Relações adoecidas: quando o amor está por um fio

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Quando entramos em uma relação afetiva, geralmente apostamos todas as fichas no sucesso da relação, esperando ser minimamente feliz.


Para a maioria das pessoas, as relações promissoras  são aquelas onde há troca, carinho, cuidado e preocupação com o bem estar alheio.



Porém, isto nem sempre ocorre: é possível observar que muitas relações afetivas perderam seu objetivo original, tornando-se um peso.



O start para o adoecimento da relação são as cobranças excessivas e infundadas: Quando uma das partes acredita que está investindo afeto de mais e recebendo menos do que gostaria, a relação tende a ficar desequilibrada, pois há uma discrepância entre o real e o idealizado.



Alguns indivíduos  com tendência ao NARCISISMO, entram na relação esperando apenas receber amor e cuidado sem se preocupar em retribuir, e sem a capacidade de olhar para a necessidade do outro. Tais indivíduos tornam a relação pesada para a outra parte, que muitas vezes se desdobra para agradar uma pessoa supostamente "tão especial", sem conseguir notar que as deficiências emocionais do outro devem ser tratadas por ele mesmo.



Outros desenvolvem uma relação pautada pelo ciúme incessante e desconfianças absurdas, acreditando que irão perder seu parceiro afetivo diante da primeira concorrência em potencial. Isto leva a desenvolver mecanismos sofisticados de controle: dentre eles podemos citar as exigências de respostas instantâneas de mensagens; as visitas surpresas ao local de trabalho, etc. 


Tais mecanismos de controle colaboram para levar a relação à falência, uma vez que assume o propósito de dizer ao outro, de forma indireta o quanto ele  não é confiável. Esta mensagem de desconfiança pode causar impactos profundos na relação, pois a outra parte pode reagir de diversas formas: a) se esforçando ao máximo para provar que é confiável;b) fazendo escondido exatamente o que o outro desconfia que faça, para que possa sentir-se como um ser humano livre;c) com indiferença total, não se importando com o que o outro pensa.

A falta de entendimento


É importante observar que numa relação afetiva o diálogo é importante. Todo devem falar, ouvir, e ser ouvidos. Não há opiniões ou pontos de vistas mais importantes. Ambos devem ter o mesmo peso, afinal isto é uma relação de amor ou de trabalho? 



Quem deve dominar a relação?



O conceito de dominação em uma relação afetiva não deveria nem mesmo existir, afinal um namoro ou casamento não é uma relação empregatícia, onde um manda e outro obedece ((que também não deveriam ser assim, mas é outra discussão)). Trata-se de uma relação que deve ser configurada na base da troca de cuidados, atenção e prazer. 



Relação de troca e cobrança



Em geral, as necessidades de afeto são diferentes entre os indivíduos: enquanto uns necessitam de constante reafirmação em função da sua carência afetiva, outros se contentam com muito menos do que merecem em termos de troca, dando muito mais do que recebem.



As cobranças excessivas e absurdas nada resolvem, pois cada um dá aquilo que aprendeu a dar, no que concerne a afeto e forçar o outro a dar algo que não possui é um dos atalhos para o adoecimento da relação.




Como evitar o adoecimento


Conheça bem a pessoa com quem você está se relacionando; dê espaço a ela para falar sobre o que pensa, do que gosta; conhecer sua história de vida; ouça-a sem julgamento, sem juízo de valor; procure entender o que ela ou ele procura em uma relação. Às vezes, os interesses são diametralmente opostos, o que torna a relação inviável, porque não há convergência de interesses, de ponto de vista, ou de visão de mundo e de futuro.


Porém, mesmo com visões tão diferentes, é possível evitar o desgaste, se ambos praticarem o autoconhecimento e conseguirem expor o que esperam da relação de forma sincera. 



Vale ressaltar que as relações apoiadas em beleza física, bens materiais, poder aquisitivo, status social e outros interesses externos, geralmente caem no adoecimento mais rápido, pois não há uma admiração verdadeira pelo que a pessoa É, e sim pelo que ela PARECE TER.



Se você vivencia uma relação adoecida, é hora de rever seus conceitos e se conhecer melhor; verificar o que há em você mesmo (a) que torna a convivência com o outro tão difícil. Lembre-se, se você está na relação adoecida, também é tem responsabilidade nisso.





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