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Falando de Amor na Psicologia

O amor é uma das emoções mais profundas e transformadoras da vida humana. 

Pode se manifestar de diversas formas — desde o amor romântico até o amor familiar, fraternal e claro, o AMOR próprio

No entanto, quando falamos de relacionamentos amorosos, entramos em um universo complexo, onde convivem expectativas, idealizações e aprendizados emocionais.

Amar é um processo de encontro entre dois mundos, e não uma fusão. É aprender a estar junto preservando a própria individualidade.

Contrariando Platão e os poetas, o amor contemporâneo exige o fortalecimento da individualidade, e não o seu apagamento. 

Amar não significa encontrar alguém que nos complete, como se fôssemos partes de um todo perdido, mas construir um encontro entre duas pessoas inteiras, com histórias, desejos, limites e modos próprios de existir.

É justamente porque cada um preserva sua identidade que o encontro pode ser genuíno. Estar junto não significa deixar de ser quem se é, mas criar um espaço em que duas individualidades possam coexistir, compartilhar a vida e, ao mesmo tempo, continuar existindo como sujeitos.

 

Falando de Amor na Psicologia

Falando de amor na Psicologia  

O amor é compreendido como um conceito complexo e multifacetado, com diferentes interpretações dependendo da vivência individual. 

A amplitude do tema possibilita múltiplas reflexões sob o olhar da Psicologia, sem a pretensão de esgotar o assunto, mas sim de ampliar o entendimento sobre as dinâmicas afetivas.

Manifestações e Desafios


O que é o amor romântico?

O amor romântico está associado à paixão, à idealização e à busca por um vínculo afetivo profundo. Ele nos inspira, nos impulsiona e dá sentido a muitas das nossas experiências emocionais. Contudo, quando idealizado em excesso, pode gerar sofrimento, ciúmes e frustrações.

Com o tempo, o desafio está em transformar o amor apaixonado em uma relação de companheirismo, respeito e confiança — pilares fundamentais para a construção de vínculos saudáveis e duradouros.

Considera-se que o amor é a fusão de três atitudes: paixão, intimidade e comprometimento (Sternberg, 1986).

  • Paixão: apego físico, necessidade de tocar e sentir o corpo do outro; pele com pele.

  • Intimidade: vai além da confiança básica, chegando às confidências íntimas; não há medo de julgamento ou rejeição. Exige aceitar o outro como ele é.

  • Compromisso: desejo de estar com o outro apesar de todos os empecilhos; de levar a relação adiante; de manter proximidade.


8 Formas de Amar (Teoria Triangular do Amor de Sternberg)

Falando de amor na Psicologia 

Forma de Amor Paixão Intimidade Compromisso Descrição
1. Não-Amor Não Não Não Ausência dos três componentes. Representa a maioria dos relacionamentos casuais ou conhecidos.
2. Gostar (Amizade) Não Sim Não Sentimento de conexão, proximidade e calor. É a essência de uma amizade verdadeira sem atração física ou compromisso romântico.
3. Paixão (Amor à primeira vista) Sim Não Não Caracterizado pela atração intensa e desejo, mas sem intimidade ou compromisso duradouro. É o "amor à primeira vista".
4. Amor Vazio Não Não Sim Baseado apenas na decisão de manter o relacionamento. Ocorre quando a paixão e a intimidade se esvaíram.
5. Amor Romântico Sim Sim Não Combina atração física e desejo (Paixão) com conexão e confidência (Intimidade). Frequentemente visto em relacionamentos no início, sem planos de longo prazo.
6. Amor Companheiro Não Sim Sim Combina conexão profunda (Intimidade) e a decisão de permanecer junto (Compromisso). É comum em casamentos de longa data onde a paixão diminuiu.
7. Amor Fátuo (Louco) Sim Não Sim Combina atração (Paixão) e decisão de compromisso, mas sem tempo para desenvolver a intimidade profunda. É um relacionamento rápido, apressado.
8. Amor Consumado (Perfeito) Sim Sim Sim Combinação ideal e completa dos três componentes. É a forma de amor que muitos almejam, mas é considerada a mais difícil de alcançar e manter.

*Baseado na Teoria Triangular do Amor de Robert Sternberg (1986)

 

Perspectivas Teóricas e Possibilidades de Vivência

Na psicóloga, o amor é analisado por diversas vertentes. Enquanto alguns podem experimentá-lo como uma emoção prazerosa, outros podem enfrentar a possibilidade de sofrimento e angústia em seus vínculos:

  • Psicanálise: Explora a possibilidade de influência das primeiras relações da infância na capacidade de amar atual.
  • Psicologia Humanista: Enfatiza a autenticidade e a empatia como caminhos para relacionamentos saudáveis. O amor é visto como uma expressão do desejo humano de conexão e intimidade.
  • Psicologia Evolutiva: Propõe o amor como um mecanismo adaptativo voltado para a sobrevivência e continuidade da espécie.

A Sincronicidade e os Micromomentos

O amor pode ser compreendido como a possibilidade de conexão profunda através da sincronicidade de acordo com a pesquisadora Barbara Fredrickson, que sugere que o amor pode ser visto como um "micromomento" de conexão, onde a liberação de ocitocina promove sensações de proximidade, mesmo em interações breves.

Atração, Desejo, Paixão ou Amor?

A diferença entre esses sentimentos é complexa, mas compreender essas nuances é essencial para evitar a ansiedade e o adoecimento sentimental que a confusão emocional pode causar.

Atração: Fenômeno inicial baseado em características físicas ou afinidades. Fase de baixo investimento em expectativas.
Desejo: Vontade intensa de conexão. Vai além do físico e envolve química e admiração intelectual.
Paixão: Estado de euforia e sentimentos arrebatadores. É intensa, mas muitas vezes impulsiva.
Amor: Vínculo profundo baseado em confiança, aceitação e compromisso. O amor verdadeiro resiste ao tempo.

Abaixo, listamos autores e obras que fundamentam a compreensão psicológica do amor e dos relacionamentos:

  • Robert J. Sternberg: Desenvolvedor da Teoria Triangular do Amor. Obras: "A Psicologia do Amor" e "Amor: Uma História".
  • John Gottman: Especialista em dinâmicas conjugais. Obra: "Os Sete Princípios para o Casamento Bem-Sucedido".
  • Erich Fromm: Psicanalista e filósofo. Obra: "A Arte de Amar".
  • Helen Fisher: Antropóloga biológica especialista na química do amor. Obra: "Por que Amamos: A Natureza e a Química do Romance".
  • Gary Chapman: Autor da Teoria das Cinco Linguagens do Amor. Obra: "As Cinco Linguagens do Amor".

Referências Bibliográficas 

BOWLBY, John. Apego: a natureza do vínculo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Apego e perda, v. 1).

BOWLBY, John. Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

STERNBERG, R. J. A Psicologia do Amor. São Paulo: Zahar, 1986.
GOTTMAN, J. M.; SILVER, N. Os Sete Princípios para o Casamento Bem-Sucedido. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
FROMM, E. A Arte de Amar. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
FISHER, H. Por que Amamos: A Natureza e a Química do Romance. São Paulo: Campus, 2004.


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Eu sou a 

Psicóloga em SP Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

 

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Abordagens utilizadas: 

 Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Acolhimento Humanizado .


Psicóloga em São Paulo

Acolhimento Humanizado, focado em como você vive seus relacionamentos 

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga clínica (CRP-SP 06/121677), e trabalho com a abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC), um dos modelos com maior respaldo científico para o tratamento de questões emocionais e comportamentais — inclusive tudo aquilo que se repete no amor. 

Muita gente chega até mim tentando entender por que se envolve sempre com o mesmo tipo de pessoa, por que tem medo de se entregar, ou por que dói tanto quando um relacionamento acaba. 

A proposta é justamente essa: ajudar você a identificar e compreender os padrões emocionais que sustentam esse sofrimento, de forma prática, estruturada e voltada para mudanças reais no dia a dia.

Ao longo da psicoterapia, o trabalho acontece de maneira individualizada, respeitando a singularidade de cada trajetória — porque sua história de amor não é igual a de mais ninguém. A ideia é caminhar junto até você sentir mais bem-estar emocional e conquistar um posicionamento pessoal mais firme, tanto sozinha quanto dentro de uma relação.

Se quiser conhecer melhor minha trajetória, acesse a bio completa da psicóloga ou visite o Blog da Psicóloga para ler mais textos sobre relacionamentos, emoções e psicoterapia.

Missão, Visão e Valores

Missão: Facilitar o processo de autoconhecimento e saúde mental através de uma prática que possibilite que cada indivíduo encontre ferramentas para lidar com suas complexidades emocionais e comportamentais.

Visão: Contribuir para uma sociedade onde o cuidado com a saúde mental seja acessível e atualizado. Busco integrar a tradição da escuta atenta às inovações que o mundo globalizado exige, permitindo que a terapia seja um recurso dinâmico e eficaz para as demandas atuais.

Valores: Priorizo o Acolhimento humanizado, a atualização constante, a empatia e o respeito à singularidade.

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 Você não precisa entender isso sozinha(o)

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para te ajudar a identificar padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da sua história — muitas vezes é isso que está por trás das dificuldades nos relacionamentos, da autoestima abalada ou da falta de bem-estar emocional. Também olhamos com cuidado para as circunstâncias em que essas reações aparecem, incluindo os contextos e os gatilhos que costumam acioná-las.

Vamos entender juntas(os) como você interpreta certas situações e como você se vê dentro das suas relações. Podemos explorar recursos para lidar melhor com o que dói, além de trabalhar seu posicionamento pessoal e clareza interna diante do amor.

Esse processo é conduzido de maneira individualizada, respeitando a singularidade de cada trajetória e o seu ritmo próprio de elaboração.

Atendimentos Psicológicos

Localização e Contato

O consultório funciona na Av. Paulista, 2001, próximo à estação Consolação do metrô. 

Atendimento mediante agendamento.

Whatsapp: (11) 95091-1931

Terapia: Online ou Presencial na Av. Paulista/Bela Vista/SP 

Entender por que os relacionamentos amorosos seguem certos padrões, por que a gente se machuca do mesmo jeito mais de uma vez, ou por que é difícil se abrir para alguém — isso tem espaço pra ser trabalhado com calma, em terapia. Se quiser dar esse passo, estou por aqui.

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O acompanhamento psicológico é individualizado e sua duração pode variar conforme as necessidades e objetivos de cada pessoa.

 

Conteúdo informativo desenvolvido pela  Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677.  Este material tem caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga.  O site disponibiliza artigos educativos de conteúdo informativo e não substitui atendimento psicológico, orientando, em situações de crise ou emergência, a busca por serviços de urgência ou pelo CVV.



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