Terapia Alexitimia: A Dificuldade em Expressar Sentimentos

Alexitimia: quando é difícil expressar o que se sente

Algumas pessoas conseguem expressar suas emoções de maneira clara. Outras fingem que expressam. E outras, simplesmente não expressam de jeito nenhum.

Por que existem essas diferenças? Por que algumas conseguem e outras não? Será que elas sentem alguma coisa, ou não sentem nada? Ou será que sentem vergonha de expressar emoções?

Se este é o seu caso, permita que eu explique sobre isso. E me acompanhe.

Para algumas pessoas, a expressão das emoções pode estar relacionada à fraqueza, pois em algumas sociedades e culturas expressar sentimentos é visto como sinal de fragilidade. Para outras, isso pode ser difícil, embora vivam em um contexto cultural que incentive a expressão — ainda assim, não é fácil. Isso pode acontecer por dois motivos: ou a pessoa realmente não sente nada, ou tem medo de se tornar vulnerável.

O que é alexitimia

A alexitimia é um construto psicológico que descreve a incapacidade clínica de reconhecer, identificar e descrever as próprias emoções. Esta condição pode ser compreendida como uma barreira na tradução de estados fisiológicos em sentimentos subjetivos, o que frequentemente resulta em dificuldade de expressar sentimentos no convívio social.

Ou seja: não é que a pessoa não sinta nada. É que ela não consegue traduzir o que sente em palavras, nem para si mesma, nem para os outros.

Sintomatologia e etiologia

Os sinais da alexitimia manifestam-se através de uma vida fantasística limitada e um pensamento voltado para o exterior. É viável que a condição seja desencadeada por:

  • Traumas psicogênicos ou experiências adversas na infância.
  • Estresse crônico persistente.
  • Comorbidades como ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade.
  • Dificuldade técnica em nomear o que se sente, gerando confusão emocional.

Por que algumas pessoas não conseguem expressar o que sentem?

Vamos falar sobre o primeiro motivo: a alexitimia.

Quem tem alexitimia não está fingindo. Não está se escondendo. Não está escolhendo não falar. A pessoa simplesmente não consegue identificar o que sente. É como se houvesse um ruído entre o corpo e a mente — o coração acelera, o estômago aperta, mas a pessoa não sabe nomear isso como "ansiedade", "medo" ou "tristeza".

Já o segundo motivo está mais ligado ao medo. A pessoa sente, mas tem pavor de se tornar vulnerável. Ela aprendeu, em algum momento da vida, que mostrar sentimento é perigoso. Que expor o que sente pode levar à rejeição, ao abandono, à humilhação. Então ela se cala. Ou finge que não sente.

Em ambos os casos, existe sofrimento. E em ambos os casos, existe caminho de cuidado.

Como a psicóloga pode ajudar?

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.

A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.

A sessão de terapia é conduzida de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.

Psicóloga SP

Psicóloga SP Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A TCC com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

◈ Especialidades

Valor: R$ 89,00 (1ª sessão) — R$ 119,00 (recorrentes) Fev/26. Sessões de 50 minutos. Consulte a tabela atualizada

Localização e Contato

Terapia na Avenida Paulista, SP

Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar.

Whatsapp: (11) 95091-1931

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677.
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga.

Referências bibliográficas

KINNAIRD, E.; STEWART, C.; TCHANTURIA, K. The relationship between interoception, alexithymia, autistic traits and eating pathology in autistic adults. Journal of Autism and Developmental Disorders, 2025. DOI: 10.1007/s10803-024-06708-5.

LUMINET, O.; NIELSON, K. A.; RIDOUT, N. Having no words for feelings: alexithymia as a fundamental personality dimension at the interface of cognition and emotion. Cognition and Emotion, v. 35, n. 3, p. 435-448, 2021. DOI: 10.1080/02699931.2021.1916442.

MENDES, I. H. R. et al. Prevalência de alexitimia em universitários: uma dificuldade relacional. RENEF, v. 1, n. 1, p. 91, 2020.

ROSOSTOLATO, B. Alexitimia e masculinidades: do silêncio aos processos de desconstrução. Revista Brasileira de Sexualidade Humana, v. 30, n. 2, p. 55-64, 2019.

VERISSIMO, R. Alexitimia: da regulação afectiva na saúde e na doença. 2. ed. Porto: FMUP, 2011.

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Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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