Término de relacionamento: porque a superação pode ser dolorosa em alguns casos

 

Término de relacionamento: porque a superação pode ser dolorosa em alguns casos

Término de relacionamento: por que a superação pode ser dolorosa em alguns casos

Para algumas pessoas, um término pode significar libertação, ou, popularmente falando, “livramento”. Para outras, pode ser um alívio que se alterna com dor; mas, para outras, o sofrimento é intenso e, às vezes, desproporcional. Vamos falar sobre isso?

Quando um relacionamento termina, nem sempre termina apenas a relação entre duas pessoas.

Também podem terminar os planos, os sonhos, os hábitos, os pequenos rituais do dia a dia e aquela ideia de futuro que já estava sendo construída a dois.

Por isso, superar um término pode ser muito mais difícil do que simplesmente aceitar que “acabou”.

A dor de uma separação pode se parecer com um processo de luto. 

E, embora cada pessoa viva essa experiência de uma maneira, podemos reconhecer algumas fases que aparecem com frequência: negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação.

Essas fases não acontecem necessariamente nessa ordem. A pessoa pode passar por uma delas, voltar para outra e, em alguns momentos, sentir emoções de várias fases ao mesmo tempo.

1. Negação: “isso não pode estar acontecendo”

No começo, pode ser difícil acreditar que a relação realmente terminou.

Mesmo quando a separação foi conversada e decidida, existe uma parte da pessoa que ainda espera uma mensagem, uma ligação ou uma mudança de ideia.

“Será que ele vai voltar?”

“Talvez ela só precise de um tempo.”

“Não é possível que tenha acabado assim.”

A negação pode funcionar como uma forma de proteção diante de uma realidade que ainda parece difícil demais para ser assimilada.

2. Raiva: “por que isso aconteceu comigo?”

Depois, pode surgir a raiva.

Raiva da outra pessoa, de si mesmo, da situação, das escolhas feitas ou até de tudo aquilo que não foi dito.

“Como ele pôde fazer isso comigo?”

“Por que eu aceitei tanta coisa?”

“Eu fiz tudo por essa relação e, no fim, fui deixado.”

A raiva pode vir acompanhada de mágoa, ressentimento e uma necessidade muito grande de encontrar um culpado.

E, às vezes, a raiva parece ser mais fácil de suportar do que a tristeza.

3. Barganha: “e se eu fizer diferente?”

Essa talvez seja uma das fases mais difíceis para quem ainda deseja a reconciliação.

A pessoa começa a imaginar o que poderia fazer para recuperar a relação.

“E se eu mudar?”

“E se eu mandar uma mensagem?”

“E se eu pedir mais uma chance?”

“E se dessa vez for diferente?”

A mente começa a negociar com a perda.

Promessas são feitas. Conversas são imaginadas. Mensagens são escritas e apagadas.

E surge aquela esperança de que, se alguma coisa mudar, talvez o relacionamento possa voltar a ser como antes.

Mas existe uma diferença importante entre sentir esperança e permanecer preso à expectativa de que a outra pessoa volte.

4. Tristeza: “agora eu percebi que acabou”

Quando a realidade começa a ser assimilada, a tristeza pode se tornar mais profunda.

É quando a ausência aparece na rotina.

A pessoa acorda e lembra que não tem mais aquela mensagem de bom-dia.

Passa por um lugar que frequentavam juntos.

Ouve uma música.

Encontra uma fotografia.

E percebe que aquela pessoa não faz mais parte da vida como antes.

A saudade pode apertar.

Pode existir vontade de voltar, mesmo quando a pessoa sabe que o relacionamento tinha problemas.

E é justamente aqui que muitos se perguntam:

“Se eu sei que a relação não estava me fazendo bem, por que ainda sinto tanta falta?”

Porque sentir falta não significa necessariamente que a relação era boa.

Sentir falta também pode significar sentir falta da companhia, da rotina, dos planos, do carinho, da sensação de pertencimento ou daquilo que se esperava viver com aquela pessoa.

5. Aceitação: “acabou, e eu preciso continuar”

Aceitar não significa deixar de amar.

Também não significa esquecer, fingir que nada aconteceu ou considerar que o relacionamento não teve importância.

Aceitar pode significar reconhecer que aquela história terminou e que, apesar da dor, a vida continua.

Aos poucos, a pessoa começa a recuperar a própria rotina.

Volta a fazer planos.

Retoma interesses.

Reaprende a estar consigo mesma.

E começa a perceber que existe uma vida possível depois daquele relacionamento.

A lembrança continua existindo, mas já não ocupa todos os espaços.

Por que algumas pessoas sofrem mais com um término?

A intensidade da dor não depende apenas do tempo que o relacionamento durou.

Uma relação curta pode deixar marcas profundas.

Uma relação longa pode terminar trazendo alívio.

Um relacionamento cheio de conflitos pode provocar muita saudade.

E até quem decidiu terminar pode sofrer profundamente.

A maneira como cada pessoa se vincula, suas experiências anteriores, suas expectativas, seus medos, suas inseguranças e o significado que aquela relação tinha em sua vida podem influenciar a forma como o término será vivido.

Em alguns casos, a separação também pode tocar feridas mais antigas.

A pessoa pode não estar sofrendo apenas pela perda do relacionamento.

Pode estar sofrendo pela sensação de rejeição, abandono, solidão ou pela ideia de que não será capaz de encontrar outra pessoa.

Quando a saudade distorce a história

Depois de uma separação, é comum que a mente volte principalmente para as lembranças boas.

Aquela viagem.

Aquela conversa.

O abraço.

Aquele dia em que tudo parecia perfeito.

Enquanto isso, os conflitos e as dificuldades da relação podem ficar menos nítidos.

É como se a saudade editasse a história.

Por isso, sentir uma vontade enorme de voltar não significa, necessariamente, que voltar seja a melhor escolha.

Às vezes, sentimos falta de uma pessoa.

Outras vezes, sentimos falta de quem éramos quando estávamos com ela.

E, em alguns casos, sentimos falta principalmente do futuro que imaginávamos viver.

Quando o término atinge a autoestima

Para algumas pessoas, o fim de uma relação pode ser interpretado como uma espécie de prova de que não são boas o bastante.

“Se ele não quis ficar comigo, talvez eu não seja suficiente.”

“Se ela encontrou outra pessoa, talvez o problema fosse eu.”

“Ninguém mais vai gostar de mim.”

Nesse momento, o término deixa de ser apenas uma perda afetiva.

Ele passa a ser interpretado como rejeição pessoal.

E isso pode tornar a recuperação ainda mais dolorosa.

Superar não é esquecer

Existe uma ideia de que superar significa parar de sentir.

Mas não é necessariamente assim.

Superar pode significar conseguir lembrar sem sentir que precisa voltar.

Pode significar olhar para a história com mais clareza.

Reconhecer o que foi bom, o que machucou, o que foi aprendido e também aquilo que não queremos repetir.

Pode significar voltar a escolher a própria vida.

O luto pelo fim de um relacionamento não precisa desaparecer de uma hora para outra.

Ele vai se transformando.

A saudade pode continuar existindo, mas deixa de comandar as decisões.

A lembrança permanece, mas a dor diminui.

E, pouco a pouco, aquilo que parecia ser o fim de tudo passa a ser apenas o fim de uma história.

E quando a dor parece não passar?

Quando o sofrimento permanece muito intenso e começa a afetar a rotina, o sono, o trabalho, os estudos ou a capacidade de se relacionar com outras pessoas, pode ser importante olhar com mais cuidado para o que esse término despertou.

A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender essa dor, perceber os pensamentos que surgem depois da separação e entender por que aquela perda teve um impacto tão profundo.

Não para apressar ninguém a “superar”.

Mas para ajudar a elaborar aquilo que aconteceu e, aos poucos, reconstruir a própria vida.

Porque algumas despedidas doem não apenas pelo que perdemos.

Elas doem também pelo futuro que imaginávamos viver.

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Psicologa Sp - Consultorio na Av. Paulista

Psicóloga sp
Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

Um espaço para ser escutado(a) do seu jeito

Sou Maristela Vallim Botari, psicóloga (CRP-SP 06/121677). Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com acolhimento humanizado.

A abordagem está a serviço da pessoa, nunca o contrário.

Aqui você não é um rótulo, um número de prontuário ou um código de CID. Você é uma pessoa, com uma história que merece ser ouvida sem pressa e sem julgamentos.

Psicóloga SP: mais do que uma profissão, um encontro com o outro

Ser psicóloga é mais do que exercer uma profissão.

É dedicar uma parte de si à compreensão das pessoas, de suas histórias, de suas dores, de suas angústias, seus vazios e também de suas possibilidades.

É muito mais do que conhecer teorias, estudar comportamentos ou aprender diferentes técnicas.

É saber olhar para cada pessoa como alguém único, compreendendo que aquilo que funciona para uma história pode não fazer sentido para outra.

Ser psicóloga exige, muitas vezes, que nos coloquemos no lugar do outro, para ouvir seus relatos, não apenas com os ouvidos, mas com a sensibilidade. Isto é empatia.

Ser psicóloga é saber quando e como falar coisas agradáveis ou desagradáveis; quando calar, quando encaminhar e quando dizer não. Isso é acolhimento humanizado.

Ser psicóloga é propor orientações, acolhimentos e atividades que façam sentido para a pessoa e que possam contribuir para sua melhora. Isso é psicoeducação.

Ser psicóloga também é ouvir tudo, qualquer coisa, sem julgar, e guardar tudo isso a sete chaves. Isto é ética.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais bonitas da psicologia: compreender que cada pessoa chega à terapia trazendo uma história que não pode ser resumida a um diagnóstico, a uma queixa ou a algumas palavras.

Às vezes, a pessoa chega cansada de tentar explicar o que sente.

Outras vezes, nem sabe exatamente o que está sentindo.

Sabe apenas que alguma coisa mudou, que perdeu o prazer pelas coisas, que está ansiosa, triste, irritada ou simplesmente exausta de sustentar tudo sozinha.

Há quem procure uma psicóloga em São Paulo porque deseja entender melhor seus relacionamentos.

Há quem esteja enfrentando dificuldades no trabalho, uma separação, uma fase de insegurança ou uma sensação persistente de não conseguir dar conta da própria vida.

E há também quem procure ajuda simplesmente porque percebeu que não quer continuar vivendo determinadas situações da mesma maneira.

A psicoterapia pode ser esse espaço de pausa.

Um lugar onde seja possível na terapia, organizar pensamentos, compreender sentimentos e olhar para algumas situações por outros ângulos.

A busca pela excelência na psicologia não se resume a seguir protocolos à risca ou dominar procedimentos técnicos. Embora o conhecimento científico seja essencial, a verdadeira excelência está na capacidade de aplicar esse conhecimento de forma inteligente e sensível às necessidades de cada paciente. Ela exige percepção, adaptabilidade e atenção às particularidades de cada história de vida.

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Terapia presencial na Avenida Paulista, perto do Metrô Consolação, e terapia online para todo o Brasil. Nos dois formatos, o cuidado e o sigilo profissional são os mesmos. Você escolhe o que fizer mais sentido para a sua rotina e o seu momento.

Para quem é a terapia

Terapia Individual – para adultos cuidarem das emoções, das relações e do desenvolvimento pessoal.

Terapia de Casal – para reencontrar o diálogo, atravessar conflitos e entender o momento da relação.

Terapia para Adolescentes – escuta atenta para uma fase de muitas mudanças, respeitando a privacidade do jovem.

Terapia Infantil – acompanhamento cuidadoso, com orientação aos pais ou responsáveis.

Terapia para Idosos – acolhimento para as transições e questões próprias dessa etapa da vida.

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