Porque as pessoas evitam os envolvimentos emocionais

Tenho notado que a maioria das pessoas solteiras vem apresentando enorme dificuldade em encontrar um relacionamento saudável. Este post tem como finalidade refletir sobre o que está acontecendo, sem a pretensão de esgotar o tema, que exige muito mais estudo.


Psicologa bradesco, psicologa amil, psicologa sulamerica



O mundo está mudando numa rapidez vertiginosa, levando a pessoas a se preocuparem com seu bem estar material, antes do afetivo-emocional. Falar de amor, hoje em dia, parece algo patético. Mesmo quando perguntamos o que as pessoas esperam em seus relacionamentos, a resposta em geral, apresenta um viés materialista: as pessoas procuram por pessoas que agregue algo, mas que possa se sustentar.

O avanço das tecnologias, que proporcionou o surgimento das redes de relacionamento, trouxe justamente a possibilidade de escolher pessoas pelo perfil, o que já limita bastante as escolhas.

Mesmo quando se conhece alguém fora das redes sociais, é comum verificar se o "nível" do outro é compatível, pois ninguém quer correr o risco de se relacionar com o diferente.

Porque as pessoas evitam os envolvimentos afetivos

Em geral, porque não querem cobranças, nem compromissos. Querem ser livres para ir e vir quando bem entenderem, e "ficar" com várias pessoas ao mesmo tempo, pois a oferta de pessoas disponíveis para relacionamentos abertos é bem ampla, tanto entre homens, quanto em mulheres.

Algumas pessoas desejam-se umas às outras: desejam o corpo do outro, o status quo, a posição social ou profissional, o poder aquisitivo. Infelizmente este desejo não se transforma em amor, porque existe uma blindagem contra o apego pairando no ar.

Esta blindagem se justifica, em especial pelo medo que as pessoas tem de sofrer. Vivemos em um momento sócio-histórico onde toda dor deve ser suprimida. O momento é de diversão, alegria a qualquer custo, muito prazer com o mínimo de investimento.

Não fomos programados  para lidar com situações adversas, nem com perdas, nem com derrotas. Fomos ensinados a acreditar que finais felizes existem e que sofrer nos torna perdedores. Temos baixa resistência à frustração.

Mas existe esperança: se os indivíduos aprenderem que apara amar é preciso doar algo de si, e ampliar a capacidade de tolerância, aumentar o nível de respeito pelas diferenças, certamente existirá a possibilidade de vivenciar relações afetivas de bastante qualidade.









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