Em mais de 13 anos como psicologia clinica
Em mais de 13 anos de atuação como psicóloga clínica, com um alto volume de atendimentos semanais, uma das frases que mais costumo ouvir é: “estou nervoso, nunca fiz terapia antes”, ou “não sei por onde começar”, e suas muitas variantes.
E isso é mais comum do que parece.
Algumas chegam imaginando que precisam saber exatamente o que dizer, por onde começar ou até mesmo “explicar direito” o que sentem. Outras têm medo de serem julgadas, de chorarem, de travarem ou de não conseguirem falar.
Para a sua primeira sessão, talvez seja útil você pensar um pouco sobre o que te motivou a buscar a psicoterapia. Para ajudar, criei um Roteiro pré-terapia, que talvez possa ser útil.
Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.
Trata-se apenas de um convite à reflexão
Perguntas que a Psicóloga Faz
Uma dúvida muito comum de quem nunca fez terapia é: “o que a psicóloga vai me perguntar?”
E a verdade é que, na maior parte do tempo, eu costumo deixar a conversa fluir de maneira natural. As perguntas surgem conforme aquilo que a pessoa traz e conforme o que vai sendo importante para o entendimento daquele momento.
Existem, claro, algumas perguntas básicas que precisam ser feitas no início, como nome, idade, estado civil, com quem a pessoa mora, se tem filhos e se realiza algum outro tipo de acompanhamento médico ou psicológico.
São informações importantes para compreender minimamente o contexto de vida daquela pessoa.
Mas existem temas que eu prefiro não abordar logo de início, especialmente quando não são relevantes para a queixa apresentada.
Não costumo perguntar, por exemplo, sobre questões financeiras — como quanto a pessoa ganha, quanto paga de aluguel ou detalhes da sua renda — porque considero esse tipo de pergunta desnecessário em muitos contextos e, dependendo da forma como é feita, pode soar invasiva ou até discriminatória.
Também não pergunto diretamente sobre orientação sexual. Prefiro deixar que cada pessoa escolha se, quando e como deseja trazer assuntos mais íntimos ou delicados, como sexualidade, profissão, dinheiro, relações familiares ou experiências pessoais difíceis.
Acredito que certos temas precisam surgir dentro de uma relação de confiança, e não por obrigação.
As perguntas que rotineiramente são feitas por mim:
- A Pergunta Principal: Por que você decidiu buscar ajuda agora, neste exato momento da sua vida? "Quais desafios você enfrenta hoje (ansiedade, estresse, luto)?"
- "Como esses problemas afetam sua rotina e relacionamentos?"
- "Há quanto tempo você percebe esses sintomas?"
- Histórico Terapêutico: Você já fez terapia antes? O que funcionou e o que não funcionou?
- Mapeamento de Sintomas: Investigamos reações físicas (taquicardia, insônia), cognitivas (falta de foco) e emocionais (apatia, ansiedade).
- Suporte Farmacológico: Uso de medicações ansiolíticas ou antidepressivas para alinhamento com psiquiatria, se necessário.
- "Quais são seus principais objetivos com a terapia?"
Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)
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