A necessidade de aceitação


O que significa “ser aceito”?

psicoterapia, sp vila mariana, psicologo, psicologa, amil, bradesco, sulamerica

...


Aceitação consiste em acolher o outro da forma como ele se apresenta, com seus defeitos, qualidades e excentricidade, sem tentativas de modificá-lo para que satisfaça expectativas e se ajuste aos caprichos dos outros. Quando são aceitas de forma incondicional, as pessoas tendem a manifestar-se de forma mais autêntica, conseguindo desenvolver suas potencialidades (Rogers, 1981).

Embora seja desejável obter a aceitação externa, a aceitação não é condição sine qua non para a felicidade. É possível viver em paz, mesmo nos ambientes mais hostis, embora não seja fácil.


A busca pela aceitação ( de grupos sociais ou parceiros afetivos) pode levar a um certo desgaste nas relações, uma vez que para agradar ao outro,as vezes é necessário deixar de fazer algo por si. Em alguns casos, as pessoas se tornam infelizes, reprimindo sentimentos, pensamentos e comportamentos, o que pode levar eventualmente ao desajuste emocional e ao adoecimento psíquico.

Existe um espaço vital, só nosso, onde cultivamos nossos sonhos, fantasias, alegrias, tristezas, sonhos. Este espaço é como um jardim, que deve ser regado, podado, cultivado incessantemente. Seria justo destruir este jardim para receber aceitação?

Se o desejo de aceitação alheia for maior que a autoaceitação, é hora de rever alguns pontos importantes, questionando os motivos que levam a abrir mão da própria identidade. Devemos fazer concessões? Para que? Quais os ganhos? Quais as perdas? Como lidar com isso?


Conforme aponta Rogers, quando aceito, o indivíduo tende a crescer. Portanto, o bloqueio deste crescimento pode indicar falta de autoaceitação genuína.

Naturalmente, devemos fazer algumas concessões para conviver em sociedade, mas existe uma longa distância entre fazer concessões para o bem-estar de todos e abrir mão de si mesmo (a).  Mas quando o mal estar psicológico se instalar, é hora de rever certas atitudes!



ROGERS, Carl. Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1981.