O amor é uma força vital capaz de promover bem-estar e crescimento. No entanto, quando esse sentimento ultrapassa os limites da saudabilidade e se torna obsessivo, ele transfigura-se em amor patológico. Nessa condição, o outro deixa de ser um parceiro para se tornar o centro absoluto de um universo marcado pela dependência e pelo sofrimento.
Diferenciando Amor de Obsessão
A principal distinção reside na liberdade e no respeito à individualidade. Enquanto o amor saudável é nutritivo e recíproco, a obsessão é claustrofóbica e baseada no controle.
| Amor Saudável | Amor Patológico |
|---|---|
| Baseado na reciprocidade e confiança. | Baseado na dependência e insegurança. |
| Promove o crescimento pessoal mútuo. | Impede o desenvolvimento individual. |
| Respeita a individualidade e o espaço. | Ignora limites e busca controle total. |
| Permite a liberdade de escolha. | Limita a autonomia e gera isolamento. |
Sintomas e Sinais de Alerta
- Ciúme excessivo: Desconfiança constante que motiva comportamentos invasivos.
- Idealização: Incapacidade de enxergar defeitos, colocando o parceiro em um pedestal.
- Medo do abandono: Angústia paralisante diante da possibilidade de término.
- Comportamentos obsessivos: Monitoramento de redes sociais e necessidade de contato ininterrupto.
O Tratamento com a Psicóloga Maristela Vallim Botari
O tratamento para a paixão patológica exige uma intervenção estruturada. A psicóloga utiliza a terapia cognitivo-comportamental (TCC) para identificar as raízes desse apego, que frequentemente remetem a traumas passados ou baixa autoestima.
Através da psicoterapia, busca-se a modificação de pensamentos disfuncionais e o fortalecimento do autocontrole, permitindo que o indivíduo recupere sua autonomia e qualidade de vida.
Se o relacionamento gera mais angústia do que satisfação, ou se há um isolamento social em prol de uma única pessoa, é fundamental buscar auxílio especializado para romper o ciclo da dependência emocional.
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