Psicóloga comenta sobre a existência do Amor Perfeito

A desconstrução do amor perfeito e as possibilidades do afeto real

Você já sonhou com um amor perfeito?

A desconstrução do amor perfeito e as possibilidades do afeto real

Estar com uma pessoa perfeita — sem defeitos, sem manias, sem aquelas pequenas coisas que incomodam? 

Uma pessoa que concordasse com você em tudo, que entendesse exatamente o que você pensa, que tivesse a condição social perfeita, o tipo físico perfeito, a profissão perfeita... a vida perfeitamente compatível com a sua?

Talvez alguém com os mesmos valores, os mesmos interesses, os mesmos planos para o futuro, a mesma maneira de enxergar o mundo e, principalmente, o jeito certo de amar você.

Parece ótimo.

Até começarmos a perguntar: perfeito para quem?

A ideia de um amor perfeito costuma parecer inofensiva. 

Afinal, quem não gostaria de encontrar alguém com quem tudo funcionasse? 

O problema começa quando essa fantasia deixa de ser apenas um desejo e passa a funcionar como uma espécie de régua para avaliar as pessoas e os relacionamentos reais.

Porque pessoas reais têm defeitos. Mudam de opinião. Têm dias ruins. Fazem escolhas que não entendemos. Têm histórias anteriores à nossa chegada. Possuem desejos que não coincidem com os nossos e, algumas vezes, simplesmente querem coisas diferentes.

E relacionamentos reais também não permanecem iguais.

Há períodos de proximidade e períodos de distância. Há entusiasmo, tédio, descoberta, conflito, negociação, desejo, cansaço, surpresa e transformação. Algumas diferenças podem ser acolhidas; outras podem se tornar difíceis de sustentar. Algumas incompatibilidades aparecem somente depois de algum tempo.

É justamente aí que a fantasia do amor perfeito pode começar a produzir um paradoxo: quanto mais perfeita precisa ser a relação imaginada, menos espaço parece existir para uma relação que realmente envolva duas pessoas.

Talvez a questão não seja abandonar os desejos ou aceitar qualquer relacionamento em nome do “amor real”. Não é disso que estamos falando.

A questão é outra: o que acontece quando esperamos que uma pessoa real cumpra o papel de personagem criado pela nossa imaginação?

É possível que, nesse caso, o problema não esteja apenas naquilo que encontramos no outro, mas também naquilo que esperávamos encontrar.

E talvez desconstruir o amor perfeito não signifique desistir do amor.

Signifique abrir espaço para descobrir o que pode existir quando duas pessoas reais se encontram.

A busca por um “amor perfeito” aparece com frequência em narrativas culturais e no imaginário coletivo. No entanto, a vida cotidiana envolve responsabilidades, limites e circunstâncias que nem sempre correspondem a essas representações idealizadas.

Quando um relacionamento é construído a partir de expectativas muito elevadas ou baseadas em modelos idealizados, pode surgir um descompasso entre a experiência real e aquilo que se espera da relação. 

Nesse contexto, a idealização tende a aumentar a distância entre o que é vivido e o que foi imaginado, favorecendo experiências de frustração ao longo do convívio.


Perspectivas Teóricas sobre a Idealização

Diversos autores na psicologia analisam essa busca como um fenômeno complexo:

  • Irvin Yalom: Aponta que a ilusão da perfeição pode obscurecer as limitações saudáveis do parceiro.
  • Esther Perel: Sugere a possibilidade de construir relações enriquecedoras ao lidar com a imperfeição.
  • Carl Rogers: Relaciona a busca incessante por aceitação externa a necessidades de validação não atendidas.
  • Brené Brown: Discute a importância de abraçar a vulnerabilidade em relacionamentos autênticos.


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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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