Evitar relacionamentos: Um problema ou uma solução? Psicologa sp comenta


Evitar relacionamentos: Um problema ou uma solução? Psicologa sp comenta

Evitar relacionamentos: Um problema ou uma solução? Psicologa sp comenta

A Dificuldade de Relacionamento

Conteúdo informativo desenvolvido pela 

Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão


Algumas pessoas sonham em ter um relacionamento amoroso de qualidade, alguém para compartilhar momentos e eternizar lembranças; outras sonham em se livrar deles e sentir o vento da liberdade carregando o barco da vida pelo vasto mar da solitude — e sentem-se felizes com esta ideia. 

Quem está certo? Quem está errado? Vamos falar sobre isso.

A pergunta não tem uma resposta única, porque não existe um jeito "certo" ou "errado" de viver afetivamente. 

Existe o que faz sentido para cada história. 

O que a psicologia pode oferecer não é um veredito, mas uma escuta: o que está por trás do desejo de estar com alguém? E o que está por trás do desejo de estar só?

Zygmunt Bauman, em "Amor Líquido", descreve a fragilidade dos laços humanos contemporâneos. 

A rapidez das mudanças sociais e o advento das tecnologias colaboraram para um cenário onde as relações podem se tornar superficiais, muitas vezes priorizando o bem-estar material sobre o afetivo-emocional.

Evitar relacionamentos pode ser compreendido como um comportamento que aparece em diferentes momentos da vida. 

Em vez de classificá-lo como normal ou anormal, é possível descrevê-lo como mais ou menos comum, dependendo do contexto pessoal, social e histórico em que a pessoa está inserida.

Nesse cenário, os laços podem adquirir características mais instáveis ou transitórias. A possibilidade constante de escolha, substituição ou interrupção de vínculos pode influenciar a maneira como as pessoas se aproximam ou se afastam umas das outras. Evitar relações profundas ou duradouras pode surgir como uma forma de lidar com incertezas, expectativas ou experiências anteriores.

Assim, evitar relacionamentos não precisa ser entendido apenas como uma característica individual. Em muitos casos, pode estar relacionado às formas contemporâneas de organização da vida social, às experiências pessoais e às maneiras como cada pessoa lida com proximidade, intimidade e compromisso ao longo da vida.

Solitude ou solidão? Nem todo silêncio é vazio

Há uma diferença importante entre solitude e solidão. 

A solitude é a capacidade de estar bem consigo mesmo — um espaço de liberdade, criação e descanso. A solidão, por outro lado, é a sensação de desamparo e desconexão, mesmo quando há gente por perto. 

Quem escolhe a solitude não está necessariamente fugindo do amor; pode estar, na verdade, protegendo algo precioso dentro de si.

O problema começa quando essa escolha deixa de ser livre e passa a ser uma fuga. 

Quando o afastamento nasce do medo de sofrer, de se expor, de ser rejeitado ou de perder a própria identidade dentro de uma relação. 

Nesse ponto, a dependência afetiva e a evitação são duas faces da mesma moeda: ambas revelam uma dificuldade de estar bem consigo sem precisar do outro — seja para se completar, seja para se proteger.

Por que ocorre a evitação emocional?

A dificuldade em estabelecer laços profundos pode estar associada a diversos fatores:

  • Medo do sofrimento: A possibilidade de vulnerabilidade pode parecer assustadora.
  • Histórias de abandono ou traição: Experiências anteriores podem ensinar que se aproximar é perigoso.
  • Cultura do descartável: A facilidade de conexão digital pode gerar a sensação de opções infinitas, dificultando o compromisso.
  • Romantismo exagerado: A expectativa de um amor idealizado pode fazer qualquer relação real parecer insuficiente.
  • Valorização do individualismo: A busca extrema por autonomia pode resultar em isolamento.

Paixão, amor e a linha tênue entre entrega e perda

Muita gente evita relacionamentos porque confunde paixão com amor. A paixão é intensa, idealizadora e passageira; o amor é construção, convivência e escolha diária. Quem já viveu uma paixão avassaladora que terminou mal pode desenvolver a crença de que todo envolvimento emocional termina em sofrimento — e passa a evitar qualquer coisa que se pareça com entrega.

O romantismo exagerado também cobra seu preço: quando se espera que o outro seja a fonte de toda a felicidade, qualquer relação real parece decepcionante. E aí vem a dependência afetiva — ou sua sombra, a evitação. Nos dois casos, o que falta é a experiência de um vínculo em que se possa ser inteiro, sem se perder e sem se esconder.

Como a psicoterapia pode auxiliar


Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

O objetivo não é empurrar ninguém para um relacionamento, nem convencer ninguém de que a vida a dois é melhor. É ajudar cada pessoa a distinguir: esta escolha é minha, ou é medo disfarçado de escolha? Só essa resposta — genuína, pessoal, sem julgamento — permite viver com mais liberdade, seja acompanhado, seja sozinho.


Atendimento na Av. Paulista e Online. Psicóloga SP.

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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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