Você realmente precisa PERTENCER?

Você já teve a sensação de que nasceu na família errada? No país errado? Que está na profissão errada, mora no bairro errado ou pertence à classe social errada?

Então, bem-vindo ao grupo das pessoas que pertencem ao grupo dos que não sabem se pertencem.

Sim, o trocadilho foi proposital.

O objetivo deste artigo é simplesmente levantar uma reflexão em torno do tema do pertencimento, que, desde que o mundo é mundo, é conhecido por todos: os que pertencem, os que não pertencem, os que deveriam pertencer, mas não podem ou não devem; os que não querem pertencer; e sobretudo, daqueles que não pertencem — e talvez jamais pertençam.

 
Pertencer ou Não pertencer? Eis a questao.

 

O pertencimento é frequentemente tratado como uma necessidade humana fundamental. No entanto, a forma como esse conceito é utilizado pode, em muitos casos, transformar-se em uma armadilha ou em mais uma forma de exclusão.

Explico.

É muito frequente que alguém lute, de maneira voraz, utilizando todos os seus recursos para pertencer a um grupo do qual acredita que deveria fazer parte. Quando consegue, sente-se feliz e realizado. Porém, em pouco tempo, percebe que algo não está bem, e o sentimento de incômodo retorna.

E de onde vem esse sentimento de incômodo? Afinal, agora o indivíduo pertence ao tão sonhado grupo do qual sempre quis fazer parte.

Pois é justamente aí que está o problema: não existe pertencimento integral, exceto quando há uma perda quase total da identidade em prol do grupo. Isso é raro, mas, infelizmente, pode acontecer. 

 Explico: para que haja uma identificação de 100% com um grupo, seria necessário que as nuances individuais desaparecessem ou fossem camufladas. E não se trata apenas de fingir que pertence. 

Trata-se de pertencer de verdade, muitas vezes ignorando a própria história, a própria formação ou deixando para trás valores nobres construídos ao longo da vida.

 Pertencer ou Não pertencer? Eis a questão.

A transformação do pertencimento em um ideal social quase obrigatório pode ser uma dessas armadilhas. Hoje ouvimos frases como:

  • "Você precisa encontrar sua tribo."

  • "Você precisa pertencer."

  • "Se você não se sente pertencente, há algo errado."

É aí que começam os problemas. Muitas pessoas passam a acreditar que precisam pertencer ao grupo daqueles que pertencem a algum grupo.

A partir daí, podem criar duas ilusões. 

1) A primeira é a de que pertencer é necessário para sobreviver emocionalmente em sociedade. 

2) A segunda é a de que o não pertencimento representa uma anulação da própria personalidade.


E isso pode gerar uma enorme ansiedade, visto que essa ideia produz conflitos e, em alguns casos, verdadeiras crises existenciais. Algumas pessoas chegam a acreditar que só serão validadas como indivíduos se pertencerem a um grupo.

E, como foi dito anteriormente, entrar em um grupo pode gerar um conflito entre pertencer e abandonar os próprios valores, ou manter esses valores e não pertencer ao grupo.

Eis a grande questão: pertencer pode significar deixar de lado parte da própria história de vida, valores e até mesmo relacionamentos preciosos; não pertencer, por outro lado, pode manter a pessoa em um estado permanente de frustração.

Como se resolve essa equação?

 

Ok, a resposta não é óbvia. Se fosse, eu pertenceria ao grupo dos que têm certezas. E, sinceramente, não pertenço a esse grupo.

Prefiro "pertencer" ao grupo dos que duvidam e observam, procurando compreender essas nuances da personalidade humana e fazendo do meu trabalho uma forma de ajudar as pessoas a compreendê-las também. 

Se, nesse processo, eu puder oferecer algum tipo de ajuda psicológica, já terá valido a pena.

Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)

Se você chegou aqui, estava procurando por esclarecimento A Necessidade psicológica de aceitação e pertencimento

Caso seja do seu interesse, você encontrará as informações logo abaixo:

A necessidade patológica de aceitação

Quando essa busca se torna excessiva, há chances de se transformar em uma fonte de ansiedade. 

Em casos mais extremos, pode haver sacrificio da individualidade para evitar a desaprovação alheia. É fundamental questionar: será que precisamos aceitar imposições externas para sermos aceitos?



Como a Terapia pode ajudar

  • Na terapia humanizada, a busca por aceitação é abordada como parte da experiência do indivíduo, observando pensamentos e padrões internos sem julgamento. Há um reconhecimento das próprias falhas junto à valorização de qualidades e aspectos positivos do eu presente. Experiências de prazer e bem-estar são consideradas significativas por si mesmas, contribuindo para a ampliação da compreensão de si e da própria autoestima.
  • A TCC - Terapia Cognitivo Comportamental pode auxiliar na identificação de padrões de pensamento que alimentam essa dependência. Na consulta com a Psicóloga, trabalha-se a aceitação de si como um processo gradual de validação dos próprios valores.  

Visão de Especialistas

Autores como Brené Brown destacam a coragem de ser imperfeito. Carl Rogers enfatiza a aceitação incondicional como base do desenvolvimento pleno, enquanto Nathaniel Branden aponta que o amor-próprio é o pilar central da autoestima.


Psicóloga Maristela Vallim Botari

Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677 | Avenida Paulista, 2001 - Bela Vista

Acolhimento humanizado | Missão e Valore

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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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