1ª Sessão com a Psicóloga
Em mais de 13 anos de atuação como psicóloga clínica, com um alto volume de atendimentos semanais, uma das frases que mais costumo ouvir é: “estou nervoso, nunca fiz terapia antes”, ou “não sei por onde começar”, e suas muitas variantes.
E isso é mais comum do que parece.
Algumas chegam imaginando que precisam saber exatamente o que dizer, por onde começar ou até mesmo “explicar direito” o que sentem. Outras têm medo de serem julgadas, de chorarem, de travarem ou de não conseguirem falar.
Para a sua primeira sessão, talvez seja útil você pensar um pouco sobre o que te motivou a buscar a psicoterapia. Para ajudar, criei um Roteiro pré-terapia, que talvez possa ser útil.
Perguntas que a Psicóloga Faz
Uma dúvida muito comum de quem nunca fez terapia é: “o que a psicóloga vai me perguntar?”
E a verdade é que, na maior parte do tempo, eu costumo deixar a conversa fluir de maneira natural. As perguntas surgem conforme aquilo que a pessoa traz e conforme o que vai sendo importante para o entendimento daquele momento.
Existem, claro, algumas perguntas básicas que precisam ser feitas no início, como nome, idade, estado civil, com quem a pessoa mora, se tem filhos e se realiza algum outro tipo de acompanhamento médico ou psicológico.
São informações importantes para compreender minimamente o contexto de vida daquela pessoa.
Mas existem temas que eu prefiro não abordar logo de início, especialmente quando não são relevantes para a queixa apresentada.
Não costumo perguntar, por exemplo, sobre questões financeiras — como quanto a pessoa ganha, quanto paga de aluguel ou detalhes da sua renda — porque considero esse tipo de pergunta desnecessário em muitos contextos e, dependendo da forma como é feita, pode soar invasiva ou até discriminatória.
Também não pergunto diretamente sobre temas delicados, como sexualidade, profissão, dinheiro, relações familiares ou experiências pessoais difíceis.
Acredito que certos temas precisam surgir dentro de uma relação de confiança, e não por obrigação.
As perguntas que rotineiramente são feitas por mim:
- A Pergunta Principal: Por que você decidiu buscar ajuda agora, neste exato momento da sua vida? "Quais desafios você enfrenta hoje (ansiedade, estresse, luto)?"
- "Como esses problemas afetam sua rotina e relacionamentos?"
- "Há quanto tempo você percebe esses sintomas?"
- Histórico Terapêutico: Você já fez terapia antes? O que funcionou e o que não funcionou?
- Mapeamento de Sintomas: Investigamos reações físicas (taquicardia, insônia), cognitivas (falta de foco) e emocionais (apatia, ansiedade).
- Suporte Farmacológico: Uso de medicações ansiolíticas ou antidepressivas para alinhamento com psiquiatria, se necessário.
- "Quais são seus principais objetivos com a terapia?"
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Caso seja do seu interesse, você encontrará as informações logo abaixo:
Como a psicóloga pode ajudar?
Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.
A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.
A sessão de terapia é conduzida de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.
Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677
Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.
◈ Especialidades
Sessões de 50 minutos
Localização e Contato
Terapia na Avenida Paulista, SP
Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar.
Whatsapp: (11) 95091-1931
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga
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