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Terapia para compulsão alimentar psicologa sp

Terapia Cognitivo Comportamental para tratamento de Compulsão Alimentar

Terapia Cognitivo Comportamental  para emagrecimento baseia-se na aplicação do método de modificação do comportamento alimentar, baseia-se na aplicação do método de Judith Beck chamado, Pense Magro.

Segundo Judith Beck:

"Devemos concordar que basta decretarmos a dieta, para então os pensamentos e tentações tornarem-se mais próximos e irresistíveis.  É necessário lidar com insegurança, estresse, desejos. 
Todos reconhecem que vencer a compulsão alimentar é uma tarefa difícil, e modificar uma uma dieta significa lidar com os pensamentos sabotadores. Isto significa que é preciso fazer uma reestruturação cognitiva e emocional, além de mudar efetivamente a dieta alimentar."


Envolve a identificação e mudança dos pensamentos e comportamentos disfuncionais em relação à comida e à alimentação.

O processo terapêutico inicia-se com a avaliação das crenças e atitudes em relação à comida e à alimentação, bem como a identificação de gatilhos emocionais que levam à compulsão alimentar.

A partir daí, a psicóloga trabalha com o paciente para identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais, ensinando técnicas para lidar com emoções negativas e evitar a compulsão alimentar.

Além disso, é importante que a psicóloga  ajude o paciente a desenvolver hábitos alimentares saudáveis e realistas, que possam ser mantidos a longo prazo.

terapia cognitivo-comportamental para emagrecimento também pode incluir o treinamento de habilidades sociais, para que o paciente possa lidar melhor com as relações sociais que podem afetar sua alimentação.

Este tratamento visa ajudar o paciente a modificar sua relação com a comida e a alimentação, identificar e lidar com emoções negativas que possam levar à compulsão alimentar, e desenvolver hábitos alimentares saudáveis e realistas.

O tratamento comportamental convencional para perda ponderal apresenta eficácia a curto prazo na redução da compulsão alimentar, mas os pacientes tendem a recair.


Como a Terapia para compulsão alimentar pode ajudar - psicologa sp





O Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP)


É caracterizado por episódios recorrentes de consumo excessivo de alimentos, acompanhados de uma sensação de perda de controle. 

Diferentemente da bulimia nervosa, esses episódios não são seguidos por comportamentos compensatórios inadequados, como vômitos ou uso de laxantes. 

O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos e pode ser tratado com terapia comportamental cognitiva ou psicoterapia interpessoal.

O TCAP é mais comum em pessoas obesas e pode estar presente em mais de 30% das pessoas obesas em alguns programas de redução de peso. 

Em comparação com pessoas com bulimia nervosa, aqueles com TCAP são mais velhos e têm maior probabilidade de serem homens. 

Os episódios compulsivos envolvem o consumo de uma quantidade muito maior de alimentos do que a maioria das pessoas comeria em um período de tempo semelhante sob circunstâncias semelhantes. 

As pessoas com esse distúrbio geralmente sentem como se tivessem perdido o controle e ficam incomodadas com isso.

A depressão leve a moderada e a preocupação com a forma corporal e o peso são mais comuns em pessoas obesas com TCAP do que em pessoas com peso similar sem compulsão alimentar. 

É importante lembrar que a contagem do número de episódios é difícil devido à falta de métodos compensatórios subsequentes aos episódios.

A perda de controle é uma característica fundamental na definição de compulsão alimentar. 

Embora não haja um consenso em relação à frequência mínima de episódios para diagnosticar TCAP, a adoção de um limite ajuda na padronização da população estudada e evita o diagnóstico de "doença" em indivíduos com episódios esporádicos. 

O tratamento com terapia comportamental cognitiva ou psicoterapia interpessoal pode ajudar a controlar os sintomas do TCAP e melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com esse transtorno.


Como a Terapia para compulsão alimentar pode ajudar


A Terapia para Compulsão Alimentar pode ajudar de várias maneiras a pessoa que sofre com esse distúrbio alimentar.

1) ressignificando a relação do indivíduo com os alimentos;
2) compreendendo possíveis traumas emocionais;
3) identificando possíveis carências afetivas que são preenchidas na busca por alimentos;
4) modificando os hábitos alimentares;
5) praticando a Psicoeducação.

Abaixo, listo alguns dos benefícios da terapia:

  • Identificação das causas: A terapia pode ajudar a pessoa a identificar as causas da compulsão alimentar, seja por questões emocionais, psicológicas ou comportamentais. Identificar essas causas é fundamental para tratar o problema de forma mais efetiva.

  • Mudança de padrões de pensamento: A terapia pode ajudar a pessoa a identificar e mudar padrões de pensamento disfuncionais que levam à compulsão alimentar, como pensamentos negativos sobre si mesmo, crenças distorcidas sobre a alimentação, entre outros.

  • Aprendizado de estratégias de coping: A terapia pode ajudar a pessoa a desenvolver estratégias mais saudáveis de coping com as emoções e situações estressantes, que não envolvam a compulsão alimentar.

  • Estabelecimento de metas realistas: A terapia pode ajudar a pessoa a estabelecer metas realistas e alcançáveis em relação à alimentação e ao peso, sem recorrer a métodos extremos e prejudiciais à saúde.

  • Fortalecimento da autoestima: A terapia pode ajudar a pessoa a fortalecer sua autoestima e a aceitar seu corpo, independentemente do peso ou da aparência física.

  • Esses são apenas alguns dos benefícios que a Terapia para Compulsão Alimentar pode oferecer. É importante lembrar que cada pessoa é única e pode ter necessidades específicas de tratamento, por isso é fundamental buscar ajuda profissional para o tratamento adequado do distúrbio.


Diagnóstico do transtorno de compulsão alimentar


O diagnóstico do transtorno de compulsão alimentar é realizado por um profissional da saúde mental, geralmente um psicólogo ou psiquiatra, com base na avaliação clínica do paciente e nos critérios diagnósticos estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) da Associação Americana de Psiquiatria.

Os critérios diagnósticos para o transtorno de compulsão alimentar incluem a ocorrência recorrente de episódios de compulsão alimentar, acompanhados de sensação de falta de controle sobre a alimentação, durante pelo menos três meses.

Além disso, devem estar presentes pelo menos três dos seguintes sintomas: comer muito mais rápido do que o normal, comer até sentir-se desconfortavelmente cheio, comer grandes quantidades de alimentos quando não se está fisicamente com fome, comer sozinho por vergonha e sentir-se nauseado, deprimido ou culpado após comer excessivamente.

O diagnóstico diferencial do transtorno de compulsão alimentar deve ser realizado com outros transtornos alimentares, como a bulimia nervosa, que também envolve episódios de compulsão alimentar, mas é caracterizada pela presença de comportamentos compensatórios, como vômitos autoinduzidos, uso de laxantes ou diuréticos, excesso de exercícios ou jejum.

O transtorno de compulsão alimentar também pode estar associado a outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, que devem ser avaliados durante o processo diagnóstico.

É importante destacar que o diagnóstico do transtorno de compulsão alimentar deve ser realizado por um profissional de saúde mental qualificado e experiente, e o tratamento deve ser individualizado e baseado nas necessidades específicas de cada paciente.



Além disso, o transtorno de compulsão alimentar pode estar associado a outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade, transtornos alimentares, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.

Os sintomas da compulsão alimentar podem afetar significativamente a qualidade de vida do paciente, levando a problemas físicos e emocionais, além de impactar negativamente o relacionamento com a família e amigos, o desempenho no trabalho e a autoestima.

Por isso, é importante buscar ajuda de profissionais da saúde mental e nutrição, para um tratamento adequado e eficaz do transtorno de compulsão alimentar.

Pontos-chave

Os transtornos alimentares são condições de saúde mental que envolvem uma perturbação persistente no comportamento alimentar e/ou na imagem corporal, que podem afetar significativamente a saúde física e o funcionamento psicossocial das pessoas afetadas.


O transtorno de compulsão alimentar é um desses transtornos, e envolve episódios de compulsão alimentar recorrentes, em que a pessoa ingere grandes quantidades de alimentos em um curto período de tempo, sentindo uma sensação de falta de controle sobre a alimentação.


Esses episódios podem levar a excesso de peso e obesidade, mas também podem ter impacto negativo na autoestima, nas relações interpessoais e na qualidade de vida em geral.


O diagnóstico dos transtornos alimentares é baseado em critérios clínicos, que incluem a avaliação dos sintomas e comportamentos alimentares, da imagem corporal e do impacto da condição na saúde física e psicossocial do indivíduo.


O tratamento dos transtornos alimentares pode envolver abordagens multidisciplinares, que incluem terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia interpessoal, nutrição e, em alguns casos, medicação. É importante lembrar que cada caso é único e requer uma abordagem individualizada, adaptada às necessidades específicas do paciente.



Leia também



Referências:

Mundo Boa forma
https://www.mundoboaforma.com.br/32-ensinamentos-do-livro-pense-magro/#rTAuQZX3oCTkYhsY.99

DSM-V
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-alimentares/transtorno-de-compuls%C3%A3o-alimentar


Claudino, Angélica de Medeiros;Borges, Maria Beatriz Ferrari. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl III):7-12. Disponível em

https://www.scielo.br/j/rbp/a/XS563y7fMmQ85MCnprrFhfD/?lang=pt&format=pdf.


Existem vários autores confiáveis que falam sobre o transtorno de compulsão alimentar e seus tratamentos. Alguns deles incluem:


Christopher G. Fairburn: é um dos principais pesquisadores e clínicos no campo dos transtornos alimentares, incluindo a compulsão alimentar. Ele é autor de vários livros e artigos sobre o assunto, incluindo o manual de tratamento "Tratando a Compulsão Alimentar: Um Manual do Terapeuta".


James E. Mitchell: é um psiquiatra e pesquisador renomado no campo dos transtornos alimentares, com mais de 35 anos de experiência no campo. Ele é autor de inúmeros artigos e livros, incluindo "Compulsão Alimentar e Transtornos Alimentares Relacionados" e "O Tratamento de Transtornos Alimentares: Uma Abordagem Multidisciplinar".


Kelly D. Brownell: é um psicólogo e pesquisador que se concentra na obesidade e nos transtornos alimentares. Ele é autor de vários livros e artigos, incluindo "Comer em Excesso: A Nova Crise Americana" e "Transtornos Alimentares e Obesidade: Uma Abordagem de Saúde Pública".


Allan Geliebter: é um psicólogo clínico e pesquisador que estuda a compulsão alimentar e os tratamentos relacionados. Ele é autor de vários artigos e livros, incluindo "Tratamento da Compulsão Alimentar: Um Guia Clínico".


Marsha M. Marcus: é uma psiquiatra e pesquisadora que estuda transtornos alimentares, com foco em terapia cognitivo-comportamental. Ela é autora de vários livros e artigos, incluindo "Terapia Cognitivo-Comportamental para Compulsão Alimentar e Transtornos Alimentares Relacionados".


Esses autores têm feito importantes contribuições para a compreensão e tratamento da compulsão alimentar, e seus trabalhos são amplamente reconhecidos e respeitados na comunidade científica.

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No caso específico da compulsão alimentar, a Psicóloga Maristela pode ajudar o paciente a identificar padrões disfuncionais de pensamento e comportamento em relação à comida, trabalhando na mudança de hábitos alimentares e na relação com os alimentos.

Através da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Psicóloga Maristela pode ajudar o paciente a identificar gatilhos emocionais que levam à compulsão alimentar, como estresse, ansiedade, tristeza ou solidão. 

Além disso, pode trabalhar na identificação de sentimentos que o paciente tenta evitar através da compulsão alimentar e na substituição de comportamentos disfuncionais por outros mais saudáveis.

A psicóloga pode ainda trabalhar com a técnica da dessensibilização sistemática, que ajuda o paciente a enfrentar seus medos e ansiedades em relação à alimentação, promovendo uma mudança gradual de comportamento.

Além disso, a Psicóloga Maristela pode trabalhar em conjunto com nutricionistas e médicos, a fim de oferecer um tratamento integrado e abrangente ao paciente, visando a melhoria da qualidade de vida e da saúde física e emocional.
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