Amor correspondido.

Continuação do texto Vamos falar de amor?



psicologa Bradesco| psicologa são paulo

O amor correspondido:

É fato que quando alguém se apaixona tende a se movimentar no sentido de obter correspondência; busca-se sinais no outro que podem indicar que o investimento afetivo não é em vão. Em alguns casos, os sinais são óbvios, em outros ambíguos e em alguns inexistentes.

Quais os sinais que indicam que o amor é correspondido?

Considera-se que o amor é a fusão de três constructos: paixão, intimidade e compromisso. (Steinberg, 1986). Da combinação destes constructos originam-se oito formas de amar:

Paixão: apego físico, necessidade de tocar e sentir o corpo do outro; pele com pele.

Intimidade: vai além da confiança básica, chegando às confidências íntimas; não há medo de julgamento ou rejeição. Exige aceitar o outro como ele é.

Compromisso: desejo de estar com o outro apesar de todos os empecilhos; de levar a relação adiante; de manter proximidade.

Para que haja correspondência perfeita é necessário que cada um dos envolvidos dê ao outro os mesmos constructos que recebe, e na mesma medida. Por exemplo: se alguém dá paixão e compromisso, e recebe paixão e intimidade, não há correspondência perfeita.

Mas a ausência de correspondência perfeita não impede que a relação seja feliz, desde que haja respeito, admiração e compreensão pelo outro, o que pode favorecer o surgimento dos elementos que faltam, ou a diminuição dos elementos que sobram.

O simples fato de se relacionar com alguém que não pensa como você também não indica falta de correspondência, mas indica que existe a necessidade de compreender os pensamentos e a história de vida do outro, para entender como seus pensamentos foram construídos.

Quando se tenta mudar o outro, busca-se na verdade, obter esta correspondência afetiva ideal. Porém, o outro tem sua individualidade e seus limites, o que significa que poderá ceder para lhe agradar, mas poderá se opor a você e suas imposições de outra forma.


Não é necessário fazer "loucuras de amor" para provar o outro o quanto ele (ela) é amado (a); basta demonstrar  com os constructos que se dispõe, de forma honesta. Cabe ao outro o compromisso de abrir-se ao entendimento, buscando receber de boa vontade aquilo que é oferecido.

Em resumo: Para que um amor seja correspondido é necessário analisar a relação e verificar de que forma esta correspondência pode ser obtida. Ressaltando que este esforço deve ser empreendido por todos os envolvidos.




Referências
Sternberg, R. J. (1986). A triangular theory of love. Psychological Review, 93, 

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