A Raiva

Modificação de comportamento, pensamento e atitudes  Será que é possível mudar o comportamento alheio? Alguns teóricos afirmam que sim, basta apenas reforçar suas boas condutas, evitando o confronto direto, a discussão infrutífera. De fato, a psicologia tem mostrado (ao longo destes quase 160 anos de existência enquanto ciência independente), que as técnicas de modificação de comportamento via reforçamento positivo/negativo funcionam, levando em conta alguns critérios, mas exigem uma dose diária de paciência.  Promover a modificação do comportamento alheio trás uma exigência sem possibilidade de negociação: é precisar mudar o próprio comportamento.  "Mas, se o outro está errado, porque eu tenho que mudar?"  É a pergunta que ouço sempre que menciono este assunto e merece esclarecimento:   Modificar o comportamento não quer dizer que você tenha que ser uma pessoa 100% perfeita, pra "servir de exemplo", nem que seja culpado(a) pelo comportamento inadequado do outro. Muitas vezes, as tentativas de agradar o outro são tiros que "saem pela culatra", configurando-se como comportamentos precisam ser revistos, buscando suas causas e compreendendo suas consequências.  A modificação de comportamento exige modificação cognitiva, ou seja, uma reestruturação na forma de conceber o mundo e as pessoas; exige a ampliação da capacidade de abstração, de buscar soluções inteligentes para os problemas.  A primeira modificação que deve ser feita (com a ajuda de um psicólogo, ou psicoterapeuta, se possível) é abandonar as expectativas acerca das modificações do comportamento alheio.   Alguns indivíduos esperam que o outro se ajuste ao seu modus vivendi e esquecem que o outro precisa de algum espaço. É o caso de algumas mães que exigem que suas filhas sejam perfeitas em tudo, apenas para satisfazer sua vaidade, levando as meninas a desenvolverem quadros psicopatológicos, como a anorexia, bulimia, etc.      A relação saudável passa obrigatoriamente pelo caminho da compreensão. Não estou dizendo que você deva aceitar os comportamentos desajustados do outro. Ao contrário, comportamentos que causam muitos problemas para o indivíduo e seu meio precisam ser modificados (como por exemplo, o alcoolismo, a drogadição, etc). A compreensão, neste sentido significa entender os motivos que levam o outro a agir daquela forma, evitando a crítica destrutiva e mantendo uma postura firme.  Firmeza não significa ser rude. Significa ser decidido.  Em casos menos graves, onde existe apenas uma "incompatibilidade comportamental" a alternativa é negociar soluções, evitando se impor ao outro. Por exemplo: seu marido quer jantar fora, mas você não quer sair hoje. Seria interessante colocar isso pra ele de forma honesta, e com bastante calma.  "Mas será que ele vai ouvir? Ele não me ouve nunca". Você já tentou?  Tente. Sem críticas. Com firmeza.  As relações perfeitas não existem. sempre haverá divergência sobre pequenos ou grandes detalhes: No entanto é útil aprender a ser assertivo para que seus direitos sejam respeitados e sem esperar mudanças súbitas no comportamento alheio.  Volto a repetir: para promover a modificação do comportamento alheio, você precisa mudar os seus.                                                                                                                                                                                consulta psicológica, psicologa, agendamento de consulta gratuita, preços de terapia, psicoterapia, atendimento, psicoterapico,psicoterapia, psicologa, psicologo, psicanalista, gestalt, terapia cognitivo comportamental, testes, avaliações, quanto custa consulta, atendimento, psicologico, psico, estresse, psicologa, tratamento, convenio,  terapia de casais,depressao, estresse, ajuda emocional, convenio psicologico, marcar consulta, sao paulo psicologa, preco de consulta, valor da consulta psicologa,primeira consulta psicologica gratis, terapia, psicoterapia, psicologia, tratamento para depressao, tratamento para ansiedade, dificuldade de relacionamento, crianças, adultos, idosos, casais, grupos, palestras, estresse, obesidade, ciúme, amor, namoro, casamento, sexo, sexualidade, luto, patologia tratamento, psicóloga allianz, psicólogo, allianz, psicóloga, allianz psicólogo saúde bradesco, psicóloga saúde bradesco,  clinica de psicologia, consultorio psicologia, convenio psicologa, consultorio psicologigo vila mariana, bradesco saude, amil, unimed, golden cross, reembolso, omnit, psicologa na vila mariana, psicologa que atende amil em Sp, psicóloga que atende saúde bradesco em sp, Psicologa que atende Sul America em Sp


A Raiva



Etmologia: 
Angere (inglês) = Angústia;
Rabies (latim) = doença canina
(Carvalho e Carvalho, 2010)


Desdobramentos: cólera, ira, fúria, rancor, ódio, desejo de agredir ou destruir



A raiva é uma emoção natural que sentimos quando passamos por alguma contrariedade, ou quando nossos desejos e ações são frustrados. Conhecida como um "sentimento negativo", ao qual fomos ensinados a reprimir ou negar. Mas se é natural e inerente ao ser humano, por que negá-la ou reprimi-la?


A negação da raiva (e de outros sentimentos menos nobres) está relacionada à educação que recebemos dos adultos. Quando crianças, muitas vezes éramos punidos quando expressávamos (publicamente) a raiva por meio de choro, birras, gritos, etc. Quando crescemos, a tendência é continuar reprimindo a raiva, seja para não sofrer punição,ou para garantir algumas gratificações.

Historicamente a repressão da raiva e seus desdobramentos está relacionada ao fato de que na idade média, um indivíduo colérico era considerado louco.

Alguns autores  (Carvalho e Carvalho, 2010) apontam que a manifestação da raiva pode ser a inibição (sentimento reprimido) ou a fúria (raiva incontida): a inibição se refere ao disfarce que usamos quando alguma contrariedade ocorre; a fúria é o oposto: se refere à manifestação da raiva no ambiente.

Sentir raiva é normal, natural e desejável. Inibi-lá ou demonstrá-la excessivamente, não!

A inibição pode somatizar e a longo prazo se transformar em doenças como gastrite, úlcera, depressão, etc.

A fúria também não é aconselhável, pois agir sob o domínio das emoções não é considerado um comportamento saudável, uma vez que o cérebro não tem condições de processar todas as informações que estão chegando, nem avaliar a situação como um todo. Isto significa que agir sob o impulso da raiva pode acarretar prejuízos maiores, para si e para os outros.

Qual o meio termo?

O ideal é que a raiva seja demonstrada com coerência.  Que não seja negada. Que seja assumida.

 Afirmar: "Sim, estou com muita raiva neste momento", poderá levar o indivíduo a ter consciência de seus sentimentos, agregando autoconhecimento. Se possível conversar francamente com o causador da raiva, olhando no olho, dizendo frases (mais ou menos) assim:

 "Eu esperava outro comportamento de sua parte. O que aconteceu para você mudar de ideia?"

As manifestações violentas, maldosas ou agressivas  devem ser reprimidas, pois transformam a raiva em fúria, agressividade, doença e até mesmo... em destruição. A psicoterapia pode ajudar a desenvolver comportamentos mais assertivos e mudanças de pensamentos.

Naturalmente, existem ocorrências extremamente dolorosas, onde é impossível conter as manifestações de raiva. Mas são casos extremos, que não cabem nesta discussão. Tratarei disto em outra oportunidade. Por hora, concluo que temos o direito de sentir raiva quando somos frustrados, afinal  alimentamos esperanças e desejos de bem estar e segurança. Porém, há uma distância enorme entre sentir, manifestar e inibir.



Referências:

CARVALHO, Luciane Bizari; CARVALHO, João Coin. Emoções: Raiva. Coleção Mente e Cérebro: São Paulo; Dueto, 2010.

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