.

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E se eu ficar nervoso(a) e não souber o que falar?

Você também pode criar um roteiro, caso considere isso útil. Algumas pessoas se sentem mais confortáveis anotando previamente os assuntos que desejam abordar, especialmente quando estão iniciando o processo terapêutico ou quando há muitas questões que gostariam de discutir.

Baixe aqui seu roteiro pré-terapia

Roteiro pré-terapia
Roteiro, ponto 1 Roteiro, ponto 2 Roteiro, ponto 3

Preciso contar tudo para a psicóloga?

Você compartilha aquilo que se sente confortável para compartilhar naquele momento.

Falar tudo na terapia?

Além disso, é comum não lembrar de tudo o que gostaria de dizer, e dificilmente toda a sua história cabe em um único encontro. Por isso, pode ser útil escolher os assuntos que considera mais importantes, ou usar o roteiro acima.

Devo contar tudo para a psicóloga?

Algumas pessoas chegam à terapia sabendo exatamente o que desejam trabalhar. Outras precisam de tempo para organizar pensamentos e emoções antes de falar sobre determinados assuntos. O mais importante é que o processo respeite seu tempo e sua individualidade.

E se eu mentir na terapia?

Você pode mentir na terapia, sem dúvida. A psicóloga não está ali para julgar, condenar, questionar ou colocar você contra a parede. Não é como uma confissão onde você será absolvido ou penitenciado. A terapia não é um inquérito nem uma investigação; é um espaço de reflexão e autoconhecimento.

Mentir na terapia

Você sempre terá a liberdade de escolher o que deseja falar, omitir ou até mesmo distorcer. Muitas vezes, as pessoas fazem isso por vergonha, medo de serem mal avaliadas ou receio de revelar aspectos mais delicados de suas vidas. O papel do psicólogo é compreender, acolher e ajudar você a entender melhor aquilo que está vivendo.

4. Postura do psicólogo: o que esperar e não esperar

O que não dizer ao psicólogo O que esperar da terapia

Saiba mais em o que esperar de uma psicóloga.

5. Duração e frequência

Duração e frequência da terapia

Quanto tempo dura o processo terapêutico?

Não existe uma resposta única para essa pergunta. A duração da terapia depende de diversos fatores, como os objetivos da pessoa, a complexidade das questões trabalhadas, a frequência das sessões e o envolvimento com o processo. Algumas demandas podem ser trabalhadas em poucos meses, enquanto outras exigem um acompanhamento mais longo. A duração é construída de forma personalizada, respeitando as necessidades de cada paciente.

Duração do processo terapêutico

Qual a frequência das sessões?

Tradicionalmente, a psicoterapia acontece uma vez por semana. Essa frequência costuma oferecer um bom equilíbrio entre aprofundamento e continuidade do trabalho terapêutico.

Frequência das sessões

Qual a duração, em minutos, das sessões?

As sessões costumam durar cerca de 50 minutos.

Duração das sessões

6. Como agendar

Como agendar terapia

Se após a leitura deste artigo você acredita que a terapia pode ser útil para você, o próximo passo é simples: entrar em contato com a Psicóloga SP que atende online ou presencial no consultório na Av. Paulista.

Psicóloga SP que atende online ou presencial no consultório na Av. Paulista

Você poderá esclarecer dúvidas sobre o atendimento, modalidade presencial ou online, horários disponíveis, valores e demais informações necessárias para iniciar seu processo terapêutico.

Obrigada pela leitura. Gostou do artigo? Leia mais no Blog da Psicóloga.


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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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