A nossa "voz interior" — aquele diálogo constante que mantemos conosco — é uma das ferramentas mais poderosas da mente humana. Dependendo de como a calibramos, ela pode ser uma mentora encorajadora ou uma crítica implacável.
Como psicóloga em São Paulo, entendo que o ritmo acelerado da nossa cidade muitas vezes intensifica esse ruído mental. Veja como essa dinâmica funciona e como o suporte profissional pode transformar sua relação com seus próprios pensamentos:
O Lado que nos "Afunda": A Crítica Interna
Muitas vezes, a voz interior assume um tom punitivo. É o que chamamos de autocrítica destrutiva. Ela se manifesta através de:
Ruminar erros: Ficar "preso" em algo que aconteceu no passado.
Catastrofização: Antecipar sempre o pior cenário possível.
Rótulos negativos: "Eu sou burro", "Eu nunca consigo", "Isso não é para mim".
Quando essa voz domina, ela gera ansiedade, baixa autoestima e pode até paralisar nossas ações, impedindo-nos de aproveitar oportunidades reais.
O Lado que nos Ajuda: O Diálogo Construtivo
Quando bem direcionada, a voz interior funciona como um guia:
Autorregulação: Ajuda a manter a calma em situações de estresse.
Planejamento: Auxilia na organização de ideias e na tomada de decisões.
Autocompaixão: Permite que você se trate com a mesma gentileza que trataria um amigo querido.
Como a Psicóloga Maristela (SP) pode ajudar?
No consultório, o trabalho terapêutico foca em transformar esse monólogo interno em um aliado. O processo envolve três pilares principais:
Conscientização e Distanciamento: Muitas vezes acreditamos piamente em tudo o que pensamos. A terapia ajuda a entender que pensamentos não são fatos. Maristela auxilia o paciente a observar essa voz de fora, tirando o peso emocional imediato.
Identificação de Gatilhos: Em São Paulo, o estresse do trabalho, do trânsito e das cobranças sociais alimenta a voz crítica. Identificamos juntos em que momentos essa voz se torna mais agressiva para criar estratégias de defesa.
Reestruturação Cognitiva: Não se trata de "pensamento positivo" ingênuo, mas de pensamento realista. Substituímos a autocrítica feroz por uma análise funcional: "O que eu posso aprender com este erro?" em vez de "Eu sou um fracasso".
Desenvolvimento da Autocompaixão: Trabalhamos técnicas para que o paciente aprenda a ser seu próprio suporte, especialmente nos dias difíceis, cultivando uma voz interna mais acolhedora e motivadora.
Nota: A saúde mental em uma metrópole como SP exige que saibamos filtrar o que vem de fora e, principalmente, o que dizemos para nós mesmos lá dentro.
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