Como vai sua autoestima?

Autoestima: compreensão e influência social


A autoestima pode ser definida como a percepção que um indivíduo tem sobre seu próprio valor, competências e direitos de existir como sujeito de suas experiências. 

Trata-se de um conceito central na psicologia, que influencia comportamentos, escolhas e relações interpessoais.

No campo da psicologia, Baden (2002) conceitua a autoestima como “uma avaliação global do próprio valor e competência, que se manifesta na maneira como o indivíduo se percebe, se julga e interage socialmente”. Trata-se de um conceito central, que influencia comportamentos, escolhas e relações interpessoais. 

A formação da autoestima não ocorre de forma isolada; ela é moldada continuamente por experiências sociais, culturais e históricas, que estabelecem parâmetros sobre o que é valorizado ou rejeitado em um indivíduo. 

Diferentes contextos sociais e expectativas culturais podem gerar tipos distintos de autoestima, variando em estabilidade e qualidade:

Autoestima elevada

A autoestima elevada refere-se à capacidade de reconhecer e valorizar suas próprias competências e qualidades, mantendo percepção realista sobre limites e desafios. 

Autoestima vulnerável ou instável

A autoestima vulnerável ou instável é caracterizada por variações frequentes no senso de valor pessoal, muitas vezes dependentes de aprovação externa ou validação social. 


Autoestima socialmente moldada

Alguns tipos de autoestima são explicitamente moldados pela interação social. 

Por exemplo, normas de beleza, status econômico ou conquistas acadêmicas e profissionais podem influenciar diretamente como uma pessoa se percebe. 

Indivíduos que internalizam essas expectativas sociais podem desenvolver autoestima contingente, em que a autopercepção depende da comparação constante com os padrões externos.

Autoestima afetada por rejeição e vinculação

A rejeição e os vínculos afetivos também exercem papel significativo na construção da autoestima. Experiências de exclusão social ou rejeição, sejam objetivas ou subjetivas, podem impactar negativamente a autopercepção, aumentando a vulnerabilidade emocional. 

De forma inversa, relações de apoio e validação social podem contribuir para o fortalecimento da autoestima, mas não é uma regra, pois outros fatores podem estar envolvidos.

Considerações sobre influência cultural

A sociedade exerce influência contínua na formação da autoestima por meio de representações midiáticas, normas sociais e valores culturais. 

A forma como o indivíduo percebe sucesso, felicidade ou aceitação é parcialmente determinada pelo contexto em que vive, mostrando que a autoestima pode ser tanto um fenômeno psicológico individual quanto um reflexo das dinâmicas sociais mais amplas.

 

Referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5. ed. Arlington, VA: APA, 2013.

BAUMEISTER, R. F.; LEARY, M. R. The need to belong: desire for interpersonal attachments as a fundamental human motivation. Psychological Bulletin, v. 117, n. 3, p. 497–529, 1995.

BORNSTEIN, R. F. The dependent personality: Epidemiology, clinical features, and treatment. Journal of Personality Disorders, v. 19, n. 4, p. 424–438, 2005.

BEHERE, P. B.; BASNET, P.; SATHYANARAYANA RAO, T. S. Emotional dependence and its impact on mental health. Indian Journal of Psychological Medicine, v. 39, n. 5, p. 625–630, 2017.

FONAGY, P.; TARGET, M.; GERGELY, G.; JURIST, E. L. Attachment and reflective function: Their role in development and psychopathology. New York: Guilford Press, 2002.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Genebra: OMS, 2018.

 

Autoestima: compreensão e influência social

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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

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E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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