Amor desgastado: quando a relação afetiva está desigual

Quando você conhece uma pessoa especial, imagina que valha a pena fazer algum investimento afetivo, de acordo com aquilo que se espera encontrar numa relação: paixão, intimidade, comprometimento, respeito, sincronicidade, etc.

*Psicologa Bradesco*


Vou chamar de "capital afetivo" o investimento sentimental que fazemos em alguém.

Fazendo uma analogia com o mercado de ações:
Compramos ações quando estão em alta e vendemos na baixa.

E assim são as relações afetivas: tendemos a investir mais capital quando os movimentos da pessoa amada estão a nosso favor, e desinvestir quando percebe-se movimentos de "baixa".

Deste modo, não convém investir muito em uma relação afetiva que está "em baixa", pois o risco de perder o investimento é bastante grande. Apenas os indivíduos muto sonhadores, que vivem  distantes da realidade se permitem arriscar grande quantidade de afeto em uma relação falida


O amor não correspondido

É percebido quando o esforço para chamar a atenção do outro for enorme e desproporcional. Caracterizado pela falta de reciprocidade em pontos importantes, abrindo espaço para a frustração e a tristeza, ou seja, é um enorme investimento em um mercado de ações falido!!!

Pode ser a ausência de:

Paixão -  Não há desejo de tocar, sentir, beijar, abraçar e ter contato sexual com o outro; e pode haver rejeição manifesta no momento de receber contato físico. Se esta rejeição de contato físico ocorrer em diversos contextos, certamente não há atração física. Mas se ocorrer em alguns contextos, outras variáveis podem estar envolvidas, como por exemplo, a vergonha de se expor em público, etc.

Intimidade - Mesmo quando há atração física, a falta de intimidade pode indicar uma relação superficial, que poderá não sobreviver ao conhecimento mais íntimo sobre o outro. 

Compromisso -  A paixão e a intimidade podem caminhar juntas numa relação afetiva, mas se não houver comprometimento, a relação poderá sofrer um prejuízo relevante. Como se relacionar com alguém que não se faz presente? Que não mantém a palavra perante um compromisso assumido? Que não se recorda dos compromissos assumidos? Que não se importa com o bem estar do outro?

Quando isto ocorre, não há muito o que fazer. 

Sugere-se que o indivíduo não-correspondido reflita sobre os motivos que o levam a vivenciar uma relação desigual em termos de afetividade e busque formas mais saudáveis de se relacionar.  Caso esta tarefa seja difícil, acima das suas forças, procure ajuda psicológica.