É possível perdoar as ofensas? Psicóloga sp Responde

Muitas pessoas expressam dificuldade em perdoar ou superar eventos do passado, frequentemente acompanhados por sentimentos de culpa. O conceito de perdão costuma ser idealizado como uma virtude sublime, mas na prática clínica, observa-se um processo complexo que envolve emoções dolorosas e profundas.

O que é perdoar?

O perdão pode ser definido como uma escolha interna consciente de liberar sentimentos negativos, como raiva e ressentimento. É importante notar que perdoar não implica necessariamente em reconciliação. Trata-se de uma atitude da ordem cognitiva e emocional que visa libertar o indivíduo do peso associado a uma mágoa.

Perdoar não é esquecer: O esquecimento total de traumas pode ser  neurologicamente improvável. O perdão permite que a lembrança permaneça, mas que o significado atribuído a ela seja transformado, permitindo que a pessoa siga em frente sem que o passado dite seu presente.

Como a Psicologia entende o perdão

A psicologia descreve o perdão como uma transformação cognitivo-afetiva. Segundo Snyder & Lopez (2007), o processo envolve uma avaliação realista do dano e a escolha livre de "cancelar a dívida" emocional. Isso possibilita que a pessoa deixe de se perceber exclusivamente como vítima, abandonando a necessidade de retaliação.

O Autoperdão

A capacidade de perdoar os próprios erros é uma etapa fundamental. O sofrimento emocional muitas vezes é alimentado pela autoculpabilização por situações passadas. O autoperdão é uma ferramenta de saúde mental que viabiliza a construção de relações mais saudáveis e a busca por equilíbrio.

Perdoar nem sempre é a melhor solução

Existem circunstâncias em que o perdão incondicional pode não ser o caminho mais seguro, especialmente se houver risco de novos abusos. A decisão de perdoar ou conviver novamente com um agressor é estritamente pessoal.

  • Respeito aos limites: Pessoas externas podem pressionar pela reconciliação, mas apenas quem sofreu a ofensa conhece a extensão de sua dor.
  • Autodefesa: Optar pelo distanciamento pode ser uma forma legítima de preservação emocional.
  • Perdão genuíno: Se houver a escolha pelo perdão e convivência, é viável que se faça um acordo interno para não utilizar o passado como ferramenta de retaliação.

Psicóloga Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

Abordagens: Terapia Cognitivo Comportamental | Acolhimento humanizado

Referências Bibliográficas Citadas

SNYDER, C. R.; LOPEZ, S. J. Psicologia Positiva: Uma abordagem científica e prática das virtudes humanas. Porto Alegre: Artmed, 2007.

TANGNEY, J. P.; FEE, R.; REINSMITH, B.; BOONE, A. L.; LEE, N. Assessing individual differences in forgiveness: development and validation of the Forgiveness of Others Scale and the Self-Forgiveness Scale. George Mason University, 1999.


Índice de Conceitos Terapêuticos

Autoperdão Processo de aceitação e liberação de culpa direcionada a si mesmo.
Conexões Neurais Caminhos biológicos que armazenam memórias e padrões de resposta emocional.
Dissociação Emocional Capacidade de separar a lembrança de um evento da carga negativa associada a ele.
TCC Terapia Cognitivo Comportamental: Abordagem focada em reestruturação de pensamentos.


Psicóloga Maristela Vallim Botari
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Atendimento: TCC - Terapia Cognitivo Comportamental | Acolhimento humanizado

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Maristela Vallim Botari
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"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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