Dificuldade nos relacionamentos afetivos

Dificuldade nos relacionamentos afetivos

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Alguns relacionamentos afetivos começam quando os pares encontram pontos de afinidade entre si: As pessoas se conhecem e tendem a se analisar mutuamente, a fim de observar os pontos que existem em comum, para que possam estabelecer conexões. 

E geralmente encontram muitos conectores: as ideias são parecidas, os gostos, o padrão de vida, etc.

Mas por algum motivo, o relacionamento (que começou bem promissor) começa a sofrer alguns arranhões, que podem se tornar feridas, úlceras, metástases e ir a óbito.

Um destes motivos é a falta de comunicação assertiva: a maioria das pessoas tem dificuldade em expressar sentimentos, emoções e aborrecimentos e acaba emitindo comportamentos opostos ao esperado naquele contexto.

Ser assertivo é saber qual a ferramenta de comunicação correta que se deve usar em determinadas situações. Para ilustrar, vou citar alguns exemplos que ocorrem na vida cotidiana:

Caso 01



Um rapaz e uma moça, na fase da paquera, buscam aproximação. 



Em um dado momento,  a ansiedade do rapaz aumenta ( a timidez também) e ao invés de se declarar,  diz alguma coisa que possa deixar a moça enciumada, a fim de verificar o que ela sente, por meio de sua reação.



Consequência: ela se afasta pois a fala dele pôde ser interpretada como um possível desinteresse.



Comportamento adequado: 

Ao perceber a ansiedade aumentando, por causa da aproximação, seria esperado que demonstrasse o que sente de forma mais aberta. Caso a timidez tivesse um papel impeditivo, poderia prosseguir no comportamento de aproximação, até perceber uma abertura maior da parte da moça, que certamente poderia ocorrer em um curto espaço de tempo.



Caso 02


Um casal que já está em relacionamento há algum tempo.
O rapaz quer ir ao futebol com os amigos, mas teme a reação da parceira. Ao invés de falar abertamente, faz inúmeros rodeios, que acabam por deixar a parceira mais irritada, e isto pode levar a um D.R. (Discutir a Relação).



Comportamento adequado:

O rapaz deve comunicar (não pedir, nem implorar) que irá ver o futebol e convidar a moça a ir junto, mesmo que ela fique irritada (certamente a irritação passará cedo ou tarde); 
A moça poderá questionar sobre a hora que começa e termina, e poupar o parceiro das ameaças ou críticas.



Caso 03



Um casal onde a moça é muito bonita, e o rapaz,  que a considera superior,  tende a emitir comportamentos que possam diminui-la, para garantir sua fidelidade. ("Baixar a bola dela")



Este caso é mais complexo e exige que o rapaz faça psicoterapia para resgatar sua autoestima. Porém, enquanto isso não ocorre, é importante que ele compreenda que se a moça o escolheu, é porque tem autonomia de escolha é com ele que deseja estar. 

É fundamental, neste caso, que a moça não ceda as chantagens emocionais, mas se mostre compreensiva com o parceiro, se possível, levando-o até um psicoterapeuta.





Comunicação mediada por Comunicadores sociais (Whatsapp, Facebook, etc..)



A CMC (comunicação mediada por computador ou celular) deveria em tese, promover a aproximação e o entendimento entre as pessoas, e no entanto, o que temos verificado na prática clínica é o contrário: as pessoas parecem não se entenderem, nem com relação ao conteúdo das mensagens, nem com relação à forma como elas são visualizadas.



Alguns indivíduos exigem respostas imediatas de suas mensagens, pois a consideram relevantes para o outro. Fica difícil compreender  que o receptor da mensagem pode, naquele momento ter outras prioridades. 



É difícil para alguns emissores aceitarem que não são prioridade na vida do receptor 100% do tempo. E que a pessoa amada prioriza outras atividades, que não o incluem. 

Para outros, é difícil compreender que o ser amado tenha amigos, tenha interesses diversos dos seus. Que tenha uma vida fora do relacionamento.



A comunicação mediada pelos meios eletrônicos deveria servir como forma de aproximação entre os casais, jamais como forma de controle da vida alheia. è importante que os pares aprendam a se policiar para não se tornarem invasivos demais, e desta forma, acabar com a relação, que tinha tudo para dar certo.



Naturalmente, a culpa não é do Whatsapp, do Facebook, do celular, do Tinder, etc.., mas sim da forma como as pessoas colocam estas ferramentas a serviço dos seus caprichos.



Conclusão



Devemos considerar, que quando estamos numa relação, o outro também tem lá suas dificuldades de expor ideias, e desta forma, emite comportamentos nem sempre compreensíveis. Por misso, é bom manter a clareza, a concisão e a objetividade os diálogos, afinal a intimidade deve extrapolar o leito conjugal, e fazer parte do cotidiano do casal.



Experimente: quando algo no comportamento ou no discurso do outro não estiver dentro dos princípios da coerência, tente expor com clareza seu ponto de vista e perguntar ao outro qual o sentido daquela atitude. Agindo assim, você certamente estará se preparando para vivenciar relações com mais qualidade.