A dificuldade em mostrar sentimento

Não confunda a demonstração do afeto, com a afetividade. São coisas distintas.
Nem sempre onde há demonstração, há afeto. E a premissa contrária é verdadeira.

psicologa bradesco


Demonstração de afeto não é (e nunca foi) prova de amor. Existem pessoas que conseguem expressar aquilo que sentem por meio de outros comportamentos, como por exemplo, a busca pela proximidade, a relação de cuidado e preocupação, etc.

No entanto, algumas não conseguem demonstrar de forma alguma. Por mais que alguém tente mobilizá-lo, não conseguem sair da "bolha da indiferença". A questão que se levanta é:

Porque estas pessoas não demonstram o que sentem?

A resposta para esta questão é bastante ampla e praticamente inconclusiva. Mas vale o exercício de reflexão.

1 - Ausência de sentimento

Em muitos casos, o indivíduo não demonstra porque realmente não sente afeto passional pelo parceiro, mas consegue demonstrar carinho com atitudes educadas. Nestes casos, o "Bom dia" é apenas um cumprimento polido, exigido diante de situações formais, ou profissionais. O "Como você está" pode indicar uma preocupação com o outro que não vai além do simples desejo de que o outro esteja bem. Mera formalidade. Nada além.

2- Medo de rejeição

Em outros casos, o indivíduo não vai além das atitudes educadas e demonstra atitudes educadas, porém utiliza mecanismos de negação do sentimento, como por exemplo: tentativas de humilhar o parceiro afetivo (deboche, sarcasmo), indiferença forçada (mudar de calçada, ignorar deliberadamente a presença do outro, etc..). Porém, a busca por proximidade pode indicar que existem sentimentos escondidos embaixo de toneladas de camadas de gelo. 

Estes indivíduos costumam ser incongruentes: ora buscam aproximação, ora afastamento; ora são simpáticos, ora extremamente indiferentes. Porém, raramente são calorosos.

Geralmente, esta indiferença forçada se justifica pelo medo que sentem da rejeição, pois tendem a acreditar que as demonstrações só serviriam para exaltar o outro, que por sua vez poderia não corresponder, o que geraria um mal-estar muito grande. Logo, preferem se abster para não "fazer papel ridículo".

3- Embotamento afetivo

Alguns indivíduos simplesmente não demonstram afeto da maneira convencional, porque  não aprenderam como fazer isso. Geralmente sofreram algum tipo de "castração" de ordem sexual, que se estendeu até a afetividade, nos primeiros anos da adolescência, quando as paixões estão em alta. Deste modo, sua vida afetiva sofre bastante limitação, tanto nas demonstrações, quanto nas escolhas, o que pode levá-los a se casarem com a primeira namorada, por exemplo...
E como não foram "educados" afetivamente, suas parcas demonstrações de afeto são "estabanadas": Não sabem escolher presentes, esquecem datas, não beijam ou abraçam com frequência, etc.



Como lidar:

Dá pra compreender perfeitamente a angústia de quem se relaciona com estes indivíduos; quem está acostumado (a) com as demonstrações clássicas tende a se sentir bastante incomodado. 

Nos casos onde há ausência de sentimento, não há muito o que fazer: não dá pra tirar leite de pedra. A solução aqui é aceitar e tentar um novo relacionamento, com alguém que tenha sentimentos reais. 

Nos casos onde o parceiro notoriamente busca aproximação assiduamente, mas não consegue demonstrar sentimento por nenhuma via, é importante desenvolver a capacidade de ler nas entrelinhas do comportamento do outro, buscando compreender sua história de vida e seu funcionamento afetivo. Pode acontecer que a convivência com alguém que demonstre abertamente o que sente ajude a desembotar a afetividade do parceiro e afaste o medo da rejeição. Neste caso, convém evitar a cobrança e as brigas que só servirão para aumentar a sensação de desconforto na relação.

 Conclusão

Naturalmente, existem outros fatores que interferem na dificuldade de demonstração de afeto, além dos que foram expostos aqui. Cada caso deve ser avaliado separadamente para que possam ser compreendidos de forma particular.



Algumas situações na vida deveriam ser compreendidas como se fossem uma ilusão de ótica, ou seja, não basta olhar para o óbvio, para o que salta aos olhos.
É preciso olhar um pouco mais além... desvendar.... seguir pistas... analisar criticamente...sintetizar... analisar a síntese....pra finalmente chegar a uma INconclusão....
A primeira conclusão raramente é a correta, tanto na arte, quanto na vida.

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