Psicóloga comenta: Como esquecer um amor

Psicóloga comenta: Como esquecer um amor



Artigo escrito por
Psicóloga Maristela Vallim Botari – CRP/SP 06-121677


Os Amores Líquidos segundo Zygmunt Bauman

A expressão “amor líquido” foi formulada pelo sociólogo Zygmunt Bauman para descrever características dos relacionamentos na contemporaneidade. O conceito integra sua análise mais ampla sobre a chamada modernidade líquida, marcada por instabilidade, mobilidade e transformações constantes nas estruturas sociais.

Nesse contexto, os vínculos afetivos passam a refletir a lógica da fluidez. Relações formam-se com rapidez, desenvolvem-se sob condições de incerteza e podem se desfazer com relativa facilidade. 

A ideia de permanência tende a perder força diante da valorização da autonomia individual e da possibilidade constante de escolha.

Os chamados “amores líquidos” caracterizam-se por menor previsibilidade, menor rigidez estrutural e maior ênfase na satisfação imediata das necessidades emocionais. 

A entrada e a saída dos relacionamentos tornam-se mais acessíveis, acompanhando a dinâmica de uma sociedade orientada pela mobilidade e pela flexibilização dos compromissos.

Segundo Bauman, essa configuração relacional está associada à valorização da liberdade individual e à busca por experiências menos restritivas. 

Ao mesmo tempo, pode coexistir com sentimentos de insegurança, ansiedade e fragilidade nos laços afetivos, uma vez que a estabilidade deixa de ser elemento central na construção das relações.


Os amores na modernidade líquida

Ao mesmo tempo, o apego faz parte da experiência humana. 

Desde a infância, as pessoas aprendem a criar vínculos que oferecem sensação de segurança, proximidade e pertencimento. 

Estar ligado emocionalmente a alguém pode trazer conforto e estabilidade interna.

A dificuldade surge quando o desejo por uma relação mais estável convive com um contexto social em que os vínculos tendem a ser mais fluidos e menos duradouros. 

Nessa situação, pode haver um conflito entre a vontade de construir um relacionamento sólido de uma parte, com outra pessoa que esta vivendo a fluidez do momento.


Como esquecer um amor, na visão da Psicologia

Quando alguém decide não permanecer na relação, a outra parte se depara com um limite que não depende apenas de sua vontade. Respeitar essa decisão faz parte do processo de encerramento do vínculo.

Na Psicologia, o término é compreendido como uma forma de luto. 

Autores como John Bowlby, ao estudar o apego, descrevem que a ruptura de vínculos significativos ativa respostas emocionais semelhantes às observadas em outras perdas. Tristeza, raiva, insegurança e saudade podem surgir como reações esperadas.

Também a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, ao investigar processos de luto, descreveu fases emocionais que ajudam a compreender a oscilação entre negação, tristeza e aceitação. Essas etapas não ocorrem de forma linear, mas ilustram que a elaboração envolve tempo e contato com as próprias emoções.

Para estes autores, esquecer amor não significa apagar memórias, mas reorganizar o lugar que essa experiência ocupa na própria história. 

Algumas atitudes costumam fazer parte desse processo de reorganização emocional:

  • Procurar apoio em amigos e familiares

  • Manter atividades que façam parte da rotina

  • Buscar acompanhamento psicológico, quando necessário

  • Refletir sobre a experiência vivida e seus significados

    Tratar como uma dependência : o amor pode ativar circuitos químicos no cérebro semelhantes aos de uma dependência.

    Deixar o tempo agir: o tempo é um aliado fundamental no processo de desapego emocional.

O afastamento afetivo pode envolver atravessar emoções, compreender padrões relacionais e reconstruir referências internas. Trata-se de um processo gradual de adaptação à ausência do vínculo.

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Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)

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Como a psicóloga pode ajudar?

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.

A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.

A sessão de terapia é conduzida de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.

Psicóloga SP

Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

◈ Especialidades

  • Valor: R$ 89,00 (1ª sessão) -  R$ 119,00 (recorrentes) Fev/26
    Sessões de 50 minutos. 
    consulte a tabela atualizada
  • Localização e Contato

    Terapia na Avenida Paulista, SP

    Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar.

    Whatsapp: (11) 95091-1931

    Conteúdo informativo desenvolvido pela  Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
    Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga

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    Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

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    Maristela Vallim Botari
    CRP-SP 06-121677

    "Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

    Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

    Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

    A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

    Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

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    Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

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    É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

    É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

    Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

    Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

    Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

    Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

    E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

    Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

    Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

    Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

    Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

    Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

    E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

    A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

    Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

    A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

    Psicóloga SP - Presencial na Av. Paulista ou online, onde você estiver

    Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

    Para quem é a terapia

    Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

    Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

    Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

    Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

    Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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