Sentimentos reprimidos

Sentimentos reprimidos são aqueles que por algum motivo particular nunca podemos demonstrarSentimentos reprimidos são aqueles que por algum motivo particular nunca podemos demonstrar



Ao longo da vida  construímos diversos muros, cuja finalidade é recalcar conteúdos afetivos que quando deveriam se tornar manifesto não conseguem, dada a existência do muro.

Os muros da repressão do sentimento


Se o muro existe, deve existir alguma sustentação. Não foi construído de enfeite. Ninguém reprime seus sentimentos, desejos e anseios à toa. Em muitos casos, tem a finalidade de proteger o ego de uma dor maior.

De muro em muro se constrói uma cidadela, onde reina a proteção.

Dentro dos muros, a vida é sempre a mesma. Lá fora pode existir a dor e o sofrimento.... mas também pode existir um mundo mais florido, mais ido e mais dinâmico.


Mecanismos de repressão de sentimento


A negação é um mecanismo de defesa psíquica que consiste em dar outro significado ao estímulo aversivo ou intolerável que foi percebido, oferecendo uma explicação menos dolorosa. 

Esta defesa tem valor adaptativo, uma vez que nem sempre estamos devidamente preparados para lidar com as vicissitudes da vida e por causa disto tendemos a buscar alívios, nos defender da dor como for possível, inclusive negando-a.

É comum que as pessoas lancem mão de toda sorte de atividades para não se depararem com a dor da perda: passeios, festas, compras, bebidas, etc., são apenas algumas formas de afastar temporariamente a dor. Uma das “fórmulas” mais utilizadas para minimizar a dor da perda é conseguir outro parceiro, apenas para “fugir da solidão”.

Todos estes comportamentos podem ser considerados “comportamentos de negação”, se sua finalidade for a busca pelo consolo após um rompimento afetivo.

A negação utiliza muitas máscaras:


  • a indiferença, que pretende esconder o que se sente por meio de atitudes supostamente indiferentes, atribuindo ao outro pouco importância;
  • a hostilidade, quando um sentimento muito forte precisa ser dissimulado a qualquer custo;
  • a polidez, quando a tendência é usar a formalidade para frear os impulsos e os desejos;
  • a vitimização, quando o individuo se coloca na posição de sofredor, sem conseguir reconhecer sua parcela de culpa, atribuindo ao outro toda a responsabilidade pelos revezes que atravessaram a relação;
  • a raiva, que serve como um instrumento poderoso para tentar converter o sentimento bom em sentimento ruim;
  • a máscara da suposta felicidade, onde o individuo sofredor utiliza de todos os recursos possíveis para mostrar que está bem, feliz e não está sofrendo.



E outras tantas máscaras.......O que importa é saber reconhecê-las (e saber quando e como usa-las).



Mas chega um momento em que bate um vazio imenso, a vida parece dando voltas no mesmo lugar e temos a impressão que somos apenas soldadinhos marchando dentro da cidadela, indo de um lado a outro, sem coragem de romper a muralha, afinal não se sabe mais o que existe do outro lado. 

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