É possível mentir para um psicólogo? psicologa sp


É possível mentir para um psicólogo? psicologa sp



Sim, é possível mentir para um psicólogo, assim como é possível mentir para qualquer outra pessoa. 

E o psicólogo não sabe quando o paciente está mentindo, omitindo, ou falando a verdade. Sabemos apenas o que o paciente relata, mas não dispomos de elementos para detectar mentiras. Naturalmente, sabemos diferenciar mentiras e delírios, no caso dos pacientes esquizofrênicos, pois, embora isto pareça mentira, para o paciente não é.

Portanto, o que prevalece para nós, é a verdade do paciente, por mais inverossímil que seja.

No entanto, é importante destacar que a relação terapêutica é baseada na confiança e na honestidade, e mentir para a psicóloga pode afetar a eficácia do processo terapêutico.

Consequências da mentira

Quando alguém mente para o psicólogo, pode dificultar a compreensão dos problemas reais e a identificação das necessidades emocionais e psicológicas, portanto, a terapia é mais eficaz quando há uma comunicação aberta e sincera entre o paciente e a psicóloga, permitindo uma compreensão mais profunda dos desafios enfrentados e possibilitando intervenções apropriadas.

Mentira é diferente de omissão.

Mentira refere-se a uma afirmação falsa feita com a intenção de enganar ou induzir em erro. É uma declaração conscientemente falsa que busca manipular a percepção da realidade.

Por outro lado, a omissão refere-se à não divulgação de informações relevantes ou importantes. É quando alguém decide não mencionar algo, deixando de revelar algo que poderia ser relevante para a situação.

Mentira é diferente de não conseguir falar com clareza.

Quando uma Psicóloga faz uma pergunta, as vezes o paciente não tem resposta, e responde a primeira coisa que lhe ocorrer. 

Isto é absolutamente normal. 

Não se trata de mentira, mas sim, de não ter pensado sobre o assunto com a profundidade proposta.

É comum que os pacientes encontrem dificuldades para articular seus pensamentos e emoções durante as sessões de terapia. 

Às vezes, os sentimentos podem ser complexos ou confusos, e pode levar algum tempo para que o paciente consiga processá-los e encontrar as palavras adequadas para expressá-los.  

Consideremos que a terapia é um processo que envolve tempo, paciência e compreensão., portanto é normalíssimo  que os pacientes enfrentem dificuldades para responder certas perguntas de imediato, e isso não implica em mentir. 

Nesses casos, é importante que a psicóloga seja sensível e acolhedora, compreendendo o seus pensamentos e emoções, devendo se prepara para ajudar o paciente a desenvolver habilidades de autorreflexão e oferecer um espaço livre de julgamentos, incentivando-o a explorar mais profundamente suas questões e a encontrar respostas significativas.

Mentir sobre dados pessoais: um problema à parte

Mentir sobre informações como nome, idade e situação socioeconômica pode gerar ainda mais problemas, pois são mentiras que fogem do âmbito da terapia.

  • Impedimento do atendimento: Algumas terapias possuem requisitos específicos, como idade ou condição financeira. Mentir sobre esses dados pode impedir que o paciente receba o tratamento adequado.
  • Questões éticas e legais: A falsificação de dados pode gerar problemas éticos e até mesmo legais, dependendo da situação.



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Terapia Cognitivo Comportamental com Acolhimento Humanizado.

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