Romantismo no século XXI

Romantismo no século XXI

Psicoterapia para: Crianças, Adultos e Casal  Desenvolvendo Habilidades Afetivas e emocionais.  Psicologa Bradesco, Amil, Sulamérica, Omint  Agendamento: Whatsapp (111) 9-9984-9910


A nova era tecnológica trouxe consigo algumas mudanças radicais no comportamento das pessoas, especialmente no que tange aos relacionamentos. Há alguns anos atrás, comunicar-se com um amigo levava dias, hoje basta um clique.

Temos ainda a chance de escolher os amigos, como quem escolhe roupas numa vitrine: teclamos com pessoas que têm, mais ou menos, o mesmo nível intelectual que nós.

Apesar de tantos avanços tecnológicos, ainda existem pessoas que insistem em viver presas romantismo medieval; vivem em função do outro, para o outro, pelo o outro, respiram o outro, temem o outro, e se deixam escravizar pelo outro, jogando no outro a responsabilidade pela sua felicidade, como se fosse possível tal transferência.

Chamamos isso de fuga esquiva: quando o sujeito foge de uma situação aversiva para encontrar conforto em outra situação.

Explico:

Algumas pessoas não se sentem plenas e não conseguem buscar satisfação pessoal em nada por diversos fatores [falarei sobre eles em outra oportunidade. Por hora ater-me-ei às consequências dos fatores]; soma-se a isso a influência da mídia impressa, cinematográfica e televisiva, onde o mito do amor romântico ainda impera, [o casal bonzinho sempre acaba junto no final como se um fosse o troféu do outro por bom comportamento] e temos aqui o resultado final: pessoas absurdamente carentes, dependentes, não só do afeto do outro, mas do outro em si.

Existe uma grande diferença entre emoções e sentimento elaborado:

As emoções são momentos de felicidade que sentimentos quando algo ocorre e nos toca de alguma forma, mas são geralmente passageiras.

O sentimento elaborado é pleno; não carece de emoções para se firmar. Ele é sacramentado e aconteça o que acontecer, estará de pé, firme e forte. As pessoas que possuem esse sentimento não têm necessidade de se complementarem no outro, porque a satisfação do relacionamento está dentro dela, e não na pessoa do outro. Tais pessoas vivem, estudam, trabalham, progridem na vida pessoal, independente do que ocorre na vida afetiva.

Em contrapartida, existem pessoas perdidas, em busca de emoções-a-todo-custo e satisfação imedita. Poucos têm noção do que seja um sentimento elaborado, pois as emoções, produzem efeito mais rápido, embora não sejam eficientes no trato da solidão.

Justamente por medo de sentirem-se solitárias e abandonadas, algumas pessoas buscam no outro essa plenitude. São pessoas que só conseguem ser felizes se tiverem alguém que lhes complete, poruqe não conseguiram tal satisfação de outra forma. Daí o sentimento de dependência.

Note que não estou me referindo a todos os casos, e sim, aos casos onde existe uma dependência patológica em relação ao outro. Quando se ama, é natural querer ficar juntinho. O que deixa de ser natural é esquecer r a sua vida para viver em função do outro.

Só pra finalizar, o romantismo Shakesperiano é algo que com a revolução tecnológica tende a cair em desuso, pois hoje é possível que as pessoas se sintam próximas umas das outras, mesmo que estejam em hemisférios diferentes. Dá pra amar e viver ao mesmo tempo!!