As dificuldade em estabelecer vínculos de confiança


A dificuldade em estabelecer vínculos de confiança é abordada, na prática clínica, como um fenômeno resultante de esquemas cognitivos interpessoais. 

Sob a ótica da TCC, esse quadro é analisado a partir do mapeamento de crenças centrais (frequentemente relacionadas a desamparo ou desamor) e de distorções cognitivas que influenciam a percepção do outro.

Desconfiança no relacionamento: como a psicoterapia pode ajudar a trabalhar a insegurança emocional

A desconfiança constante pode gerar sofrimento, tensão e desgaste nos relacionamentos. Embora muitas pessoas entendam a suspeita como forma de proteção, o excesso de desconfiança costuma aumentar conflitos e dificuldades de comunicação.

O que é desconfiança emocional

Desconfiança é a expectativa recorrente de que o outro irá enganar, abandonar ou trair — muitas vezes baseada mais em medo do que em evidências. Pode estar associada a experiências anteriores de dor, rejeição, dependência afetiva ou rupturas relacionais.

Sentir insegurança é humano. O problema surge quando ela passa a orientar decisões e comportamentos de forma automática.

Como a psicologia compreende a desconfiança

Em alguns quadros, podem aparecer padrões de interpretação chamados de ideação paranoide — quando pequenos sinais são percebidos como provas de ameaça. Nem sempre isso configura um transtorno, mas pode indicar distorções cognitivas que merecem atenção clínica.

Abordagens como a psicoterapia cognitivo comportamental costumam trabalhar a identificação de pensamentos automáticos e a revisão de interpretações precipitadas.

Impactos nos relacionamentos

Quando a desconfiança é intensa, podem surgir comportamentos como:

  • checagens frequentes
  • necessidade de confirmação constante
  • tentativas de controle
  • questionamentos repetitivos
  • dificuldade em tolerar incerteza

Esses padrões tendem a gerar desgaste e podem aproximar o vínculo de dinâmicas vistas em relacionamentos abusivos, mesmo sem intenção consciente.

Quando pode se tornar disfuncional

Em alguns casos, a desconfiança pode se associar a ciúme patológico ou a padrões de dependência emocional, nos quais a pessoa passa a organizar grande parte da vida em função do parceiro.

Também pode coexistir com quadros de carência afetiva e medo intenso de abandono.

Quando considerar terapia?

Quando os padrões de desconfiança se ampliam a ponto de apresentar perda de funcionalidade nos âmbitos pessoal, amoroso, social ou no trabalho, ou simplesmente, quando a pessoa achar que deve.

Como a psicóloga pode ajudar nesse processo

Identificação de Padrões: Uma das formas de intervenção é a análise visa mapear  padrões de pensamento comportamentos de esquiva social ou hipervigilância, onde o paciente antecipa danos ou rejeição antes mesmo da interação ocorrer

Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

O processo é conduzido de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

 

Referências (ordem alfabética):

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2023.

BECK, Aaron T.; DAVIS, Daniel D.; FREEMAN, Arthur. Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

 

 Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga Maristela Vallim Botari

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Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.


 

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"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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