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O que é Autocompaixão (b)

O que é Autocompaixão 


Autocompaixão é um conceito polêmico.

Se eu fosse pedir para que uma IA me ajudasse a descrevê-lo, ela diria que é ter para conosco a mesma indulgência que temos para com os outros. Em seguida, faria um textão explicando o que a autocompaixão não é.

Mas o título deste texto é "O que é autocompaixão", e não "O que a autocompaixão não é". Portanto, vou escrever eu mesma, da maneira como a interpreto.

Lembrando que meus textos estão sempre abertos à revisão e nenhum deles tem a pretensão de esgotar o assunto.

Muito bem, vamos lá.

Autocompaixão significa, em teoria, conhecer os limites da própria dor emocional. Saber reconhecer o momento em que termina o desconforto e começa o sofrimento.


Terapia Focada na Compaixão 

a Terapia Focada na Compaixão (Compassion-Focused Therapy – CFT), uma abordagem psicoterapêutica criada para pessoas com elevados níveis de vergonha, autocrítica e dificuldades na regulação emocional. Posteriormente, também desenvolveu o Treinamento da Mente Compassiva (Compassionate Mind Training – CMT), um conjunto de práticas destinadas a fortalecer habilidades relacionadas à compaixão por si mesmo e pelos outros.

A TFC parte do pressuposto de que algumas pessoas apresentam um sistema de ameaça excessivamente ativado e dificuldades em acessar estados emocionais de segurança e acolhimento. 

Nesse contexto, a compaixão é compreendida como uma habilidade que pode ser desenvolvida por meio de exercícios específicos, favorecendo uma relação menos autocrítica consigo mesmo e contribuindo para a regulação das emoções e a redução do sofrimento psicológico.

Ter autocompaixão não significa ser vitimista.

Significa desenvolver sensibilidade para reconhecer o sofrimento, acompanhada do compromisso de agir para aliviá-lo ou preveni-lo, em relação a si mesmo. Em outras palavras: saber a hora de dizer não.

 

 Referências

GILBERT, Paul. The Compassionate Mind: A New Approach to Life's Challenges. London: Constable & Robinson, 2009.

GILBERT, Paul. Compassion Focused Therapy: Distinctive Features. London: Routledge, 2010.

GILBERT, Paul. Compassion: Concepts, Research and Applications. London: Routledge, 2017.

GILBERT, Paul. Introducing compassion-focused therapy. Advances in Psychiatric Treatment, Cambridge, v. 15, n. 3, p. 199–208, 2009.

GILBERT, Paul; IRONS, Chris. Focused therapies and compassionate mind training for shame and self-attacking. In: GILBERT, Paul (Ed.). Compassion: Conceptualisations, Research and Use in Psychotherapy. London: Routledge, 2005. p. 263–325.

 

Atendimento psicológico

Não existe distância entre a Psicologia e você 

Se fizer sentido para você, é possível agendar uma conversa inicial para avaliar a melhor forma de acompanhamento.

 
 

Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)

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Psicóloga clínica em SP Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

 

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 Como a psicóloga pode ajudar nesse processo

Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

O processo é conduzido de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

 

Atendimentos Psicológicos

Localização e Contato

O consultório funciona na Av. Paulista, 2001, próximo à estação Consolação do metrô. 

Atendimento mediante agendamento.

Whatsapp: (11) 95091-1931

Conteúdo informativo desenvolvido pela  Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677.  Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga.  O site disponibiliza artigos educativos de conteúdo informativo e não substitui atendimento psicológico, orientando, em situações de crise ou emergência, a busca por serviços de urgência ou pelo CVV.

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Vivemos em uma cultura que frequentemente valoriza a produtividade, a cobrança constante e a ideia de que precisamos dar conta de tudo o tempo inteiro.

Nesse contexto, muitas pessoas desenvolvem uma postura extremamente crítica consigo mesmas.

Pequenos erros se tornam motivos de culpa intensa, enquanto fragilidades emocionais passam a ser vistas como sinais de fracasso. É justamente nesse cenário que o conceito de autocompaixão ganha relevância dentro da psicologia.

Autocompaixão não significa “passar a mão na própria cabeça”, evitar responsabilidades ou desistir de melhorar. Trata-se da capacidade de olhar para si mesmo com mais humanidade, compreensão e respeito, especialmente nos momentos difíceis.

É reconhecer que sofrer, falhar, sentir medo ou insegurança faz parte da

experiência humana.

Muitas pessoas conseguem ser acolhedoras com amigos, parceiros ou familiares, mas são extremamente duras consigo mesmas.

Quando erram, utilizam pensamentos agressivos, humilhantes e desproporcionais.

Frases internas como “eu sou um fracasso”, “nunca faço nada certo” ou “não deveria sentir isso” acabam se tornando frequentes.

Com o tempo, esse padrão pode aumentar ansiedade, culpa, baixa autoestima e esgotamento emocional.

A autocompaixão propõe uma mudança importante nessa relação interna.

Em vez de responder ao sofrimento com ataque e rigidez, a pessoa aprende gradualmente a responder com consciência emocional e acolhimento. Isso não elimina os problemas, mas reduz o sofrimento adicional criado pela autocrítica excessiva.

Dentro da prática clínica, é comum perceber que pessoas muito autocríticas costumam carregar histórias marcadas por exigência elevada, necessidade constante de aprovação ou ambientes onde vulnerabilidades não podiam ser demonstradas. Algumas aprenderam desde cedo que precisavam ser fortes o tempo inteiro. Outras cresceram acreditando que só seriam valorizadas se fossem impecáveis.

Desenvolver autocompaixão envolve, entre outras coisas:

  • reconhecer os próprios limites;

  • aceitar emoções sem se punir por senti-las;

  • compreender que imperfeições fazem parte da condição humana;

  • abandonar comparações constantes;

  • construir uma relação interna menos violenta.

Isso não acontece de forma instantânea.

Para muitas pessoas, tratar a si mesmas com gentileza pode parecer estranho no início. Algumas chegam a sentir culpa ao descansar, pedir ajuda ou admitir fragilidade.

Porém, aprender a acolher a própria experiência emocional costuma trazer benefícios importantes para a saúde mental e para os relacionamentos.

Como a Psicoterapia pode ajudar

A psicoterapia pode ajudar nesse processo ao oferecer um espaço de escuta, reflexão e compreensão sobre os padrões internos de cobrança e autocrítica.

Em muitos casos, desenvolver autocompaixão não é apenas aprender a “pensar positivo”, mas reconstruir a maneira como a pessoa se relaciona consigo mesma.

Afinal, cuidar da saúde emocional também envolve aprender que sofrimento não precisa ser enfrentado com punição. Às vezes, o que mais falta não é força — mas acolhimento.

Vivemos em uma cultura que frequentemente valoriza a produtividade, a cobrança constante e a ideia de que precisamos dar conta de tudo o tempo inteiro.

Nesse contexto, muitas pessoas desenvolvem uma postura extremamente crítica consigo mesmas.

Pequenos erros se tornam motivos de culpa intensa, enquanto fragilidades emocionais passam a ser vistas como sinais de fracasso. É justamente nesse cenário que o conceito de autocompaixão ganha relevância dentro da psicologia.

Autocompaixão não significa “passar a mão na própria cabeça”, evitar responsabilidades ou desistir de melhorar. Trata-se da capacidade de olhar para si mesmo com mais humanidade, compreensão e respeito, especialmente nos momentos difíceis.

É reconhecer que sofrer, falhar, sentir medo ou insegurança faz parte da

experiência humana.

Muitas pessoas conseguem ser acolhedoras com amigos, parceiros ou familiares, mas são extremamente duras consigo mesmas.

Quando erram, utilizam pensamentos agressivos, humilhantes e desproporcionais.

Frases internas como “eu sou um fracasso”, “nunca faço nada certo” ou “não deveria sentir isso” acabam se tornando frequentes.

Com o tempo, esse padrão pode aumentar ansiedade, culpa, baixa autoestima e esgotamento emocional.

A autocompaixão propõe uma mudança importante nessa relação interna.

Em vez de responder ao sofrimento com ataque e rigidez, a pessoa aprende gradualmente a responder com consciência emocional e acolhimento. Isso não elimina os problemas, mas reduz o sofrimento adicional criado pela autocrítica excessiva.

Dentro da prática clínica, é comum perceber que pessoas muito autocríticas costumam carregar histórias marcadas por exigência elevada, necessidade constante de aprovação ou ambientes onde vulnerabilidades não podiam ser demonstradas. Algumas aprenderam desde cedo que precisavam ser fortes o tempo inteiro. Outras cresceram acreditando que só seriam valorizadas se fossem impecáveis.

Desenvolver autocompaixão envolve, entre outras coisas:

  • reconhecer os próprios limites;

  • aceitar emoções sem se punir por senti-las;

  • compreender que imperfeições fazem parte da condição humana;

  • abandonar comparações constantes;

  • construir uma relação interna menos violenta.

Isso não acontece de forma instantânea.

Para muitas pessoas, tratar a si mesmas com gentileza pode parecer estranho no início. Algumas chegam a sentir culpa ao descansar, pedir ajuda ou admitir fragilidade.

Porém, aprender a acolher a própria experiência emocional costuma trazer benefícios importantes para a saúde mental e para os relacionamentos.

Como a Psicoterapia pode ajudar

A psicoterapia pode ajudar nesse processo ao oferecer um espaço de escuta, reflexão e compreensão sobre os padrões internos de cobrança e autocrítica.

Em muitos casos, desenvolver autocompaixão não é apenas aprender a “pensar positivo”, mas reconstruir a maneira como a pessoa se relaciona consigo mesma.

Afinal, cuidar da saúde emocional também envolve aprender que sofrimento não precisa ser enfrentado com punição. Às vezes, o que mais falta não é força — mas acolhimento.



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