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Amor, ódio e reparação

Amor, ódio e reparação




Melanie Klein trata prioritariamente das relações primitivas entre a mãe e o bebê, destacando que a criança ama o "seio bom que lhe alimenta", mas quando este seio se ausenta passa a ser entendido (metaforicamente, claro) como "seio mau", ou seja, aquele seio que deixou de ser o provedor da gratificação. Na concepção da autora, a criança (na fase esquizo-paranoide) imaginaria formas de destruir este seio mau, entrentanto, sua percepção rudimentar indica que a destruição poderá lhe levar à privação do alimento. Esta impossibilidade de destruição, lhe remete à fase depressiva, quando a criança passa então a imaginar formas de reparação.



No adulto estes mecanismos também estão presentes, pois de certa forma existe um lado de nós que jamais ultrapassa o berço. Todos estamos sujeitos a reações de ódio e tentativas de reparação (e é desejável que seja assim).



Especialmente quando o adulto se vê privado do "seio bom", ou seja, daquele contexto que lhe beneficiava em dadas circunstâncias, que lhe oferecia inúmeras gratificações, é compreensível que seja dominado pela raiva, pois certamente será dominado por um sentimento de frustração, marcado por pensamentos do tipo:



"Porque isso foi acontecer logo comigo?"
"Porque fulano não me dá mais atenção?"
"Porque não me escolheram para ocupar determinado cargo?"
etc..



E o "seio bom, passa a ser o "seio mau". Traduzindo: o contexto bom, se transforma em contexto mau, de onde só se pode esperar coisas ruins. E neste ponto a frustração se transformou em raiva... e as vezes em ódio.



Quando isto ocorre, existem (a princípio) dois caminhos a serem seguidos: 



1) Ou o indivíduo passa a ruminar a perda, mobilizando suas defesas para desta forma tentar prejudicar o outro;



2) Ou vai desenvolver um sentimento de culpa e buscar uma forma de reparar a situação.



Em alguns casos, os dois caminhos podem ser seguidos ao mesmo tempo, pois pode haver alternância entre os sentimentos de ódio e culpa.



No 1º caso, é comum que o indivíduo mobilize suas defesas para se isentar das suas responsabilidades, e se coloque na condição de vítima. "Eu sou uma pessoa fraca e fulano se aproveitou disso para me prejudicar". Tal pensamento favorece a emissão de comportamentos que exigem uma reparação por parte do outro, e a partir dai começam a mobilização no sentido de obter uma desforra, mesmo que a custa do prejuizo alheio. Vale ressaltar que nenhuma vingança é plenamente satisfatória, já que por mais que se tente destruir o outro (real ou simbolicamente) isto não será suficiente para acalmar a pessoa que se julga ofendida, pois o objeto que foi destruído é imaterial, de ordem subjetiva.



No 2º caso, o sentimento de culpa faz com que o indivíduo perceba ( as vezes de forma exagerada) que também teve participação na ocorrência que gerou o desentendimento. Isto pode levar a dois caminhos: ou o indivíduo começa a desenvolver uma atitude de submissão extrema com pensamentos do tipo: "faço o que for preciso pra ela me perdoar"; ou leva-lo a pensamentos depressivos sobre si mesmo: "Eu não valho nada mesmo. Só presto pra fazer coisas erradas".  É aqui que as atitudes de reparação começam a aparecer, mesmo que de forma rudimentar. A pessoa mobilizada pela culpa tende a não medir esforços para reparar o mal que acredita ter causado, muitas vezes, sem considerar o que a outra pensa a respeito. 



O ideal aqui é o equilíbrio entre os sentimentos de ódio e culpa, pois a dosagem correta dos dois pode levar as pessoas a se sentirem melhor consigo mesmas, mesmo que a reparação completa não seja possível.

psicologa sp

1ª Sessão de Terapia: como funciona

Se você nunca passou na Psicóloga, ou por algum motivo precisou interromper e gostaria de retomar sua Psicoterapia, fica aqui um convite para vir conhecer meu trabalho, expondo suas queixas e fazendo um pré-diagnóstico. Algumas pessoas têm medo de vir à Psicóloga. Isto é normal, mas não é "legal". O ideal seria passar em um Psicólogo, pelo menos uma vez na vida, para inferir seu estado emocional, para conhecer o Trabalho dos psicólogos, desabafar, e para colocar em dia suas variáveis emocionais, aquelas que, quando acumulam, geram depressão, ansiedade, dificuldade de relacionamento. Psicólogos não existem apenas para tratar de "pessoas com problemas". Oras, todos nós temos problemas a resolver, afinal a vida é um desafio constante. Os Psicólogos existem justamente para favorecer o enfrentamento destes problemas emocionais, que todos atravessamos. Trata-se de uma escuta imparcial, acolhedora e humanizada, sem julgamentos, sem preconceitos de qualquer natureza. Observ