É amor, só sexo ou amizade? Psicóloga sp comenta


É amor, só sexo ou amizade? psicologa sp 

É amor, só sexo ou amizade?

Escrito por: Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677

Determinar se uma relação é baseada em amor, apenas sexo ou amizade pode ser uma questão complexa e multifacetada. Vários pontos podem ser considerados ao analisar a natureza de um relacionamento.

  • Relações Amorosas: Caracterizam-se por comunicação aberta, honesta e conexão emocional profunda, envolvendo sonhos e objetivos de longo prazo.
  • Amizades: Desenvolvem-se a partir de comunicação descontraída, interesses comuns, suporte mútuo e atividades compartilhadas.
  • Relações Sexuais: Podem ter foco específico nas interações e necessidades físicas, com comunicação por vezes limitada a esse âmbito.

A paixão começa no cérebro

Muitas expressões populares associam o amor ao coração, mas a experiência da paixão tem origem principalmente no cérebro. 

Durante o processo de apaixonamento, áreas relacionadas ao sistema de recompensa cerebral tornam-se mais ativas, favorecendo a liberação de substâncias associadas ao prazer e ao bem-estar.

Entre essas substâncias destaca-se a dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, à busca por recompensas e à sensação de prazer. 

Esse processo neuroquímico pode contribuir para o desejo de proximidade com a pessoa amada e para a intensificação do interesse afetivo.

Em alguns casos, a intensidade dessas experiências pode levar a comportamentos impulsivos ou idealizações do parceiro, fenômeno discutido em textos sobre dependência emocional e também em reflexões sobre rejeição e autoestima.

Sintomas comuns da paixão

A paixão costuma vir acompanhada de uma série de manifestações físicas e emocionais. Entre os sintomas frequentemente descritos estão:

  • Batimentos cardíacos acelerados
  • Sensação de frio na barriga
  • Respiração mais curta ou acelerada
  • Dilatação das pupilas
  • Maior excitação emocional e expectativa

Essas reações estão relacionadas às mudanças hormonais e à ativação do sistema nervoso, que pode produzir sensações semelhantes às observadas em estados de ansiedade ou excitação emocional. 

Em alguns relacionamentos, esses sentimentos também podem se misturar com experiências de carência afetiva ou com receios relacionados ao medo de rejeição.

Idealização e perda do senso crítico

Durante a fase inicial da paixão, algumas regiões do cérebro relacionadas ao julgamento crítico podem apresentar menor atividade. Isso pode favorecer uma tendência à idealização do parceiro, levando a interpretações mais positivas ou seletivas sobre seus comportamentos.

Esse fenômeno ajuda a explicar por que, nesse período, muitas pessoas passam a perceber o parceiro de forma intensamente valorizada, minimizando defeitos ou dificuldades presentes no relacionamento. 

Em determinadas circunstâncias, essa idealização também pode dificultar a percepção de comportamentos problemáticos ou de padrões que prejudicam o vínculo, como discutido em textos sobre relacionamentos abusivos.

Como a paixão contribui para o vínculo

A paixão também está associada à formação de vínculos afetivos. Quando uma pessoa exerce impacto emocional sobre outra, pode ocorrer um processo de conexão psicológica e afetiva que fortalece a proximidade entre os parceiros.

Pesquisas em psicologia evolutiva sugerem que essa fase inicial de forte atração pode desempenhar um papel importante na formação do vínculo entre duas pessoas, favorecendo a aproximação e o investimento emocional no relacionamento.

Ao longo do tempo, muitos vínculos passam a envolver questões mais amplas da convivência, da comunicação e da construção de projetos em comum, temas frequentemente discutidos em reflexões sobre dinâmicas que podem prejudicar relacionamentos.

Quanto tempo dura a paixão

A paixão costuma ser descrita como um estado emocional intenso, porém transitório. Estudos indicam que essa fase pode durar aproximadamente de 12 a 24 meses, período em que os níveis hormonais e a ativação cerebral associados ao apaixonamento tendem a diminuir gradualmente.

Com o passar do tempo, muitos relacionamentos evoluem para formas de vínculo mais estáveis, caracterizadas por maior intimidade emocional, companheirismo e construção de projetos em comum.

Quando surgem conflitos recorrentes ou sofrimento emocional persistente, algumas pessoas procuram compreender melhor suas experiências afetivas por meio da psicoterapia voltada aos relacionamentos.


Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Av. Paulista, 2001 – Bela Vista, São Paulo/SP

Serviços: TCC - Terapia Cognitivo Comportamental | Acolhimento humanizado

Informações: Psicóloga Maristela | Whatsapp (11) 95091-1931


Mais conteúdos relacionados

Carregando...

Artigos sobre Sentimentos

Artigos sobre Relacionamentos

Artigos sobre Comportamento